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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Aos 70 anos, Isidro Borges ainda sonha em formar o próximo 'João Geraldo'!

     🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 22 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM Aos 70 anos, quase 71, Isidro Borges não parece interessado no ponto final. Quer outra coisa: que Mirandela volte a formar um jogador capaz de chegar ao circuito mundial. João Geraldo já mostrou que a viagem pode começar ali. Há quem conte títulos. Há quem enumere décadas. E há quem continue a olhar para a mesa seguinte. Isidro Borges está neste último grupo. O presidente do Clube Ténis de Mesa de Mirandela mantém uma ambição que não cabe num simples balanço de carreira. Disse-o ao EMM , em declarações exclusivas: “Queremos ter atletas naturais de Mirandela a participar nas provas do circuito mundial, tal como João Geraldo, formado em Mirandela.” A escolha do exemplo diz tudo. Antes do mundo, houve Mirandela! Geraldo começou no CTM Mirandela aos 6 anos. Foi ali que aprendeu, competiu e cresceu como jogador. A formação fez-se numa cidade que, apesar da distância dos gran...

Van der Poel fez do Luxemburgo o treino que ninguém consegue fazer

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM

O ataque solitário de Van der Pool no Luxemburgo.

Mathieu van der Poel decidiu cedo que não queria esperar por ninguém. Atacou praticamente de saída, ficou sozinho durante 174 quilómetros e transformou a última etapa do Tour de Luxemburgo numa demonstração pouco habitual de força, uma semana antes do Mundial de Montreal.

Não foi uma fuga que ganhou forma aos poucos. Nem foi um ataque nos últimos quilómetros. Van der Poel saiu praticamente desde o início e passou mais de quatro horas pedalando sozinho na frente.

A etapa tinha 177 quilómetros e mais de 3000 metros de acumulado. O neerlandês fez 174 deles isolado, resistiu à perseguição e chegou à meta com 1,04 minutos de vantagem sobre Mikkel Honoré.

E havia uma razão para estar ali.

Van der Poel não escolheu o Luxemburgo por acaso. Enquanto vários dos principais candidatos ao Mundial optaram pelos Grandes Prémios do Canadá, o campeão mundial de 2023 preferiu uma corrida de cinco dias para recuperar ritmo de estrada e preparar a corrida de fundo de Montreal.

O plano, contudo, não passava por passar quase toda a etapa sozinho.

“Não era o plano antes da partida”, explicou depois. Encontrou-se isolado logo no início e decidiu continuar ao seu ritmo. Quando percebeu que os perseguidores não conseguiam aproximar-se, mudou de ideia: em vez de esperar, foi até ao fim.

Uma loucura com alguma lógica

Há uma diferença entre atacar cedo e estar 174 quilómetros sozinho.

A primeira pode ser uma aposta. A segunda exige que as pernas respondam durante horas, num percurso ondulado e com mais de 3000 metros de desnível.

Van der Poel teve-as.

“Hoje tive pernas incríveis”, admitiu o neerlandês, após reconhecer que os dias anteriores não haviam correspondido exatamente ao que pretendia.

O detalhe é importante porque o Mundial está já à porta.

No Luxemburgo, Van der Poel não enfrentou a concorrência que encontrará em Montreal e a corrida de domingo será cerca de 100 quilómetros mais longa. Assim, transformar esta vitória numa garantia de sucesso seria exagerado.

Mas ignorá-la também seria difícil.

O Mundial já estava na cabeça

O neerlandês chega ao Canadá por um caminho diferente do de grande parte dos favoritos.

Remco Evenepoel, Isaac del Toro e Paul Seixas, entre outros, estiveram envolvidos nas corridas canadianas. Van der Poel preferiu construir a preparação à sua maneira.

E há ainda outra particularidade.

O próprio Van der Poel admitiu recentemente que o percurso de Montreal pode ser demasiado difícil para as suas características. Os resultados do Grande Prémio de Montreal, com vários trepadores entre os primeiros, reforçaram essa dúvida.

Só que Van der Poel também sabe uma coisa: um Mundial não é uma corrida normal.

Sem equipas a controlar tudo da mesma forma, com comunicação diferente e uma corrida que pode fugir ao guião, o neerlandês continua a ter espaço para tentar uma corrida à sua maneira.

Domingo saber-se-á se os 174 quilómetros do Luxemburgo foram apenas uma enorme sessão de preparação ou o primeiro aviso.

Por enquanto, uma coisa ficou clara: Van der Poel chegou ao Mundial depois de transformar uma corrida de 177 quilómetros num exercício que quase ninguém se atreveria a tentar.

E conseguiu chegar ao fim sozinho.

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