Bahrain quer segurar Eulálio após explosão no Giro
🖋️Por: António Vieira Pacheco
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A renovação reforça a confiança no português.
Contrato fechado
Afonso Eulálio, uma das grandes revelações da última Volta a Itália, já tinha definido o seu futuro antes mesmo de brilhar em solo italiano. O jovem ciclista português renovou o contrato com a Bahrain Victorious até 2028, acordo fechado ainda em dezembro, numa altura em que várias equipas já demonstravam interesse na sua contratação.
A confirmação da renovação só foi pública quando o corredor vestiu a camisola rosa, mas o compromisso estava selado há meses. Ainda assim, o impacto do seu desempenho no Giro alterou o contexto interno: a formação do Bahrain quer recompensar o ciclista e pondera prolongar o vínculo por mais uma ou duas temporadas, além de rever a parte financeira do contrato.
Interesse externo
O crescimento de Eulálio não passou despercebido no pelotão internacional. Após o Mundial e o início forte da época anterior, várias equipas tentaram sondar o seu futuro, mas o português optou pela continuidade.
Na estrutura da Bahrain Victorious, a leitura é clara: há margem para evolução, mas também é preciso estabilidade. O corredor mantém uma postura tranquila sobre o tema.
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Dinheiro dividido
Os resultados no Giro também trouxeram ganhos financeiros, mas longe de valores individuais elevados. Conforme o habitual no ciclismo, os prémios são repartidos por toda a formação e a equipa de trabalho.
Eulálio relativiza a importância desse fator, sublinhando que haverá outras oportunidades de prémios ao longo da época, sobretudo em corridas de um dia e critérios adicionais.
Apesar do impacto mediático, o ciclista garante que a sua rotina não sofreu uma transformação radical.
O Giro foi, no entanto, um ponto de viragem emocional e competitivo.
Estilo de corrida
Um dos temas mais discutidos na equipa foi o seu estilo ofensivo e imprevisível. Eulálio reconhece que nem sempre há consenso com os diretores desportivos, mas mantém a sua identidade em corrida.
O português admite que a sua forma de correr é naturalmente agressiva, com ataques frequentes e decisões assumidamente arriscadas.
Num dos episódios mais marcantes da prova, após uma queda, voltou ao ataque pouco depois — uma decisão que surpreendeu até o carro da equipa.
“É a minha forma de correr”
Eulálio não esconde a sua filosofia.
“É a minha maneira de correr. Às vezes cometerei erros, mas faz parte. Gosto de atacar, e se não o fizer é porque não tenho pernas”, explicou.
O ciclista acredita que a maturidade trará maior controlo, mas também recusa-se a abdicar da sua identidade competitiva.
Futuro em aberto
Apesar do contrato longo, o português reconhece que o futuro no ciclismo é sempre dinâmico.
Para já, o foco mantém-se na evolução na Bahrain-Victorious e na consolidação como corredor de Grandes Voltas.
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