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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Diagnóstico de Pogačar assusta: três lesões e cirurgia à vista

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 29 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM Concussão, clavícula esquerda fraturada e lesão na C ₇ obrigam o campeão a parar. Tadej Pogačar não abandonou apenas a Vuelta a Espanha. Saiu da corrida com um diagnóstico que explica a violência da queda. A UAE Team Emirates confirmou que o esloveno sofreu uma concussão, uma fratura com desvio da clavícula esquerda e uma fratura estável da vértebra cervical C ₇ , além de múltiplas escoriações. Pogačar encontra-se estável e, numa das poucas notícias tranquilizadoras, não apresenta sequelas neurológicas nem outras lesões graves. Mas a situação está distante de ser simples. Clavícula partida A fratura da clavícula esquerda é suficientemente séria que obriga Pogačar a ser submetido à  cirurgia . No entanto, a intervenção terá de esperar. A razão é a concussão sofrida na queda. A equipa médica pretende que haja as condições de segurança antes de avançar para a operação. Lesão na C ₇ Ainda...

Pogačar avisa a concorrência: “Estamos aqui para vencer, não para brincar”

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 29 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Tadej avisa que está na Volta a Espanha para vencer e não para brincar.

Esloveno nem precisou de atacar a sério para voltar a ganhar tempo e aumentar o domínio na Vuelta.

Tadej Pogačar continua a transformar a Vuelta a Espanha numa demonstração de força. Na sétima etapa, o esloveno nem sequer precisou de lançar um ataque planeado para voltar a ganhar tempo aos principais rivais. Bastou-lhe aumentar o ritmo na subida final para Valdelinares e, quase sem dar por isso, deixou, mais uma vez, a concorrência para trás.

A vitória da etapa foi conquistada pelo norueguês Andreas Leknessund, que chegou isolado após integrar a fuga do dia. Pogačar terminou apenas na 19.ª posição, mas voltou a sair da jornada como um dos grandes vencedores.

Na classificação geral, ganhou seis segundos a Felix Gall e 16 a Enric Mas. O resultado é revelador: mesmo quando não luta diretamente pela vitória da etapa, Pogačar continua a encontrar formas de aumentar a vantagem.

A Decathlon CMA CGM decidiu endurecer o ritmo na subida final, preparando uma possível movimentação de Felix Gall.

Pogačar respondeu.

O austríaco arrancou, o esloveno acompanhou-o e, quando passou à sua frente, manteve o ritmo. O resultado foi quase involuntário: Gall ficou para trás e Pogačar seguiu sozinho.

“Felix Gall simplesmente arrancou, eu passei-o e continuei no mesmo ritmo”, explicou o líder da UAE Emirates.

Foi o suficiente para voltar a ganhar segundos.

E esta é a imagem mais preocupante para os adversários: Pogačar não precisou de fazer uma demonstração de força ao limite para criar as diferenças.

A camisola vermelha acima de tudo

Depois de já ter conquistado três etapas nesta Vuelta, Pogačar não esconde qual é a sua prioridade.

A camisola vermelha.

O esloveno rejeitou mesmo a ideia de que a classificação dos pontos seja um objetivo que tenha surgido apenas depois das primeiras etapas.

Nunca foi o objetivo, por isso, a palavra ‘ainda’ não faz sentido. O principal objetivo é a camisola vermelha”, afirmou.

E os números começam a falar cada vez mais alto.

Pogačar lidera agora Enric Mas por 3:50 minutos, enquanto Primož Roglič está no terceiro lugar, a 4:50 minutos.

A corrida ainda é longa, mas a margem já obriga os adversários a pensar em ataques antes que seja tarde demais.

Gall acelerou e Pogačar aproveitou

Enric Mas chegou a interpretar a aceleração final de Pogačar como uma reação à estratégia da Decathlon.

Mas o líder da Vuelta afastou essa leitura.

“Não fiquei nada zangado”, garantiu.

Segundo Pogačar, a intenção inicial era acompanhar tranquilamente os companheiros de equipa até ao final da subida. A decisão da Decathlon de aumentar o ritmo alterou o cenário.

E quando surgiu a oportunidade, Pogačar não a desperdiçou.

Não foi um ataque anunciado.

Foi simplesmente Pogačar a fazer Pogačar.

Merckx? Pogačar prefere olhar para outros

Com 22 vitórias já em 2026, a comparação com Eddy Merckx tornou-se inevitável.

O esloveno, contudo, prefere manter os pés no chão.

Reconhece a dimensão praticamente incomparável do palmarés de Merckx, mas lembra que o ciclismo de outras épocas tinha características muito diferentes.

Por isso, quando pensa em referências mais próximas da sua realidade competitiva, aponta outros nomes: Tom Boonen, Fabian Cancellara, Chris Froome ou Alberto Contador.

A comparação com Merckx pode esperar.

Pogačar parece ter trabalho suficiente na atualidade.

“Estamos aqui para vencer”

A frase da etapa, porém, não deixa margem para interpretações.

Quando questionado sobre se também existia prazer em atacar simplesmente pelo espetáculo da competição, Pogačar foi direto:

“Estamos aqui para vencer, não para brincar.”

É esse o estado de espírito do líder da Vuelta.

Enquanto os adversários procuram uma forma de o colocar sob pressão, Pogačar continua a ganhar segundos mesmo nos dias em que não precisa de ganhar.

E isso pode ser o sinal mais preocupante de todos.

Na Vuelta de 2026, Pogačar não está apenas a liderar. Está a impor as regras.

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