Pogačar explica ataque brutal: «Não estava obrigado tão cedo, mas...»
Tadej Pogačar não precisava de atacar a 50 quilómetros da meta. Mas, perante o
ritmo infernal imposto nas primeiras dificuldades da etapa e a quebra de Jay
Vine, o portador da camisola vermelha decidiu que esperar seria mais perigoso
do que atacar.
O esloveno da UAE Emirates
transformou a quarta etapa da Volta a Espanha numa demonstração de força.
Atacou ainda longe da chegada, abriu uma vantagem gigantesca e chegou isolado à
meta em Andorra, conquistando uma vitória que lhe permite reforçar significativamente
a liderança da classificação geral.
Depois da etapa, Pogačar
explicou que o ataque não estava inicialmente previsto.
«Não estava obrigado, tão cedo,
mas o ritmo já tinha sido muito alto na primeira subida e na segunda, íamos depressa desde o início. Quando o Jay [Vine] cedeu, não quis ficar
isolado perante os outros corredores da geral, porque iriam atacar-me certamente»,
explicou.
Foi aí que o campeão esloveno
decidiu mudar a estratégia.
Atacou.
E não voltou a olhar para
trás.
«Fiz o ataque e continuei até
à meta. Foi bastante difícil, mas o dia foi magnífico», confessou
Pogačar, que terminou com uma vantagem superior a dois minutos e meio sobre os
principais perseguidores.
O triunfo permite-lhe agora
comandar a Vuelta com 3 minutos e 21 segundos de vantagem na classificação
geral, uma margem que o próprio considera preciosa para o que resta da corrida.
«Qualquer vantagem é preciosa,
mas esta é ótima, porque posso encarar os próximos dias com tranquilidade e
confiança», afirmou.
Andorra volta a ser palco de uma vitória especial
O cenário da vitória também
teve um significado especial para Pogačar.
Foi precisamente em Andorra,
em 2019, que o esloveno conquistou a sua primeira vitória numa grande Volta,
também na Vuelta.
Cinco anos depois, regressou
ao mesmo palco e voltou a deixar uma marca.
«Tenho recordações tão bonitas
daquela primeira vitória em Andorra; foi verdadeiramente magnífica e um dos
melhores momentos da minha carreira. Jamais, nem por um segundo, imaginei que
pudesse repetir um dia assim», revelou.
Agora, com uma vantagem
confortável, Pogačar promete não entrar em aventuras desnecessárias. A
estratégia passa por controlar a corrida, mas sem abdicar da capacidade de
responder caso os rivais tentem pôr a liderança em perigo.
«Vamos continuar etapa a
etapa, dia após dia; será um pouco menos stressante. Agora, a vantagem é
confortável, por isso vamos fazer tudo para geri-la diariamente», explicou.
Mas deixou também um aviso.
«Se não for controlável,
teremos de lutar. Será difícil, mas temos uma equipa muito forte, por isso
estamos preparados.»
Depois da exibição em Andorra,
a questão já não é apenas saber se Pogačar é o principal favorito à vitória
final.
É perceber quem terá a capacidade de obrigar a sofrer.
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