Avançar para o conteúdo principal

Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Vuelta trava no caos: chuva e granizo anulam etapa

    🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 24 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM  Pogačar mantém a camisola vermelha, enquanto João Almeida continua a 40 segundos do líder. A terceira etapa da Vuelta não chegou à meta e foi o tempo que decidiu quando a corrida parava. A etapa, entre Gruissan-Aude e Font-Romeu, foi anulada quando faltavam cerca de 15 quilómetros para a meta, após o pelotão ser atingido por chuva torrencial e granizo, num cenário que impossibilitou continuar a corrida em segurança. A organização começou por interromper a etapa de 174 quilómetros. Pouco depois, chegou a decisão definitiva: todo o percurso cumprido pelos 183 corredores foi anulado, incluindo os pontos e as bonificações conquistados ao longo do dia. O caos instalou-se depois da passagem pelo Col de Mont Louis, uma subida de primeira categoria que antecedia a descida e a subida final rumo à meta. Com a estrada cada vez mais complicada, vários corredores abandonaram, momentaneament...

Tiago Antunes: “Perdi para o melhor”

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 24 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Tiago Antunes sai sw Taranto com ouro e prata.

O campeão do contrarrelógio atacou, resistiu aos italianos e acabou em segundo na prova de fundo. No adeus a Taranto'2026, o português soma duas medalhas e assume que esta é a melhor época da carreira.

Tiago Antunes queria o ouro. Não escondeu esse objetivo. Dois dias após se sagrar campeão no contrarrelógio, o ciclista português voltou à estrada nos Jogos do Mediterrâneo Taranto'2026 com a ambição de repetir a vitória. Não conseguiu o segundo ouro, mas conquistou a prata e despediu-se da competição italiana com duas medalhas.

E houve muito trabalho coletivo por trás desse resultado.

A seleção portuguesa correu com um objetivo comum e colocou Antunes na frente na fase decisiva da prova. O ciclista do Bombarral respondeu com um ataque que deixou apenas dois italianos na sua companhia.

No final dos 133,3 quilómetros, Tommaso Dati foi mais rápido no sprint e conquistou o ouro. Antunes terminou com o mesmo tempo, 2:59.52 horas, enquanto Federico Iacomoni fechou o pódio, a um segundo.

E o português fez questão de reconhecer o trabalho dos colegas.

“Todos vestiram o espírito de representar a bandeira de Portugal; todos corremos com um objetivo e, no final, obtivemos uma medalha.”

Portugal trabalhou para Antunes

A prova começou com Georgio Bouglas, Mihael Stajnar, Ognjen Ilic e Ahmet Örken a tentarem ganhar vantagem nos primeiros quilómetros.

A fuga acabou por perder força quando cerca de uma dezena de corredores saiu do pelotão. Entre eles estavam Antunes e Rafael Reis.

“PERDI A CORRIDA, MAS SINTO QUE PERDI PARA O MELHOR.”
TIAGO ANTUNES

Reis teve um papel importante na perseguição, trabalhando durante vários quilómetros para alcançar primeiro o quarteto da frente e depois aproximar o grupo de Bogdan Zabelinskiy.

O ciclista cipriota seria alcançado a 46 quilómetros da meta.

Foi então que Antunes atacou.

O campeão do contrarrelógio acelerou e conseguiu levar consigo apenas os italianos Tommaso Dati e Federico Iacomoni.

O trio ganhou mais de 40 segundos do grupo perseguidor, no qual seguia Pedro Silva, que terminou a prova na sétima posição, a 1,34 minutos do vencedor.

A seleção portuguesa tinha conseguido colocar o seu principal candidato à vitória na frente.

Mas ainda faltava a parte mais difícil.

“O percurso não era tão duro como queríamos para o nosso género de corredor, para as nossas características. Tentámos endurecer tudo ao máximo, na última subida do dia eu tentei atacar para me isolar, infelizmente seguiram dois italianos comigo.”

À entrada dos últimos dez quilómetros, o trio tinha cerca de um minuto de vantagem.

Depois começaram os ataques.

A menos de quatro quilómetros da meta, os italianos começaram a testar Antunes, que respondeu às tentativas de Dati e Iacomoni.

O português resistiu.

Mas havia um problema: Tommaso Dati era o mais rápido.

“Perdi para o melhor”

No sprint final, Antunes tentou a sua cartada.

Não chegou para vencer.

Dati confirmou as credenciais de velocista e conquistou a medalha de ouro, deixando ao português a prata.

Antunes não procurou desculpas e foi perentório.

“No final, tentei jogar a minha cartada ao sprint, mas não foi possível.”

O português sabia que tinha pela frente um adversário particularmente perigoso.

“Eu considero-me um corredor rápido, mas sabíamos de antemão que aquele corredor era bastante perigoso; já tinha vencido várias corridas na discussão ao sprint este ano.”

E resumiu a corrida com uma frase de enorme desportivismo:

“Perdi a corrida, mas sinto que perdi para o melhor.”

“É uma época difícil de superar”

A prata em Taranto reforça uma temporada que Antunes considera a melhor da carreira.

Aos 29 anos, o corredor do Bombarral já tinha conquistado a Volta ao Alentejo, terminado em sexto na Volta a Portugal e, em Taranto, acrescentado o ouro no contrarrelógio e a prata na prova de fundo.

Quando questionado sobre se este foi o feito da época, não hesitou:

Sem dúvida alguma.”

E explicou:

“Já o era até à data, já o era até à Volta a Portugal e agora acho que é uma época difícil de superar.”

Os resultados dão-lhe razões para pensar assim.

Duas medalhas e uma fatia de pizza

Depois do ouro no contrarrelógio, a seleção portuguesa não teve muito tempo para festejar. A prova de fundo estava apenas dois dias depois e a prioridade passou rapidamente para a recuperação.

Agora, com a segunda medalha conquistada, Antunes já pode finalmente celebrar.

E até sabe como.

“Tentámos manter a calma; sabíamos que havia outra corrida dentro de dois dias e o importante era recuperar. Recuperámos bastante bem. Demonstrámos, outra vez, o nosso valor. Agora sim, acho que hoje merecemos uma fatia de pizza.

Depois de um ouro e uma prata, a pizza parece bem merecida.

Quanto às férias, José Azevedo terá de esperar.

Questionado pela Lusa se solicitaria descanso ao diretor desportivo da Efapel, Antunes respondeu com um sorriso, mas deixou claro que não pensa em parar.

“Gosto daquilo que faço enquanto houver corridas; darei o meu melhor. Seja por Portugal, seja pela Efapel.”

Taranto'2026 termina, assim, com duas medalhas para Tiago Antunes: ouro no contrarrelógio e prata na prova de fundo.

O segundo ouro escapou no sprint.

Mas Portugal saiu da estrada italiana com uma medalha conquistada através de um verdadeiro trabalho coletivo, enquanto Antunes sai de Taranto com mais uma confirmação de que está a viver a melhor época da carreira.

Últimos artigos de Ciclismo
A carregar...

Comentários

Mensagens populares