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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

João Almeida: «Chego bem, mas com pouca confiança»

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 21 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM  Um ano difícil João Almeida chega à Vuelta com uma frase que dificilmente passaria despercebida, mesmo que estivesse sentado sozinho numa sala. Mas não estava. Ao seu lado encontrava-se Tadej Pogačar e, inevitavelmente, quase todos os holofotes apontavam para o esloveno. O português, de 28 anos, prepara-se para disputar a primeira Grande Volta da temporada após um 2026 profundamente condicionado por um vírus que afetou os seus resultados e roubou-lhe algo que, para um ciclista, pode ser tão importante como as pernas: a confiança. «Tem sido um ano complicado. Chego aqui bem, mas com pouca confiança», admitiu João Almeida, sem rodeios. Não é uma frase pequena. Nem é uma frase que se espere ouvir de um corredor com a qualidade e a consistência que o português demonstrou nas últimas temporadas. Mas Almeida não tentou esconder-se atrás de desculpas. «Espero estar no meu melhor e vou...

Rafael Reis não quer apenas uma medalha: «O meu objetivo é ganhar»

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM 

Rafael Reis quer revalidar o título do CRI dos Jogos do Mediterrânico.


O campeão dos Jogos do Mediterrâneo no contrarrelógio retorna quatro anos depois para defender o título. Chega de uma Volta a Portugal exigente, mas em Taranto não esconde aquilo que procura: vencer outra vez.

Rafael Reis não vai para os Jogos do Mediterrâneo, fazer turismo, acumular experiência ou regressar a Portugal satisfeito com uma medalha de participação.

Vai para ganhar.

Aos 34 anos, e apenas três dias após ter terminado a Volta a Portugal, o ciclista da Anicolor-Campicarn prepara-se para defender o título conquistado em Oran, em 2022, no contrarrelógio individual dos Jogos do Mediterrâneo. E não esconde a ambição.

«Para mim, nesta altura da minha carreira, a vitória é o que me importa», assumiu Rafael Reis.

Uma frase simples, mas que diz muito sobre o momento de um corredor que continua a ser uma das principais referências portuguesas na luta contra o cronómetro.

Em Oran, na Argélia, Rafael Reis viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao conquistar o ouro no contrarrelógio. Agora, quatro anos depois, terá em Taranto a oportunidade de voltar a vestir o papel de campeão em título.

E isso, naturalmente, muda tudo.

Uma medalha seria um resultado positivo. Mas para Rafael Reis, que já conhece a sensação de subir ao lugar mais alto do pódio nos Jogos do Mediterrâneo, o objetivo está claramente acima disso.

Quer repetir.

«Se ganhar uma medalha, vou ficar contente, como é óbvio. Mas, para mim, o meu objetivo é mesmo ganhar», explicou.

Não há falsas modéstias nem discursos cuidadosamente construídos para baixar as expectativas. Rafael Reis sabe ao que vai.

Da Volta diretamente para Taranto

O desafio ganha ainda mais peso pelo pouco tempo de recuperação.

Rafael Reis terminou recentemente a Volta a Portugal e aterrou em Taranto apenas três dias depois, para integrar a seleção portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo.

Desta vez, não conseguiu acrescentar uma vitória no prólogo ao seu currículo na prova portuguesa, mas a preparação continua. E o calendário não permite grandes pausas.

É praticamente sair de uma grande competição nacional para entrar imediatamente noutra, agora com a camisola de Portugal e com um título internacional para defender.

Para o especialista do contrarrelógio, contudo, representar o país torna a missão ainda mais especial.

«É uma competição muito importante. Estamos a representar o país e temos de ter essa responsabilidade», sublinhou.

Ganhar por Portugal é diferente

Rafael Reis já conhece bem a Volta a Portugal e sabe o que significa vencer nas estradas portuguesas. São 11 triunfos em etapas na prova. Mas ganhar com a camisola da seleção é outra história.

Há o hino.

Há a bandeira.

E há a consciência de que, naquele momento, não se está apenas a representar uma equipa.

O próprio ciclista reconhece essa diferença. A vitória em Oran ficou-lhe marcada precisamente por isso: pela dimensão do momento e pelo sentimento de subir ao pódio para representar Portugal.

São vitórias diferentes.

E talvez seja essa uma das razões que ajudam a explicar porque Rafael Reis não hesitou em voltar aos Jogos do Mediterrâneo, mesmo sabendo que isso significaria prolongar o tempo longe de casa e perder momentos importantes do crescimento do filho mais novo.

Defender o título é, para ele, «um orgulho» e «um privilégio».

Uma nova corrida contra o relógio

O contrarrelógio está marcado para sábado e Rafael Reis será novamente uma das apostas portuguesas para lutar por medalhas.

O palmelense prometeu ao selecionador nacional, Valter Sousa, que dará tudo para tentar repetir o triunfo de 2022.

Aos 34 anos, Reis parece saber perfeitamente onde está e o que ainda quer conquistar. Já não é apenas um jovem ciclista à procura de espaço no pelotão.

É um corredor experiente, com uma carreira construída em torno de uma especialidade em que continua a querer ganhar.

E, em Taranto, não será preciso esperar pelo resultado para perceber qual é a ambição.

Rafael Reis já a deixou bem clara.

Não vai à procura de uma medalha.

Vai defender um título. E quer voltar a ganhar.



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