Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Tadej Pogačar avisa: “Não posso acabar exausto”
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 21 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM
Vuelta a Espanha 2026 | O esloveno quer finalmente conquistar a única Grande Volta que falta no currículo, mas sabe que não pode gastar tudo antes do Mundial, dos Europeus e da Lombardia.
Tadej Pogačar chega à Volta a
Espanha com um objetivo tão claro quanto perigoso: fechar a coleção das
Grandes Voltas. Depois do Giro e dos cinco Tours, falta-lhe apenas Espanha.
Mas, desta vez, o esloveno não chega disposto a transformar cada etapa numa
demonstração de força.
E há uma razão.
“Não posso terminar a Vuelta
completamente exausto.”
A frase diz muito mais do que
parece.
O esloveno quer ganhar.
Naturalmente. Mas sabe que a prova espanhola não termina necessariamente em
Madrid para ele. Depois vêm o Campeonato do Mundo, o Europeu — disputado na
Eslovénia — e, finalmente, a Il Lombardia.
Ou seja: há vida depois
da camisola vermelha. E há muito para ganhar.
“Já fazia muito tempo que
queria voltar”, afirmou o bicampeão mundial de estrada.
A ideia de regressar à Vuelta
não nasceu agora.
“Conversamos sobre isso em
dezembro”, revelou Pogačar, explicando que este ano surgiu a oportunidade
perfeita para juntar o Tour de França e a Vuelta.
A largada no Mónaco também
pesou na decisão.
“Eu realmente queria
competir porque a largada é em Mónaco. Este ano era o momento apropriado para
competir tanto no Tour quanto na Vuelta.”
O intervalo entre as duas
provas, segundo o esloveno, foi suficiente para a sua recuperação.
Mas recuperar não significa
chegar à Vuelta disposto a rebentar com a corrida logo nos primeiros dias.
A Vuelta que falta
Pogačar não esconde a dimensão
de ambição.
“A Vuelta ainda é a vitória
que falta na minha coleção, então farei de tudo para conquistá-la.”
É precisamente aqui que a
história ganha interesse.
O homem que tantas vezes
transforma uma corrida num exercício de autoridade aparece agora a falar
de prudência, controlo e gestão.
Não é falta de ambição.
É experiência.
E talvez seja uma
necessidade.
Sem loucuras desde o primeiro dia
A primeira oportunidade de ganhar tempo surge logo no contrarrelógio inaugural. Mas Pogačar não prometeu
espetáculo.
“Vou dar o meu melhor na 1ª
etapa”, garantiu, reconhecendo, porém, a existência de especialistas muito
fortes.
E deixou uma declaração que
resume a abordagem:
“Não vou para a largada
pensando que esta etapa é minha, mas simplesmente verei como as coisas se
desenrolam.”
Tradução livre para quem
acompanha ciclismo há algum tempo: Pogačar quer ganhar a Vuelta, mas
não precisa vencê-la no primeiro dia.
O verdadeiro perigo está mais à frente
O calendário explica a
cautela.
Depois da Vuelta, Pogačar terá o Mundial, o Europeu e a Il Lombardia. Três objetivos enormes em pouco mais de duas
semanas.
Por isso, o esloveno sabe que
uma Vuelta disputada como se cada montanha fosse uma final poderia sair-lhe
cara.
“Terei que ser inteligente
e prudente.”
É uma frase pouco habitual
quando falamos de Pogačar — um corredor que tantas vezes parece correr com o
botão da prudência desligado.
Mas talvez seja precisamente
isso que torne esta Vuelta diferente.
Ele quer a camisola vermelha.
Só não quer pagá-la com o
resto da temporada.
E aqui está a verdadeira
questão: será Pogačar capaz de controlar o instinto de atacar quando a corrida estiver ao alcance?
Porque uma coisa é dizer que
será prudente numa conferência de imprensa.
Outra, bem diferente, é estar
numa montanha a ver os rivais sofrerem.
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Mensagens populares
João Almeida falha Clássica de San Sebastián e adia regresso
- Obter link
- X
- Outras aplicações
João Almeida sem espaço para reaprender no Dauphiné
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Comentários
Enviar um comentário
Críticas construtivas e envio de notícias.