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Tiago Pereira derruba favorito e quebra uma barreira em Braga

    António Vieira Pacheco 8 de outubro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 3 min Tiago Pereira conseguiu em Braga um resultado que ainda não alcançara em Portugal. O tenista algarvio, de 22 anos, derrotou o espanhol Nikolas Sánchez Izquierdo, 157.º do ranking ATP, por 7-5 e 6-3, garantindo um lugar nos quartos de final do Braga Open. O português, atualmente na 339.ª posição mundial, precisou de 91 minutos para ultrapassar um adversário melhor classificado e prolongar a sua participação no torneio disputado no Clube de Ténis de Braga. Uma vitória com números Os números ajudam a explicar a consistência da exibição. Tiago Pereira acertou 73% das primeiras bolas de serviço e venceu 75% dos pontos disputados com esse serviço. Além disso, anulou os três pontos de break que enfrentou. O tenista natural do Algarve conseguiu  dois breaks decisivos, um em cada parcial, para fechar o encontro em dois sets. Não foi apenas mais uma vitória num torneio do circuito Chal...

Biografia de Gastão Elias

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour


 
            Gastão Elias
            
            24/11/1990

José Ministro Elias nasceu na Lourinhã, no centro de Portugal. Ao longo de mais de uma década no circuito, tornou-se uma das figuras do ténis português moderno.

Profissional desde 2008, construiu um percurso sólido, marcado pela persistência, pela relação próxima com o jogo e por uma identidade competitiva muito própria. Ele é conhecido pelo cognome de “O Mágico”.

Destro, com pancada de esquerda a duas mãos, Elias desenvolveu um ténis assente na regularidade, na leitura do jogo e na capacidade de resistir em encontros longos.

Com 1,80 metros de altura, nunca foi um jogador de exuberâncias físicas. Compensou essa característica com inteligência tática, intensidade e uma forte ligação ao ritmo competitivo do circuito.

O ponto mais alto da carreira surgiu em 2016, quando entrou no top 100 mundial, atingindo o melhor ranking (57º). Esse momento consagrou-o como um dos poucos portugueses a alcançar esse patamar no circuito ATP e confirmou uma progressão construída com paciência, sobretudo no circuito Challenger, onde se tornou presença habitual e figura respeitada.

Ao longo dos anos, acumulou títulos e finais nesse circuito intermédio, afirmando-se como um competidor fiável em diferentes superfícies e contextos.

 Disputou torneios do Grand Slam, representou Portugal em competições internacionais e marcou várias gerações de atletas mais jovens, pela longevidade e pelo exemplo de profissionalismo.

A carreira do lourinhanense também ficou marcada por fases de maior adversidade, com lesões e períodos de menor regularidade competitiva. Ainda assim, a capacidade de regressar ao circuito e manter a competitividade tornou-se uma marca do seu percurso. Mais do que resultados isolados, foi a continuidade que definiu a sua presença no ténis profissional. 

Fora do campo, Elias sempre manteve uma relação discreta com a exposição mediática, valorizando a ligação às origens e ao ténis nacional. Recentemente, entrou numa nova etapa da vida ao tornar-se pai, um acontecimento que acrescenta dimensão pessoal a um percurso já longo e vivido com intensidade.

Essa mudança trouxe um novo equilíbrio a uma carreira em que a vida fora dos courts ganhou maior peso. Elias representa uma geração que abriu caminho no ténis português moderno. Jogadores que aprenderam a competir fora, a sobreviver no circuito e a afirmar-se sem atalhos. 

O seu legado não se resume a rankings ou troféus. Resulta da constância de quem fez do ténis uma profissão plena, sustentada no trabalho diário e numa relação honesta com o jogo.

 

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