Avançar para o conteúdo principal

Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Portugal passeia em Santa Tecla na Taça Davis

      🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM    Portugal terminou o primeiro dia em Santa Tecla com uma vantagem de 2-0 sobre El Salvador. Nuno Borges confirmou o favoritismo e Jaime Faria conseguiu finalmente a primeira vitória em singulares pela Seleção na Taça Davis. O primeiro objetivo estava definido antes da eliminatória começar: Portugal tinha de sair de Santa Tecla na frente. Saiu melhor do que isso. Nuno Borges e Jaime Faria ganharam os dois primeiros singulares, ambos em dois sets, e colocaram El Salvador numa situação delicada antes do segundo dia. O ambiente da Taça Davis esteve lá — bancadas e camarotes repletos, vuvuzelas e o apoio constante ao conjunto da casa — mas Portugal não permitiu que esse fator tivesse influência. Foram duas vitórias portuguesas. E nenhuma delas chegou ao terceiro set. Borges fez o que se esperava Diego Duran tinha o público a apoiá-lo e uma op...

JOÃO MONTEIRO É VICE-CAMPEÃO! Aos 43 anos, chega à final e deixa marca na Ásia

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Monteiro vice-campeão.

João Monteiro terminou em segundo lugar no WTT Feeder de Banguecoque, na Tailândia. O português recuperou de uma desvantagem nas meias-finais, eliminou o número 70 do mundo e disputou o título até ao quarto set da final.

Há dias em que o resultado conta uma história.

E há dias em que é preciso olhar para o que aconteceu antes dele.

João Monteiro é vice-campeão do WTT Feeder de Banguecoque.

  O internacional português chegou esta sexta-feira à final de singulares masculinos de uma prova do circuito WTT e terminou a competição no segundo lugar, após uma campanha marcada pela capacidade de resposta nos momentos mais difíceis.

Na meia-final, diante do argelino Mehdi Bouloussa, número 70 do mundo, Monteiro perdeu o primeiro set.

Ganhou os três seguintes.

Na final, diante do japonês Jo Yokotani, 145.º do ranking mundial, voltou a encontrar-se numa situação complicada. Perdeu os dois primeiros sets, reagiu no terceiro, mas não conseguiu completar a recuperação.

Yokotani venceu por 3-1.

O título ficou no Japão.

A prata viajou para Portugal.

Primeiro foi preciso sobreviver.

A meia-final contra Bouloussa começou com um aviso.

O argelino venceu o primeiro parcial por 13–11.

Monteiro estava atrás no encontro e diante de um adversário que ocupava o 70.º lugar do ranking mundial, enquanto o português era 180.º.

Mas a partida estava longe de estar decidida.

O segundo set trouxe a resposta portuguesa.

11–9.

Monteiro empatava o encontro.

Depois veio um terceiro parcial daqueles que podem definir uma partida inteira.

O português venceu por 14–12.  

Faltava um set.

E Bouloussa ainda tinha capacidade de reagir.

O quarto parcial foi novamente disputado até ao limite. Monteiro voltou a encontrar-se nos pontos decisivos e ganhou por 12–10.

Estava feita a reviravolta.

3-1 para João Monteiro.

O mais impressionante na meia-final não foi apenas o resultado.

Foi a forma como Monteiro respondeu após perder o primeiro parcial.

O português ganhou os três sets seguintes e, em todos eles, precisou de ultrapassar os 11 pontos ou venceu pela margem mínima.

11-9.

14-12.

12-10.

Não houve espaço para distrações.

Cada ponto tinha peso.

Cada pequena vantagem precisava de ser protegida.

E Monteiro conseguiu fazê-lo até ao último ponto.

A vitória colocou-o na final.

Faltava um adversário do outro lado: estava Jo Yokotani.

O japonês, número 145 do mundo, apresentava um ranking superior ao do português, mas a diferença não retirava a Monteiro a oportunidade de lutar pelo troféu.

A final começou equilibrada.

O primeiro set foi novamente para lá dos 11 pontos.

Yokotani ganhou por 13-11.

Monteiro perdeu o primeiro parcial por uma diferença mínima.

No segundo, porém, o japonês dilatou a vantagem.

11-7.

Dois sets a zero. 

A partir desse momento, a matemática era simples, mas brutal: Monteiro necessitava de vencer três sets.

A resposta voltou a aparecer

Tal como tinha acontecido na meia-final, o português recusou-se a deixar o encontro morrer.

O terceiro set foi seu.

11-8.

A final estava novamente aberta.

Yokotani continuava a liderar, mas Monteiro tinha conseguido reduzir a diferença para 2-1 e obrigava o japonês a fechar o encontro.

O quarto parcial seria decisivo.

Desta vez, Yokotani não permitiu uma nova reviravolta.

Venceu por 11-6.

E fechou a final por 3-1.

O caminho até à final

O segundo lugar não nasceu numa única partida.

Foi construído ao longo de toda a competição.

Monteiro avançou, ronda após ronda, até chegar à meia-final.

Nos oitavos de final, derrotou o canadiano Edward Ly por 3-0.

Nos quartos de final, voltou a ganhar sem perder qualquer set, desta vez diante do taiwanês Chuang Chia-Chuan, por 3-0.

Depois veio Bouloussa.

E veio a recuperação que o levou à final.

Foi uma caminhada sem atalhos.

Aos 43 anos, mais uma página

João Monteiro nasceu a 29 de agosto de 1983 e tem atualmente 43 anos.

A idade, por si só, não ganha partidas.

Mas ajuda a pôr este resultado no contexto de uma carreira extraordinariamente longa.

O português representou Portugal em três Jogos Olímpicos — Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016 — e integrou a seleção que conquistou o Campeonato da Europa por equipas em 2014.

Em Banguecoque, acrescentou outra final internacional ao seu percurso.

E fê-lo após ultrapassar um jogador do top 100 mundial.

A prata também conta

O título escapou.

Mas seria redutor olhar para Banguecoque apenas como uma final perdida.

João Monteiro chegou à decisão após se recuperar de uma derrota no primeiro set da meia-final.

Na final, quando estava a perder por 0-2, ainda conseguiu ganhar o terceiro parcial e obrigar Yokotani a continuar a trabalhar pelo título.

Não chegou ao quinto set.

Não levantou o troféu.

Mas terminou no 2.º lugar de um WTT Feeder.

Aos 43 anos.

E talvez seja precisamente aí que esteja a verdadeira dimensão desta história.

Há carreiras que acabam quando deixam de aparecer grandes resultados.

A de João Monteiro continua a encontrar espaço para mais uma página.

Em Banguecoque, essa página acabou em prata.

RESULTADOS

🏓 Singulares masculinos — Final

🇵🇹 João Monteiro 1-3 Jo Yokotani 🇯🇵

11-13, 7-11, 11-8, 6-11

🏓 Singulares masculinos — Meias-finais

🇩🇿 Mehdi Bouloussa 1-3 João Monteiro 🇵🇹

13-11, 9-11, 12-14, 10-12

Comentários