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Piganzoli vence em San Luca e Nairo Quintana despede-se!

Redação EMM
4 de outubro de 2026
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Leitura estimada: 2 min

Piganzoli vence!

Bolonha faz negócio com as deslocações até ao Santuário de San Luca. Entre as redondezas da Piazza Maggiore, território de tortellini, pasta al ragù, mortadela e vinagre balsâmico, e o icónico templo religioso, existe uma subida que justifica os transportes para turistas e, sobretudo, uma corrida de dureza extrema.

A cidade italiana é conhecida como La Grassa (A Gorda), alcunha que mistura o peso da gastronomia com o orgulho pela mesa. É também La Dotta (A Erudita), pela tradição académica, e La Rossa (A Vermelha), pela cor dos edifícios. Pode ainda receber outro nome: chapéu de chuva natural. São 62 quilómetros de arcadas que acompanham as ruas e protegem quem por elas passa.

É neste cenário que o Giro dell'Emilia ganha uma das suas imagens de marca. A corrida termina com cinco passagens pelo Santuário de San Luca, numa subida que os visitantes enfrentam muitas vezes de comboio para evitar o sofrimento. Aos ciclistas não resta essa alternativa. A eles cabe vencer o desnível, pedalada após pedalada, sob as arcadas que acompanham a estrada.

Um campeão diferente

O novo campeão mundial de estrada estreou a sua nova camisola.
Brandon McNulty estreou na prova a camisola arco-íris conquistada recentemente. O norte-americano, habitual trabalhador de luxo da UAE Team Emirates-XRG, surgiu em Bolonha sem os principais líderes da equipa, nomeadamente Tadej Pogačar, e teve finalmente espaço para assumir protagonismo.

No circuito final, a Visma | Lease a Bike tentou desorganizar o grupo e expôs vários factos. Matteo Jorgenson parecia ser a opção mais credível para discutir a vitória, mas o ciclismo voltou a contrariar os prognósticos.

Davide Piganzoli aproveitou a oportunidade e conquistou a vitória mais importante da carreira.

Depois de McNulty lançar o ataque, o norte-americano acabou por perder força. Piganzoli assumiu então o comando de um grupo que se destacava: Thomas Pidcock, Oscar Onley, Ben Tulett, Matteo Jorgenson e Ben Healy.

O italiano, de 24 anos, resistiu à reação adversária e confirmou um triunfo de enorme significado. Pidcock ainda reduziu a diferença nos metros finais, mas terminou apenas três segundos, no segundo lugar. Oscar Onley fechou o pódio.

Piganzoli sucede a Isaac Del Toro, vencedor da edição de 2025, e acrescenta o seu nome a uma corrida com uma ligação especial à cidade de Bolonha e à exigente subida de San Luca.

A última de Quintana

O Giro dell'Emilia teve ainda um momento de despedida.

Nairo Quintana disputou em Bolonha a última corrida da carreira. Aos 36 anos, o colombiano encerra um percurso que o colocou entre os grandes nomes da sua geração.

Vencedor do Giro d'Italia de 2014 e da Vuelta a España de 2016, Quintana foi ainda segundo classificado no Tour de France em 2013 e 2015.

A carreira termina longe dos pódios que tantas vezes o tiveram como protagonista, mas a história fica. Quintana deixa o ciclismo profissional como um dos grandes escaladores da sua geração e um dos ciclistas que marcaram a década de 2010.

Em San Luca, entre cinco subidas e uma das paisagens mais características do ciclismo italiano, terminou uma carreira que começou na Colômbia e passou pelos maiores palcos do mundo.

Um campeão despediu-se. Outro, Piganzoli, conquistou a maior vitória da carreira. E Bolonha voltou a provar que sabe transformar uma subida num espetáculo.

 

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