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João Almeida admite dificuldades e revela nova missão na Vuelta: ajudar Pogačar
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 27 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM
Furo e atraso
João Almeida explicou o atraso
sofrido na quarta etapa da Volta a Espanha, após voltar a perder tempo numa
jornada que confirmou o afastamento do português da luta pela classificação
geral.
“Não me sentia bem e tive um
furo no pior momento possível. Perdi-me entre os atrasados e foi impossível
recolar”, contou o corredor da UAE Emirates.
Almeida acabou por integrar um
dos grupos dos corredores atrasados, que foi crescendo ao longo da etapa.
Perante esse cenário, a equipa acreditou que não haveria risco de eliminação.
“Como o grupo foi ficando cada
vez maior, pensamos que não seríamos eliminados. O andamento era decente e isso
estava controlado”, explicou.
Nova realidade
A situação é agora
completamente diferente daquela que o português viveu na edição anterior da
Vuelta, quando terminou em segundo lugar na classificação geral. Após perder quase 23 minutos
na etapa anterior e mais 8,35 minutos na quarta tirada, Almeida ocupa agora a 124.ª
posição.
A classificação geral deixou,
portanto, de ser uma preocupação para o português. Isso abre-lhe uma
possibilidade: lutar por uma vitória de etapa por meio de uma fuga.
“Pode surgir uma oportunidade,
até porque o caminho até Granada ainda é longo”, admitiu.
Pogačar primeiro
Mas há uma frase de Almeida
que revela exatamente onde estão agora as prioridades da UAE Emirates: a
vitória individual não está acima da missão da equipa.
“Haverá muitas etapas
complicadas e teremos de estar focados como equipa, pois a meta é a camisola
vermelha”, afirmou.
Almeida poderá ter liberdade
para entrar numa fuga, mas não deverá partir para uma aventura individual
sempre que surgir uma oportunidade. A equipa tem um objetivo maior: proteger
Pogačar e conduzi-lo ao triunfo na Vuelta.
Confiança total
O próprio Almeida reconhece
que a situação é confortável ao ter um líder como o esloveno.
“Estamos tranquilos por termos
um líder tão bom e a pensar em equipa. Fazendo o nosso trabalho, o resto
virá”, afirmou.
A etapa de ontem mostrou
precisamente esse espírito e a UAE Emirates esteve ativa na frente durante os
abanicos e liderou o pelotão na subida do Puerto de Pauls, onde Almeida acabou
por descolar.
Pouco depois, a equipa deixou de contar com o português na frente da corrida, mas continuou a cumprir a sua missão. Na chegada a Roquetes, Matthew Brennan venceu na discussão do sprint.
Para Almeida, a Vuelta ganhou um novo significado. A luta pela geral acabou, mas a corrida ainda pode
oferecer uma oportunidade de conquistar uma etapa.
Só que existe uma
condição: primeiro está Pogačar, depois está a UAE Emirates e só depois
aparecem as ambições individuais.
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