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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

O dia em que a Vuelta acabou em combate no asfalto!

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 15 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM 6 de setembro de 1995. O ven to já tinha obrigado a organização a encurtar a etapa. A 21 quilómetros da meta, uma queda no pelotão transformou-se numa discussão e, em segundos, Ramón González Arrieta e Leonardo Sierra lutaram no asfalto. A quarta etapa da Vuelta a Espanha de 1995 decorreu em condições pouco comuns. Entre Tapia de Casariego e A Corunha, o vento soprava com rajadas de 80 a 100 km/h . A organização chegou a neutralizar a corrida para proteger os corredores e, após uma passagem em caravana até Villalba, a etapa foi retomada. Mais tarde, o percurso seria novamente encurtado. O pelotão avançava, portanto, num ambiente de nervosismo pouco habitual. Ramón González Arrieta, o corredor da Banesto conhecido no pelotão por «Ramontxu», estava no meio daquele caos. Leonardo Sierra, venezuelano da equipa italiana Carrera, também. Num momento da etapa surgiu uma dis...

João Almeida quebra o silêncio: «Nunca sabemos exatamente o que nos espera»

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 14 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

A reflexão de João Almeida após a Vuelta.

O português da UAE Emirates terminou em 91.º, pela primeira vez fora do top 10 de uma Grande Volta, e deixou uma reflexão sobre uma corrida marcada por dias bons e difíceis.

João Almeida terminou a Volta a Espanha num cenário bem diferente daquele que idealizei. O português da UAE Emirates foi 91.º da classificação geral, naquele que foi o seu primeiro resultado fora do top 10 numa Grande Volta.

Após 21 dias de competição, o ciclista português fez agora um balanço de uma Vuelta marcada por dificuldades, mudanças de estratégia e alguns momentos em que voltou a mostrar a sua qualidade.

«Que Vuelta. Um longo caminho desde Mónaco. Muito aconteceu e muito não aconteceu. Todas as Grandes Voltas têm uma história diferente e dão-nos uma grande bagagem de momentos para o resto da vida», escreveu João Almeida numa publicação nas redes sociais.

Uma Vuelta condicionada desde o início!

A preparação para a corrida espanhola esteve longe de ser ideal.

O vírus que afetou João Almeida desde março, aliado a uma queda na Volta à Polónia que prejudicou a preparação, condicionou a forma do português para uma prova na qual procurava repetir o segundo lugar alcançado em 2025.

Na Vuelta, João Almeida ficou, desde cedo, afastado da luta pelos lugares cimeiros.

Ao oitavo dia, o abandono de Tadej Pogačar alterou por completo a estratégia da UAE Emirates. O português passou então a ter maior liberdade para buscar outros objetivos.

Foi para a fuga nas 12.ª e 14.ª etapas e voltou a estar em destaque no contrarrelógio da 18.ª tirada, onde terminou na terceira posição.

«Dias bons, dias difíceis»

A classificação final não apaga os diferentes momentos vividos por João Almeida durante as três semanas de corrida.

«Foi uma corrida de muitas emoções, dias bons, dias difíceis e, acima de tudo, muitos momentos que ficam. É por isso que amamos este desporto — porque nunca sabemos exatamente o que nos espera, mas sabemos que levamos no fim connosco uma história para contar», escreveu.

O 91.º lugar foi o primeiro resultado de João Almeida fora do top 10 numa Grande Volta.

Apesar das dificuldades, o português conseguiu terminar a corrida numa equipa particularmente afetada pelos abandonos. João Almeida foi um dos apenas quatro corredores da UAE Emirates a concluir a Vuelta, juntamente com Ivo Oliveira, Kevin Vermaeke e Domen Novak.

No final, deixou também uma palavra de agradecimento à equipa e a todos os que acompanharam a sua participação.

«Um grande agradecimento à família UAE Team Emirates, a toda a equipa que esteve ao nosso lado em cada quilómetro e a todos os que apoiam o nosso lindo desporto! Agora é tempo de recuperar e guardar tudo o que esta Vuelta nos deu! Bota Lume», concluiu.

Três desafios antes do fim da temporada

A época ainda não terminou para João Almeida.

O português mantém o objetivo de conquistar a primeira vitória da temporada e tem pela frente três provas importantes.

Os Mundiais no Canadá, a 27 de setembro, serão o próximo grande desafio. Depois surgem os Europeus na Eslovénia, a 4 de outubro, antes da Lombardia, marcada para 10 de outubro.

Depois de uma Vuelta muito diferente do que tinha projetado, João Almeida entra agora na reta final da temporada com uma experiência que, nas suas próprias palavras, ficará para a vida.

E com uma frase que resume bem a imprevisibilidade do ciclismo:

«Nunca sabemos exactamente que nos espera.»

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