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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Tadej Pogačar, o “vírus” que destruiu o Alpe d'Huez

     🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 24 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Se existiam dúvidas sobre o impacto do alegado “vírus” que afetou a UAE Emirates nos últimos dias, Tadej Pogačar respondeu da forma mais contundente possível: venceu no Alpe d'Huez, bateu um recorde que resistia há 31 anos e reforçou a liderança da Volta a França. A ironia é inevitável: neste sábado, o verdadeiro “vírus” da corrida foi o próprio esloveno, que atacou a concorrência sem dar hipótese de resposta. Perante mais de 150 mil adeptos distribuídos pelos 13,8 quilómetros da subida onde Joaquim Agostinho triunfou em 1979, o camisola amarela  confirmou ser o homem mais forte do Tour. Numa jornada em que muitos esperavam que as dificuldades recentes da UAE Emirates se refletissem no rendimento do líder, Pogačar respondeu com uma aceleração devastadora que destruiu a resistência adversária e entrou diretamente para a história do ciclismo. Ataque demolidor Pogačar inic...

UCI admite impacto dos controlos noturnos, mas defende recurso excecional

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 22 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

O doping e os vampiros do ciclismo.

A União Ciclista Internacional (UCI) reconheceu esta quarta-feira que os controlos antidopagem realizados durante a noite podem comprometer o descanso e a recuperação dos ciclistas, mas defendeu que este tipo de procedimento é utilizado apenas em situações excecionais e devidamente justificadas.

A posição da federação internacional surge na sequência da polémica gerada pelos controlos efetuados pela Agência Internacional de Testes (ITA) a Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) e Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), horas antes da 15.ª etapa da Volta a França.

Em comunicado, a UCI sublinhou que a luta contra a dopagem continua a ser uma prioridade.

“A UCI reconhece que os controlos efetuados durante a noite podem perturbar o descanso e a recuperação dos ciclistas e reitera que o recurso a estes controlos fora do horário habitual (6 - 23 horas) é uma medida excecional, reservada a circunstâncias limitadas e justificadas.”

Polémica após o Tour

A discussão intensificou-se após ser revelado que Pogačar foi sujeito a um controlo às 5 horas, enquanto Vingegaard recebeu os inspetores da ITA às 2 horas da madrugada de domingo. O dinamarquês acabaria por abandonar a corrida após uma queda na 15.ª etapa, admitindo posteriormente que a interrupção do descanso “não ajudou”, embora recusasse estabelecer uma relação direta entre o controlo e o acidente.

Apesar de reconhecer o incómodo provocado por este tipo de operações, a UCI considera que continuam a ser fundamentais para preservar a credibilidade da modalidade.

“Mesmo plenamente consciente do quão penalizadora esta medida é para os ciclistas, a UCI sublinha que estes controlos servem um interesse fundamental: a luta antidopagem.”

Apoio total à ITA

A federação recordou ainda que, desde 2021, delegou à Agência Internacional de Testes a gestão do programa antidopagem, incluindo o planeamento e a realização dos controlos, precisamente para reforçar a independência e a eficácia do sistema.

Na segunda-feira, durante o segundo dia de descanso da Volta a França, a ITA realizou controlos antidopagem a todos os ciclistas ainda presentes na prova.


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