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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Portugal passeia em Santa Tecla na Taça Davis

      🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM    Portugal terminou o primeiro dia em Santa Tecla com uma vantagem de 2-0 sobre El Salvador. Nuno Borges confirmou o favoritismo e Jaime Faria conseguiu finalmente a primeira vitória em singulares pela Seleção na Taça Davis. O primeiro objetivo estava definido antes da eliminatória começar: Portugal tinha de sair de Santa Tecla na frente. Saiu melhor do que isso. Nuno Borges e Jaime Faria ganharam os dois primeiros singulares, ambos em dois sets, e colocaram El Salvador numa situação delicada antes do segundo dia. O ambiente da Taça Davis esteve lá — bancadas e camarotes repletos, vuvuzelas e o apoio constante ao conjunto da casa — mas Portugal não permitiu que esse fator tivesse influência. Foram duas vitórias portuguesas. E nenhuma delas chegou ao terceiro set. Borges fez o que se esperava Diego Duran tinha o público a apoiá-lo e uma op...

Nelson Oliveira confiante: «Temos uma boa equipa para tentar aspirar a um top 10»

    🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Nelson Oliveira acredita num top 10 de um corredor lusitano.

Pogačar está fora; Portugal chega com João Almeida, Eulálio e companhia, e Nelson Oliveira não esconde a ambição: o veterano acredita que a seleção pode entrar na luta pelos dez primeiros em Montreal.

Não é uma promessa de medalha. Nem é uma previsão de vitória.

Mas é uma declaração que diz muito sobre o que Portugal espera encontrar em Montreal.

Nelson Oliveira acredita que a seleção nacional tem argumentos para aspirar a um lugar no top 10 na prova de fundo dos Mundiais.

«Considero que temos uma boa equipa para tentar aspirar a, pelo menos, um top 10. Considero que esse será o ponto-chave da nossa corrida», afirmou o corredor português à Lusa.

Aos 37 anos, e após ter falhado os Mundiais de 2025 devido à lesão, o experiente ciclista regressa ao palco mundial com uma certeza: a experiência não é um peso.

É uma arma.

«A experiência também te ajuda»

Nelson Oliveira sabe o que significa correr um Mundial.

Sabe o que é vestir as cores de Portugal nos principais palcos e conhece, como poucos, a exigência de uma corrida em que cada decisão pode alterar completamente o resultado.

Por isso, não encara a veterania como uma responsabilidade adicional.

«Até pelo contrário. A experiência também te ajuda.»

É uma resposta simples, mas reveladora.

O português chega a Montreal após uma carreira marcada por uma impressionante regularidade internacional. É recordista nacional de participações em grandes Voltas e tornou-se o primeiro corredor da história a completar 24 consecutivas sem abandonar.

Agora, regressa aos Mundiais após uma interrupção devido a lesão.

Portugal tem cartas para jogar

E a seleção não depende de uma única carta.

João Almeida chega após um final de Volta a Espanha em bom nível.

Afonso Eulálio deixou excelentes indicações no Quebec e em Montreal.

Ivo Oliveira aparece com ritmo competitivo após a participação na Vuelta.

António Morgado e Tiago Antunes completam um grupo que Nelson Oliveira considera capaz de discutir uma posição entre os dez primeiros.

E o próprio Nelson?

Não se coloca à margem da corrida.

«Vou tentar ajudar os colegas no que for preciso e, quiçá, também fazer parte da estratégia.»

É aqui que a experiência pode ganhar valor.

Num Mundial aberto, ter um corredor capaz de interpretar a corrida, proteger companheiros e aparecer no momento certo pode ser tão importante como ter pernas para atacar.

Há, entretanto, uma variável impossível de ignorar.

Tadej Pogačar não estará em Montreal.

O campeão mundial em título fica de fora depois da queda sofrida na Volta a Espanha e a ausência do esloveno retira da corrida aquele que dominou as duas últimas edições.

Nelson Oliveira acredita que isso abre espaço para outros candidatos.

Um dos nomes que se destacam é Isaac del Toro.

Mas há uma dificuldade: o mexicano não terá uma seleção com a capacidade de controlar a corrida durante centenas de quilómetros.

«Vai ter de jogar muito bem, porque não tem seleção para controlar.»

Remco Evenepoel, Thomas Pidcock e Paul Seixas também estão entre os nomes apontados pelo português.

E depois há aquilo que todos sabem sobre um Mundial:

As surpresas fazem parte da corrida.

273,7 quilómetros para decidir tudo

A prova masculina de fundo encerra os Mundiais a 27 de setembro.

São 273,7 quilómetros, com 3.803 metros de desnível acumulado.

Uma corrida suficientemente longa para testar resistência, capacidade tática e leitura de prova.

E, sem Pogačar, o cenário poderá ser diferente.

«A corrida vai ser muito mais aberta, porque há menos equipas que poderão controlar.»

Para Portugal, essa abertura pode significar oportunidades.

Mas também riscos.

A seleção não terá necessariamente de assumir o peso da corrida e poderá jogar com várias peças, esperando pelo momento em que a corrida começar a partir-se.

João Almeida poderá ser uma das referências.

Eulálio chega com boas indicações.

Morgado pode assumir outro tipo de função.

E Nelson Oliveira estará lá para fazer o que sabe melhor: trabalhar, ler a corrida e esperar pelo momento certo.

Portugal já sabe o que quer

Nelson Oliveira não promete o que o ciclismo não permite prometer.

Sabe que um Mundial pode mudar num instante.

Uma queda, uma avaria, uma decisão errada ou simplesmente um dia menos bom pode destruir meses de preparação.

Por isso, deixa uma frase tão prudente quanto ambiciosa:

«Sem azares, podemos fazer um bom Mundial.»

Mas há uma meta que está lançada pelo ciclista da Movistar.

Top 10.

Agora falta saber se Portugal conseguirá transformar a ambição de Nelson Oliveira em resultado.

Montreal dará a resposta.

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