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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Del Toro arrancou na Alemanha como favorito e já começou a cobrar!

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM  O mexicano venceu o prólogo e vestiu a primeira camisola de líder. Paul Magnier ficou a dois segundos. A Volta à Alemanha mal começou e Isaac del Toro já deixou uma mensagem ao pelotão: não foi até lá para fazer turismo. O mexicano da UAE Team Emirates-XRG venceu esta quarta-feira o prólogo de 2,6 quilómetros e tornou-se no primeiro líder da prova, confirmando desde o primeiro dia o estatuto de principal candidato à vitória final. Foram apenas 2,6 quilómetros. Pouco mais do que um esforço brutalmente curto. Mas chegou para Del Toro começar a colocar segundos entre si e alguns dos adversários. Paul Magnier, da Soudal Quick-Step, foi segundo, a apenas dois segundos. António Morgado, também dos UAE, terminou em sétimo, a sete segundos do companheiro de equipa. E a primeira conclusão da corrida é bastante simples: quando a UAE tem dois ciclistas no top-7 de um prólogo, talvez os outros já comece...

Tadej Pogačar quer renovar, mas, pelos vistos, não basta assinar!

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM 

Pogacar quer um avião a jato.

Até 2031, talvez. Mas o melhor ciclista do mundo parece querer discutir mais do que um salário anual.

Tadej Pogačar já tem contrato com a UAE Emirates até 2030. O que, para um ciclista normal, seria motivo suficiente para deixar os advogados em paz por uns bons anos.

Mas Pogačar não é um ciclista qualquer.

Segundo o jornalista Daniel Benson, a renovação por mais uma temporada, até 2031, está bem encaminhada. Todavia, há um detalhe: o esloveno parece ter algumas condições.

Não uma.

Nem duas.

Três ou quatro “cláusulas especiais”.

E é aqui que a conversa começa a ficar interessante.

“Tadej está feliz, mas há três ou quatro cláusulas especiais. Por enquanto, falamos de 2031.”

A frase é do seu agente, Alex Carera, citado por Benson.

Traduzindo do jurídico para português corrente: Pogačar está feliz nos UAE, mas felicidade não significa assinar de olhos fechados.

E quem pode censurá-lo?

Afinal, falamos do homem que ganhou cinco Tour de France, transformou ataques impossíveis numa espécie de rotina e fez da UAE uma máquina de colecionar vitórias.

Um jato e uma cadeira à mesa

As exigências apontadas são, no mínimo, curiosas.

Um jato particular.

Maior controlo sobre os direitos de imagem.

E voz ativa no planeamento das corridas dos companheiros de equipa.

Ou seja, Pogačar não quer apenas continuar nos UAE.

Quer ter a chave da casa.

O jato particular é a parte que naturalmente chama mais atenção. Porque nada diz “estou contente com o contrato” como solicitar um avião.

Mas talvez seja a exigência menos interessante.

Ter influência sobre os direitos de imagem é uma questão de poder. Ter uma palavra no calendário dos colegas de equipa é outra coisa: significa que Pogačar quer participar mais diretamente na construção da estrutura à sua volta.

Não basta saber quem vai trabalhar para ele.

Pode querer ajudar a decidir onde, quando e como esses ciclistas se preparam para o fazer.

E isto muda bastante a conversa.

Quando o chefe também é o corredor

Durante anos, o ciclismo viveu com uma hierarquia relativamente simples.

A equipa decide.

O director manda.

O ciclista pedala.

Pogačar, aparentemente, pode estar a preparar um pequeno ajuste ao modelo.

Porque há uma diferença entre ser a estrela de uma equipa e ser a razão pela qual uma parte significativa da equipa existe.

A UAE tem João Almeida, António Morgado, os irmãos Rui e Ivo Oliveira e uma colecção quase absurda de talento. Contudo, há uma realidade impossível de ignorar: quando Pogačar está numa corrida, tudo se organiza ao seu redor.

E talvez o esloveno queira que isso seja ainda mais claro fora da estrada.

Não estamos a falar apenas de dinheiro. Aliás, os valores que circulam — cerca de oito milhões de euros por época — dificilmente serão por falta de uma boa conta bancária; Pogačar estará a discutir o contrato.

O dinheiro compra muita coisa.

Mas, aparentemente, não compra automaticamente poder de decisão.

          Até 2031? Primeiro, convém querer continuar

Há ainda outra questão.

Durante algum tempo, falou-se na possibilidade de Pogačar terminar a carreira relativamente cedo, depois dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Se renovar até 2031, a história muda.

Ou, pelo menos, fica adiada.

Porque um contrato até 2031 seria uma declaração importante: Pogačar não estaria apenas a prolongar uma relação com a UAE. Estaria a dizer que ainda vê estrada suficiente à frente para continuar.

Embora, convenhamos, no ciclismo moderno um contrato longo tenha a duração aproximada de uma boa intenção. Tudo depende de quem ganha, quem paga e quem deixa de estar satisfeito.

Mas Pogačar tem uma vantagem que poucos ciclistas possuem.

Não precisa de procurar alguém que lhe faça um favor.

A UAE precisa dele tanto quanto ele precisa da UAE.

E talvez seja precisamente por isso que estas negociações não sejam apenas uma formalidade.

A reunião antes da Vuelta

Segundo as informações divulgadas, haverá uma reunião entre as partes, envolvendo o director Mauro Gianetti e o presidente da equipa, Matar Suhail Al Yabhouni Al Dhaheri.

E o momento não podia ser mais interessante.

A notícia surge poucos dias antes da Vuelta a Espanha, onde Pogačar regressa sete temporadas depois.

Chega como favorito.

Com João Almeida e Ivo Oliveira ao seu lado.

E, aparentemente, com mais uma corrida para gerir.

Não na estrada.

À mesa das negociações.

Pogačar pode entrar na Vuelta para atacar as montanhas, esmagar os adversários e procurar acrescentar mais uma Grande Volta no currículo.

Mas antes disso, há cláusulas para serem discutidas,

Três ou quatro.

E talvez seja essa a parte mais reveladora desta história.

Porque durante anos, o ciclismo perguntou quanto valia Pogačar.

Agora, a pergunta parece ser outra:

- Quanto poder a UAE está disposta a entregar-lhe?

Porque salário, ao que tudo indica, já não chega.

Pogačar quer continuar.

Mas, pelos vistos, quer continuar à sua maneira.

E quando se é o homem que vence quase tudo, talvez a negociação comece precisamente aí.

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