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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Assessoria de imprensa ou barreira à informação no desporto?

    António Vieira Pacheco 1 de novembro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 2 min Há uma pergunta que tem de ser feita a quem exerce funções de assessoria de imprensa: afinal, para que serve um assessor? A questão não é meramente teórica. Algumas situações vividas no contacto com estruturas desportivas levantam dúvidas sobre como certas assessorias encaram a relação com os jornalistas. No ténis, perante um pedido de credencial de imprensa, a resposta foi uma pergunta: para que queria o jornalista a credencial? Noutro episódio, perante um pedido de contacto de uma atleta de ciclismo, a solução apresentada foi remeter o jornalista às redes sociais. Dois episódios distintos, mas com um denominador comum: a dificuldade em compreender que a assessoria de imprensa existe, entre outras razões, para facilitar o trabalho dos jornalistas. Uma credencial não é um favor É legítimo haver procedimentos de acreditação, critérios de acesso e regras de organização...

Tadej Pogačar volta a mandar: ataque e vitória em Castelló

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 27 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Tadej é que manda na Vuelta.

Tadej Pogačar voltou a deixar a sua marca na Volta a Espanha. O esloveno venceu a sexta etapa, entre Alcossebre e Castelló, numa jornada de 177,5 quilómetros marcada por ataques, uma fuga de enorme qualidade e mais uma demonstração de força do líder da corrida.

Fuga de luxo

Para a fuga vingar, foram necessários mais de 80 quilómetros. E não foi uma fuga qualquer.

Wout van Aert, Santiago Buitrago, Pello Bilbao, Urko Berrade, Andreas Kron e George Bennett estiveram entre os nomes que conseguiram escapar ao controlo do pelotão.

Van Aert ainda passou primeiro no sprint intermédio de Benicàssim, mas acabaria por perder terreno nas encostas do Desierto de Las Palmas.

Pogačar acelera

A UAE Team Emirates começou então a apertar o ritmo e a diferença para os fugitivos desapareceu progressivamente.

Na subida decisiva para El Bartolo, Pogačar voltou a fazer aquilo que já se tornou habitual: atacar quando os restantes favoritos começam a sofrer.

A quatro quilómetros do topo, o líder aplicou uma aceleração brutal.

Desta vez, porém, houve alguém capaz de responder.

Mas responde

Enric Mas foi o único dos principais candidatos a conseguir acompanhar Pogačar.

O espanhol não apenas resistiu ao ataque como também conseguiu juntar-se ao esloveno, formando uma dupla extremamente perigosa para os restantes adversários.

A partir daí, os dois trabalharam juntos na direção de Castelló, enquanto a diferença em relação aos perseguidores aumentava.

Para Mas, era uma oportunidade preciosa para reforçar a sua posição na classificação geral.

Para Pogačar, mais uma ocasião para transformar a sua superioridade em vitória.

Um susto na descida

Mas a etapa ainda guardava um momento de tensão.

Durante a descida, Pogačar saiu momentaneamente da estrada. O susto foi grande, mas o esloveno conseguiu regressar rapidamente à corrida e prosseguir sem perder o controlo da situação.

A liderança da dupla manteve-se até à chegada.

Em Castelló, Pogačar confirmou que já tinha demonstrado na montanha.

No sprint final, a velocidade do líder foi demasiado forte para Enric Mas.

Pogačar venceu novamente.

Mas também saiu claramente beneficiado, consolidando a sua posição na geral após uma etapa em que esteve novamente no centro de todas as decisões.

Rivais cedem

Atrás da dupla, os perseguidores não conseguiram acompanhar.

Onley e Kuss chegaram a 1 minuto e 36 segundos, numa perda significativa face à superioridade demonstrada por Pogačar e Mas.

A classificação geral começa a ganhar uma imagem cada vez mais definida, com Pogačar a controlar a corrida e Mas a afirmar-se como um dos poucos corredores capazes de responder ao campeão esloveno.

A sexta etapa ficou marcada por dois abandonos importantes.

Joshua Tarling e Markel Beloki deixaram a Volta a Espanha, reduzindo ainda mais o pelotão numa corrida que continua a ser disputada a um ritmo brutal.

Pogačar, entretanto, continua a fazer aquilo que melhor sabe: atacar, sobreviver aos momentos de tensão e ganhar.

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E a pergunta começa a ser inevitável: quem conseguirá realmente travá-lo nesta Vuelta?


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