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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Volta a Portugal arrancou em Lisboa com Montenegro na partida e Rui Oliveira no centro das atenções

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 4 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM A 87.ª Volta a Portugal já está na estrada. A edição de 2026 começou esta quarta-feira em Lisboa, com um prólogo de 6,5 quilómetros, e vai levar o pelotão até ao Porto, onde a corrida termina a 16 de agosto, depois de quase 1.500 quilómetros de competição. São 119 ciclistas à partida de uma prova que atravessa 15 distritos e mais de 70 municípios, transformando novamente a Volta num dos grandes acontecimentos desportivos do verão português. A cerimónia de partida contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que deu o sinal de saída para o prólogo. Ao lado do chefe do Governo estiveram, entre outras figuras, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa. Um dos momentos de maior simbolismo ocorreu quando Luís Montenegro acompanhou de automóvel o percurso de Rui Oliveira. O corredor português, ...

Ninguém sabe quem somos — e ainda bem: o Invisível chegou à Volta a Portugal

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Tentaram silenciar o EMM.

— Tem credencial?

— Não.

— É OCS?

— Também não.

— É conhecido?

— Nem por isso.

— Então o que está aqui a fazer?

— Boa pergunta. Sou melhor observador e ouvinte. Sou o Entrar no Mundo das Modalidades. O projeto que fala de ciclismo, publica entrevistas, acompanha corridas, procura histórias e, quando chega a hora de solicitar uma acreditação, descobre que, por vezes, é mais fácil passar despercebido do que explicar quem somos.

Aliás, depois de tudo o que já aconteceu, houve momentos em que pareceu que o objetivo era mais ambicioso: apagar o EMM para sempre.

Sim, para sempre.

Uma espécie de desaparecimento administrativo, digital e editorial.

Só faltou alguém carregar no botão:

“Eliminar blogue. Confirmar? Sim.”

Não aconteceu.

Estamos aqui.

E, nesta Volta a Portugal, temos uma acreditação muito especial:

A acreditação invisível.

Nem ocupa espaço.

Não precisa de fotografia.

Nem tem cordão.

Não abre portas.

Mas também não pesa no pescoço.

E permite uma coisa extraordinária: andar misturado com o povo.

Enquanto uns entram pela porta reservada, nós procuramos a entrada normal.

Embora alguns tenham acesso à área de imprensa, nós temos acesso… a tudo o resto.

Enquanto uns são chamados pelo nome, nós somos aquela pessoa que alguém olha e pensa:

“Este quem é?”

Somos nós.

O Invisível da Semana.

E há uma vantagem.

Ninguém espera nada de um invisível.

Podemos ouvir.

Conseguimos observar.

Podemos andar por ali.

Podemos descobrir histórias.

E, sobretudo, podemos continuar a fazer aquilo que sabemos fazer:

Entrar no Mundo das Modalidades.

Sem estatuto de OCS, porque ainda não somos.

Nem acreditação.

Sem fama.

Mas com uma máquina fotográfica, um computador e uma vontade pouco recomendável de insistir e continuar.

Porque o ciclismo não acontece apenas na sala de imprensa.

Acontece na estrada.

No café.

Na conversa entre adeptos.

Na criança que espera pelo corredor.

No homem que conhece todos os ciclistas, mas não conhece o EMM.

A senhora que sabe quem vai ganhar a etapa, mesmo antes da partida.

No adepto que aparece todos os anos no mesmo local da estrada.

É aí que estaremos.

No meio deles.

Talvez ninguém nos reconheça.

Porventura ninguém saiba quem somos.

Talvez nem saibam que existimos.

E está tudo bem.

Porque se ninguém sabe quem somos, também ninguém sabe muito bem onde estamos.

E isso, para um invisível, pode ser uma enorme vantagem.

O Invisível está lá. E vê tudo.

— Entrar no Mundo das Modalidades

Nota: qualquer semelhança com alguém que anda por aí sem credenciais é mera coincidência. Ou talvez não.

P.S.: Se, entretanto, alguém se lembrar novamente de tentar apagar o EMM para sempre, agradecemos que avise antes de colocar o dedo no botão. É que ainda temos umas histórias para contar.



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