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Nishikori: o último ponto foi em casa

António Vieira Pacheco 2 de outubro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 4 min Direitos Reservados., Kei Nishikori já tinha anunciado que este seria o fim. Ainda assim, quando chegou o último ponto, em Tóquio, houve uma sensação inevitável de que uma parte importante do ténis japonês desaparecia. Aos 36 anos, Nishikori disputou o último encontro profissional da carreira no Japan Open. Perdeu diante do norte-americano Frances Tiafoe por 6-4 e 6-4, mas o resultado acabou por ser quase um detalhe perante o que aconteceu depois. O público levantou-se para aplaudir. Era a despedida de um jogador que passou quase duas décadas no circuito profissional e que abriu uma porta que parecia demasiado pesada para um tenista asiático atravessar. O número quatro do mundo Nishikori chegou ao quarto lugar do ranking mundial em 2015. Foi o ponto mais alto de uma carreira que tinha alcançado um feito histórico no ano anterior: em 2014, tornou-se o primeiro homem asiático a che...

Desabafo de um árbitro de ténis de mesa!

Redação EMM
2 de outubro de 2026
DIREITOS RESERVADOS — EMM
Leitura estimada: 2 min

É tempode solicitar time out?
Direitos Reservados.

Vale a pena continuar?

Há momentos em que uma pessoa deixa de procurar explicações e passa a fazer perguntas.

É o caso de um árbitro de ténis de mesa que, após um período em que esteve doente e impossibilitado de exercer a arbitragem, reuniu condições para voltar à mesa.

A doença não foi uma escolha. Durante esse período, não podia arbitrar.

Mas esse afastamento temporário não significou abandono da modalidade.

Entretanto, realizou duas ações de formação, obteve as notas necessárias e reuniu as condições para ter acesso ao teste internacional.

As condições estavam reunidas. O que não existia, naquele momento, era a possibilidade física de exercer a arbitragem.

Hoje, a situação é diferente.

Está apto. Está disponível. Pode arbitrar.

Ainda assim, continua sem ser escolhido para as provas nacionais e não foi convocado para o teste internacional.


Uma questão de percurso

Não se trata de reclamar uma nomeação nem de afirmar que existe um direito automático de eleito.

Trata-se de uma questão mais simples: após um período de doença, e estando atualmente apto e disponível, que importância tem o percurso, entretanto realizado?

O árbitro apresentou-se nas ações de formação.
Obteve as notas necessárias.
Reuniu as condições exigidas.
Está novamente disponível para arbitrar.

Não solicita tratamento especial.

Também não pretende retirar mérito a quem é escolhido.

Pretende apenas compreender qual é o seu lugar na arbitragem após ter ultrapassado o período em que, por razões de saúde, não podia exercer.

A pergunta fica

Não há nomes, acusações ou intenções atribuídas a quem toma decisões.

Há apenas uma situação concreta e uma pergunta que permanece sem resposta:

— Se está novamente apto e disponível para arbitrar, continuará a haver lugar para ele?

É uma pergunta que talvez encontre resposta numa próxima convocatória.

Ou talvez não.

Porque, após tantos anos ligados à arbitragem, também é legítimo começar a se interrogar  se vale a pena manter a disponibilidade quando as oportunidades deixam de aparecer.

No fundo, a questão é simples:

— Vale a pena continuar?

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