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Assessoria de imprensa ou barreira à informação no desporto?

    António Vieira Pacheco 1 de novembro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 2 min Há uma pergunta que tem de ser feita a quem exerce funções de assessoria de imprensa: afinal, para que serve um assessor? A questão não é meramente teórica. Algumas situações vividas no contacto com estruturas desportivas levantam dúvidas sobre como certas assessorias encaram a relação com os jornalistas. No ténis, perante um pedido de credencial de imprensa, a resposta foi uma pergunta: para que queria o jornalista a credencial? Noutro episódio, perante um pedido de contacto de uma atleta de ciclismo, a solução apresentada foi remeter o jornalista às redes sociais. Dois episódios distintos, mas com um denominador comum: a dificuldade em compreender que a assessoria de imprensa existe, entre outras razões, para facilitar o trabalho dos jornalistas. Uma credencial não é um favor É legítimo haver procedimentos de acreditação, critérios de acesso e regras de organização...

Mas herda a camisola vermelha e recusa festejar: “É uma pena que seja o Pogacar”

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 29 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Eric Mas recusa-se a festejar pela queda do esloveno.

O espanhol é o novo líder da Vuelta, mas a queda de Tadej Pogačar deixou pouco espaço para festejos. A Movistar sabe que terá de assumir o peso da corrida.

Enric Mas é o novo líder da Vuelta a Espanha. Mas, esta tarde, não houve espaço para grandes celebrações.

A camisola vermelha chegou-lhe da forma mais indesejada: depois da queda e do abandono de Tadej Pogačar, que deixou a corrida completamente virada do avesso.

O espanhol da Movistar preferiu, por isso, não vestir a camisola no pódio. Um gesto de respeito ao rival que havia dominado a primeira semana da corrida.

“É uma grande pena. Primeiro, que haja quedas; depois, que sejam como esta; e, por fim, que seja o Tadej. Ele vestia a camisola vermelha e é uma verdadeira lástima”, afirmou Mas.

Sem festejar

Mas sabe demasiado bem o que significa uma queda dura para transformar aquele momento num motivo de celebração.

Por isso, antes de falar da liderança, o espanhol deixou uma mensagem para Pogačar.

“Espero que melhore rapidamente. Ainda temos algumas corridas pela frente e espero que esteja em boa forma para elas.”

E deixou também um conselho simples ao esloveno: manter a calma.

“Tenho a certeza de que está nas melhores mãos, com os melhores médicos, e que se recuperará o mais rápido possível.”

Agora a responsabilidade é outra

A Vuelta, contudo, não para.

E Enric Mas sabe que, a partir da próxima etapa, a Movistar terá uma missão completamente diferente: defender a camisola vermelha.

O espanhol reconhece que ainda nem teve tempo de discutir a nova situação com toda a equipa.

“Para ser sincero, ainda não falei com ninguém da equipa. Amanhã, como de costume, assumiremos a responsabilidade. Tentaremos manter a camisola.”

É uma frase simples, mas revela a dimensão da mudança.

Até hoje, as outras equipas tinham de encontrar uma forma de derrotar Pogačar.

Agora, é Eric Mas quem terá todos os olhos sobre si.

A queda do grande favorito abriu a porta. O espanhol entrou por ela sem festejar.

Porém, a partir de agora terá de provar que consegue permanecer lá.


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