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Desabafo de um árbitro de ténis de mesa!
| Direitos Reservados. |
Vale a pena continuar?
Há momentos em que uma pessoa deixa de procurar explicações e passa a fazer perguntas.
É o caso de um árbitro de ténis de mesa que, após um período em que esteve doente e impossibilitado de exercer a arbitragem, reuniu condições para voltar à mesa.
A doença não foi uma escolha. Durante esse período, não podia arbitrar.
Mas esse afastamento temporário não significou abandono da modalidade.
Entretanto, realizou duas ações de formação, obteve as notas necessárias e reuniu as condições para ter acesso ao teste internacional.
As condições estavam reunidas. O que não existia, naquele momento, era a possibilidade física de exercer a arbitragem.
Hoje, a situação é diferente.
Está apto. Está disponível. Pode arbitrar.
Ainda assim, continua sem ser escolhido para as provas nacionais e não foi convocado para o teste internacional.
Uma questão de percurso
Não se trata de reclamar uma nomeação nem de afirmar que existe um direito automático de eleito.
Trata-se de uma questão mais simples: após um período de doença, e estando atualmente apto e disponível, que importância tem o percurso, entretanto realizado?
O árbitro apresentou-se nas ações de formação.
Obteve as notas necessárias.
Reuniu as condições exigidas.
Está novamente disponível para arbitrar.
Não solicita tratamento especial.
Também não pretende retirar mérito a quem é escolhido.
Pretende apenas compreender qual é o seu lugar na arbitragem após ter ultrapassado o período em que, por razões de saúde, não podia exercer.
A pergunta fica
Não há nomes, acusações ou intenções atribuídas a quem toma decisões.
Há apenas uma situação concreta e uma pergunta que permanece sem resposta:
— Se está novamente apto e disponível para arbitrar, continuará a haver lugar para ele?
É uma pergunta que talvez encontre resposta numa próxima convocatória.
Ou talvez não.
Porque, após tantos anos ligados à arbitragem, também é legítimo começar a se interrogar se vale a pena manter a disponibilidade quando as oportunidades deixam de aparecer.
No fundo, a questão é simples:
— Vale a pena continuar?
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