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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Assessoria de imprensa ou barreira à informação no desporto?

    António Vieira Pacheco 1 de novembro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 2 min Há uma pergunta que tem de ser feita a quem exerce funções de assessoria de imprensa: afinal, para que serve um assessor? A questão não é meramente teórica. Algumas situações vividas no contacto com estruturas desportivas levantam dúvidas sobre como certas assessorias encaram a relação com os jornalistas. No ténis, perante um pedido de credencial de imprensa, a resposta foi uma pergunta: para que queria o jornalista a credencial? Noutro episódio, perante um pedido de contacto de uma atleta de ciclismo, a solução apresentada foi remeter o jornalista às redes sociais. Dois episódios distintos, mas com um denominador comum: a dificuldade em compreender que a assessoria de imprensa existe, entre outras razões, para facilitar o trabalho dos jornalistas. Uma credencial não é um favor É legítimo haver procedimentos de acreditação, critérios de acesso e regras de organização...

O dia de Leknessund e o pesadelo de João Almeida

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 28 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Noruguês surpreende na sétima etapa da Volta a Espanha.

Ao sétimo dia, a Volta a Espanha mudou de vencedor, mas não houve alteração de dono. Andreas Leknessund aproveitou a fuga e conquistou a 7.ª etapa, enquanto Tadej Pogačar voltou a ganhar tempo aos rivais. Para com mais de 20 minutos e já está a 1:09.06 horas do portador da camisola vermelha.

Leknessund, da Uno-X, foi o mais forte de um numeroso grupo de fugitivos na chegada a Aramón Valdelinares e conquistou a primeira vitória da carreira numa Grande Volta. O norueguês, de 27 anos, já tinha ficado perto do triunfo no Giro de 2026, no qual foi segundo em três etapas.

Desta vez, ninguém lhe tirou a vitória.

O companheiro de equipa Tobias Halland Johannessen terminou em segundo lugar, mais 34 segundos, completando um dia perfeito para a Uno-X.

No entanto, atrás da fuga estava a corrida que interessava à classificação geral.

A Decathlon aumentou, na última subida de 1.ª categoria, o ritmo e Felix Gall tentou mexer com a corrida. Enric Mas respondeu. Pogačar também. E, quando o esloveno decidiu acelerar, voltou a deixar claro que continua a correr num campeonato diferente.

O esloveno terminou em 19.º, a 4,23 minutos de Leknessund, mas voltou a ganhar segundos aos principais adversários. Enric Mas é agora segundo, com quase 4 minutos (3,50 minutos) de desvantagem.

E João Almeida?

O português da UAE Emirates foi apenas 111.º na etapa, a 20,20 minutos do vencedor, e caiu ainda mais na classificação geral.

Almeida é agora 112.º da Vuelta, a 1:09:06 horas do bicampeão mundial de estrada.

Ivo Oliveira também teve um dia difícil: foi 172.º, a 1:33.35 horas do vencedor.

Os números são difíceis de disfarçar. Há uma semana, falar das ambições de João Almeida na classificação geral parecia perfeitamente natural. Após sete etapas, essa conversa começa a pertencer a outra corrida.

A UAE Emirates continua a ter Pogačar de vermelho. Almeida, por sua vez, está cada vez mais distante de qualquer discussão sobre a classificação geral.

E há uma pergunta que começa a ganhar força: se o objetivo era lutar pelo top 10, até onde Almeida pode recuperar depois de já ter perdido mais de uma hora?

Na estrada, a resposta será dada dia após dia.

No entanto, a matemática da Vuelta já é implacável.

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