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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

A UAE rendeu-se à Volta a Portugal

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM  Gostaram. E querem repetir. A UAE Team Emirates-XRG veio à Volta a Portugal para testar jovens ciclistas. Saiu com quatro vitórias em etapas, duas camisolas e uma conclusão que, durante muitos anos, a corrida portuguesa ouviu poucas vezes de uma equipa deste calibre: “Suponho que vamos voltar.” Não é uma promessa assinada em cartório. No ciclismo, essas coisas valem exatamente o que valem até surgir outro calendário, outra prioridade ou uma corrida com mais dinheiro. Mas é, pelo menos, um sinal. E a Volta precisa deles. Quatro vitórias e uma experiência Julius Johansen venceu o prólogo e o contrarrelógio de Águeda. Adrià Pericas conquistou, no Gerês, a primeira vitória como profissional. Rui Oliveira fechou a corrida em festa, no Porto. Pelo caminho, a UAE levou ainda duas camisolas: a dos pontos, para Rui Oliveira, e a da juventude, com Pericas. Um balanço difícil de discutir. Mas Gi...

Almeida elogia Eulálio: “Se bater o meu recorde no Giro, está a lutar pelo pódio”

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Direitos Reservados

⏱️ Tempo de leitura:  3 minutos

Afonso Eulálio elogiado por João Almeida.

Ciclista da UAE Emirates sublinha a qualidade do compatriota após uma exibição de destaque na Volta a Itália.

A exibição de Afonso Eulálio na Volta a Itália não surpreendeu João Almeida, que vê com naturalidade o crescimento de novos nomes do ciclismo português no pelotão internacional. Para o corredor da UAE Team Emirates, quanto mais ciclistas nacionais estiverem em destaque, melhor para a modalidade. E elogiou o compatriota, soube aproveitar as oportunidades que teve.

“Foi um Giro fixe de se ver”, resumiu à agência Lusa o terceiro classificado da edição de 2023 da corsa Rosa, admitindo que, caso tivesse participado, poderia ter dado “mais emoção” à luta pela classificação geral, vencida pelo dinamarquês Jonas Vingegaard.

Apesar de ter falhado a 109.ª Volta a Itália, na qual partia como um dos principais candidatos a contrariar o domínio da Visma-Lease a Bike, João Almeida acompanhou a prova à distância, sobretudo “as etapas mais interessantes”, onde pôde observar o desempenho consistente de Afonso Eulálio.

Eulálio em destaque e comparação natural

Seis anos após ter liderado o Giro durante 15 dias,  afirmou-se como uma das figuras da prova, o corredor da UAE Emirates viu o ciclista figueirense de 24 anos destacar-se na corrida. 

O português tornou-se o segundo com mais dias de maglia rosa (nove etapas) e repetiu a conquista da camisola branca da juventude, tal como já havia conseguido em 2023.

“Foi bom para Portugal ter alguém para acompanhar. E tentar meter também o país em destaque. Acho que ele aproveitou muito bem a oportunidade que teve. Aquela fuga, com uma vantagem gigante, de sete ou oito minutos, foi quase decisiva para a geral. E ele soube aproveitar isso. A camisola branca também foi muito positiva”, destacou.

O segundo melhor voltista português de sempre — apenas atrás de Joaquim Agostinho — garantiu não ter ficado surpreendido com a prestação de Eulálio, sublinhando que o jovem da Bahrain Victorious “tem valor” e “é ótimo”.

EMM é a sua preferência.

Respeito mútuo entre gerações

Curiosamente, o próprio Eulálio já tinha elogiado Almeida numa videoconferência, na qual rejeitou comparações, classificando-o como “um dos melhores ciclistas de sempre, não só de Portugal”.

“Agradeço-lhe pelas palavras e pelo gesto. É tudo uma questão de evolução, de irmos passo a passo. E certamente ele continuará a evoluir”, afirmou o vice-campeão da Vuelta de 2025 e quarto classificado do Tour de 2024.

Um novo fôlego para o ciclismo português

Questionado sobre a possibilidade de ver o seu recorde de dias de liderança no Giro ser batido, Almeida mostrou tranquilidade e garantiu que isso seria até um sinal positivo para o ciclismo nacional.

“Julgo que, se ele batesse o meu recorde no Giro, seria sinal de que estaria a disputar a corrida ou mesmo o pódio. E, atualmente, isso seria algo difícil de  ocorrer. Se o meu recorde for batido, é bom sinal; significa que o país continua a ter bons corredores. Ficaria feliz”, afirmou.

Almeida tem tido o peso e uma grande parte da responsabilidade do ciclismo português no WorldTour, mas vê com bons olhos o surgimento de novas figuras.

“Eu não sou ninguém que queira estar no foco dos ‘media’ e ser o único com sucesso. Acho positivo, quanto mais, melhor”, concluiu.

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