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Rafael Reis não quer apenas uma medalha: «O meu objetivo é ganhar»
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM
O campeão dos Jogos do Mediterrâneo no contrarrelógio retorna quatro anos
depois para defender o título. Chega de uma Volta a Portugal exigente, mas em
Taranto não esconde aquilo que procura: vencer outra vez.
Rafael Reis não vai para os
Jogos do Mediterrâneo, fazer turismo, acumular experiência ou regressar a
Portugal satisfeito com uma medalha de participação.
Vai para ganhar.
Aos 34 anos, e apenas três
dias após ter terminado a Volta a Portugal, o ciclista da Anicolor-Campicarn
prepara-se para defender o título conquistado em Oran, em 2022, no
contrarrelógio individual dos Jogos do Mediterrâneo. E não esconde a ambição.
«Para mim, nesta altura da
minha carreira, a vitória é o que me importa», assumiu Rafael Reis.
Uma frase simples, mas que diz
muito sobre o momento de um corredor que continua a ser uma das principais
referências portuguesas na luta contra o cronómetro.
Em Oran, na Argélia, Rafael
Reis viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao conquistar o ouro no
contrarrelógio. Agora, quatro anos depois, terá em Taranto a oportunidade de
voltar a vestir o papel de campeão em título.
E isso, naturalmente, muda
tudo.
Uma medalha seria um resultado
positivo. Mas para Rafael Reis, que já conhece a sensação de subir ao lugar
mais alto do pódio nos Jogos do Mediterrâneo, o objetivo está claramente acima
disso.
Quer repetir.
«Se ganhar uma medalha, vou
ficar contente, como é óbvio. Mas, para mim, o meu objetivo é mesmo ganhar»,
explicou.
Não há falsas modéstias nem
discursos cuidadosamente construídos para baixar as expectativas. Rafael Reis sabe
ao que vai.
Da Volta diretamente para Taranto
O desafio ganha ainda mais
peso pelo pouco tempo de recuperação.
Rafael Reis terminou
recentemente a Volta a Portugal e aterrou em Taranto apenas três dias depois,
para integrar a seleção portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo.
Desta vez, não conseguiu
acrescentar uma vitória no prólogo ao seu currículo na prova portuguesa, mas a
preparação continua. E o calendário não permite grandes pausas.
É praticamente sair de uma
grande competição nacional para entrar imediatamente noutra, agora com a
camisola de Portugal e com um título internacional para defender.
Para o especialista do
contrarrelógio, contudo, representar o país torna a missão ainda mais especial.
«É uma competição muito
importante. Estamos a representar o país e temos de ter essa responsabilidade»,
sublinhou.
Ganhar por Portugal é diferente
Rafael Reis já conhece bem a
Volta a Portugal e sabe o que significa vencer nas estradas portuguesas. São 11
triunfos em etapas na prova. Mas ganhar com a camisola da seleção é outra
história.
Há o hino.
Há a bandeira.
E há a consciência de que,
naquele momento, não se está apenas a representar uma equipa.
O próprio ciclista reconhece
essa diferença. A vitória em Oran ficou-lhe marcada precisamente por isso: pela
dimensão do momento e pelo sentimento de subir ao pódio para representar
Portugal.
São vitórias diferentes.
E talvez seja essa uma das
razões que ajudam a explicar porque Rafael Reis não hesitou em voltar aos Jogos
do Mediterrâneo, mesmo sabendo que isso significaria prolongar o tempo longe de
casa e perder momentos importantes do crescimento do filho mais novo.
Defender o título é, para ele,
«um orgulho» e «um privilégio».
Uma nova corrida contra o relógio
O contrarrelógio está marcado
para sábado e Rafael Reis será novamente uma das apostas portuguesas para lutar
por medalhas.
O palmelense prometeu ao
selecionador nacional, Valter Sousa, que dará tudo para tentar repetir o
triunfo de 2022.
Aos 34 anos, Reis parece saber
perfeitamente onde está e o que ainda quer conquistar. Já não é apenas um jovem
ciclista à procura de espaço no pelotão.
É um corredor experiente, com
uma carreira construída em torno de uma especialidade em que continua a querer
ganhar.
E, em Taranto, não será
preciso esperar pelo resultado para perceber qual é a ambição.
Rafael Reis já a deixou bem
clara.
Não vai à procura de uma
medalha.
Vai defender um título. E quer
voltar a ganhar.
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