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Jonas Vingegaard: "Ainda acredito em mim" após perder quase três minutos para Pogačar

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 9 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.     Jonas Vingegaard não dá como perdida a Volta a França, apesar da pesada derrota sofrida na primeira grande etapa de montanha. O dinamarquês da Visma-Lease a Bike perdeu 2,38 minutos para Tadej Pogačar no final da etapa com chegada a Gavarnie-Gèdre, caiu para o segundo lugar da classificação geral e está agora a 2,42 minutos da camisola amarela. Ainda assim, garante que continua a acreditar na reviravolta. O bicampeão do Tour chegou à corrida embalado pelas vitórias na Vuelta de 2025 e no Giro d'Italia de 2026, além de ter vestido a camisola amarela nos primeiros dias desta edição. No entanto, o ataque demolidor de Pogačar no Tourmalet deixou-o sem resposta. Dia difícil No final da etapa, Vingegaard não escondeu a desilusão com o resultado, admitindo que nunca conseguiu responder ao ataque do grand...

Biografia de Gastão Elias

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour


 
            Gastão Elias
            
            24/11/1990

José Ministro Elias nasceu na Lourinhã, no centro de Portugal. Ao longo de mais de uma década no circuito, tornou-se uma das figuras do ténis português moderno.

Profissional desde 2008, construiu um percurso sólido, marcado pela persistência, pela relação próxima com o jogo e por uma identidade competitiva muito própria. Ele é conhecido pelo cognome de “O Mágico”.

Destro, com pancada de esquerda a duas mãos, Elias desenvolveu um ténis assente na regularidade, na leitura do jogo e na capacidade de resistir em encontros longos.

Com 1,80 metros de altura, nunca foi um jogador de exuberâncias físicas. Compensou essa característica com inteligência tática, intensidade e uma forte ligação ao ritmo competitivo do circuito.

O ponto mais alto da carreira surgiu em 2016, quando entrou no top 100 mundial, atingindo o melhor ranking (57º). Esse momento consagrou-o como um dos poucos portugueses a alcançar esse patamar no circuito ATP e confirmou uma progressão construída com paciência, sobretudo no circuito Challenger, onde se tornou presença habitual e figura respeitada.

Ao longo dos anos, acumulou títulos e finais nesse circuito intermédio, afirmando-se como um competidor fiável em diferentes superfícies e contextos.

 Disputou torneios do Grand Slam, representou Portugal em competições internacionais e marcou várias gerações de atletas mais jovens, pela longevidade e pelo exemplo de profissionalismo.

A carreira do lourinhanense também ficou marcada por fases de maior adversidade, com lesões e períodos de menor regularidade competitiva. Ainda assim, a capacidade de regressar ao circuito e manter a competitividade tornou-se uma marca do seu percurso. Mais do que resultados isolados, foi a continuidade que definiu a sua presença no ténis profissional. 

Fora do campo, Elias sempre manteve uma relação discreta com a exposição mediática, valorizando a ligação às origens e ao ténis nacional. Recentemente, entrou numa nova etapa da vida ao tornar-se pai, um acontecimento que acrescenta dimensão pessoal a um percurso já longo e vivido com intensidade.

Essa mudança trouxe um novo equilíbrio a uma carreira em que a vida fora dos courts ganhou maior peso. Elias representa uma geração que abriu caminho no ténis português moderno. Jogadores que aprenderam a competir fora, a sobreviver no circuito e a afirmar-se sem atalhos. 

O seu legado não se resume a rankings ou troféus. Resulta da constância de quem fez do ténis uma profissão plena, sustentada no trabalho diário e numa relação honesta com o jogo.

 

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