Juiz autorizou testes noturnos a Pogačar e Vingegaard
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM
Os polémicos controlos
antidopagem realizados durante a madrugada de domingo a Tadej Pogačar e Jonas
Vingegaard foram autorizados por um juiz do Tribunal Judicial de Paris, avança
o jornal francês L'Équipe, citando o Ministério Público de Paris.
Segundo a mesma fonte, a
autorização judicial era indispensável para que a Agência Internacional de
Testes (ITA) pudesse realizar os exames durante o período de descanso dos
corredores.
Condições rigorosas
Consoante a legislação
francesa, este tipo de procedimento apenas pode ser autorizado quando
existem “indícios graves e concordantes” de que um atleta
violou ou preparava-se para violar as regras antidopagem.
Além disso, o juiz só pode
autorizar a intervenção durante a noite se considerar existir risco de
destruição de provas. Segundo o L'Équipe, o procedimento
assemelha-se a uma busca domiciliária em processo penal, por exigir autorização
prévia de um juiz.
Procedimento inédito
A ITA foi a entidade que
solicitou a autorização para realizar os controlos, recorrendo a um mecanismo
legal previsto desde 2015.
No entanto, segundo o jornal
francês, esta foi a primeira vez, onze anos depois da criação do
procedimento, que o mesmo foi aplicado durante a Volta a França.
Os controlos desencadearam
forte polémica depois de Jonas Vingegaard ter sido acordado cerca das 2h00 e
Tadej Pogačar por volta das 5h00.
O dinamarquês admitiu que a
interrupção do sono “certamente não ajudou” antes da etapa em que acabou por
abandonar a corrida, enquanto o esloveno considerou que a falta de descanso
pode afetar a concentração dos corredores.
As revelações sobre a
autorização judicial acrescentam agora um novo elemento ao debate em torno dos
polémicos controlos antidopagem noturnos na Volta a França.
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