Mário Pedro Couto: “Queremos continuar a crescer na competição”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
![]() |
| Portugal continua a vencer no Mundial de ténis de mesa. |
Portugal venceu a Guatemala por 3-0, assegurou o primeiro lugar do Grupo 10 e garantiu presença no mapa final do Campeonato do Mundo, que decorre em Londres.
Missão
cumprida
Portugal confirmou, em pleno, o seu
estatuto e derrotou a Guatemala por 3-0, num encontro em que apenas Júlia Leal
necessitou de cinco sets para vencer. Mais do que uma vitória, foi a
concretização de um objetivo claro: garantir o apuramento para o mapa final da
competição.
Tal como uma travessia atlântica bem
calculada, a equipa portuguesa manteve o rumo firme, sem se deixar surpreender
pela intensidade que, à semelhança dos vulcões da Guatemala, pode surgir
inesperadamente. Houve controlo, maturidade e uma leitura precisa de cada
momento do jogo.
Estreia com significado
A partida ficou igualmente marcada
pela estreia de Júlia Leal, atleta do Juncal, que venceu Lúcia Cordero,
jogadora da Ponta do Pargo, em cinco parciais.
Num duelo exigente, a jovem
portuguesa mostrou serenidade e capacidade competitiva, respondendo com
eficácia sempre que o jogo o exigiu. A vitória surge como mais um sinal da
profundidade da equipa e da preparação das suas atletas.
![]() |
| Resultados |
Força coletiva
Na análise ao encontro, Mário Pedro
Couto valorizou o desempenho global:
“A estreia da Júlia deve ser vista com naturalidade, dentro daquilo que tem sido o percurso da equipa neste Mundial. Tal como aconteceu com a Matilde, com a Jieni e com a Fu, a Júlia entrou quando foi chamada e venceu a adversária que tinha pela frente.”
Num registo sereno,
mas profundamente revelador da cultura competitiva que se instalou no grupo,
Mário Pedro Couto abriu uma janela para o verdadeiro
alicerce desta seleção: a profundidade da equipa. Mais do que exaltar desempenhos
individuais, o selecionador enquadrou a prestação numa lógica de equipa madura,
preparada e funcional em todos os momentos do jogo.
“Isso é o mais importante para nós:
termos várias jogadoras preparadas, disponíveis e capazes de responder às necessidades da equipa. Não olho para esta vitória como um destaque
individual, mas como mais uma demonstração da força do grupo. A Júlia
cumpriu bem a sua função, como as restantes jogadoras também têm cumprido
quando chamadas. Numa competição como o Campeonato do Mundo, essa
profundidade coletiva é muito importante, pois nos oferece soluções e reforça a
confiança interna da equipa.”
Objetivo alcançado
O primeiro grande passo foi
conquistado com sucesso:
“O primeiro objetivo era vencer o
grupo, e esse objetivo foi alcançado. Fizemo-lo com seriedade, competência e uma atitude muito positiva por parte de toda a equipa.”
Com o apuramento garantido, a equipa
mantém o foco no que está por vir:
“A partir daqui, sem ainda conhecermos o resultado do sorteio da fase seguinte, não faz muito sentido estarmos a
definir objetivos demasiado fechados. O que podemos garantir é que continuaremos a preparar cada encontro com ambição, responsabilidade e vontade de
representar bem Portugal.”
Exigência crescente
O Campeonato do Mundo entra agora
numa fase de maior dificuldade, onde cada detalhe pode ser decisivo:
“Queremos competir bem, dar o nosso
melhor e continuar a crescer ao longo da competição. Num Campeonato do Mundo, o
nível de exigência aumenta muito rapidamente e por isso, temos de estar
preparados para nos adaptar, para sofrer quando for preciso e para aproveitar
as oportunidades que o jogo nos der.”
Há também consciência de aspetos a
melhorar:
“Em termos de evolução, há sempre
aspetos a melhorar: a consistência ao longo dos encontros, a gestão dos
momentos de pressão, a eficácia nas primeiras bolas e a capacidade de ajustar
taticamente durante o jogo.”
Identidade consolidada
Apesar da margem de progressão, a
base da equipa é sólida:
“Mas o mais importante é que sentimos
a equipa unida, comprometida e consciente de que tem de fazer.”
E o encontro frente à Guatemala acabou por funcionar, na prática, como uma validação clara de todo o processo que esta seleção tem vindo a consolidar ao longo da competição — um percurso feito de consistência, rigor e identidade cada vez mais vincada.
No final, Mário Pedro Couto sublinhou
precisamente essa postura competitiva.
“Foi uma vitória importante,
sobretudo porque a equipa encarou o encontro com seriedade, concentração e
respeito pelo adversário. Nestes contextos, o mais importante é mantermos o
nosso nível de exigência, independentemente da equipa que temos pela frente.”
Numa leitura mais fina ao
comportamento da equipa, o selecionador destacou a consistência exibida ao
longo de todo o duelo, evidenciando a capacidade do plano traçado.
“O que mais me satisfez foi a atitude
coletiva. Entrámos focados, fomos competentes do ponto de vista tático e
conseguimos controlar o encontro sem grandes oscilações.”
Por fim, numa análise já com os olhos
na exigência acumulada de um Campeonato do Mundo, houve ainda espaço para
valorizar a gestão emocional e física do encontro — um detalhe que muitas vezes
separa equipas competitivas das verdadeiramente preparadas para estes
palcos.
“Também foi positivo termos
conseguido gerir bem o encontro, mantendo a intensidade e concentração ao longo
dos três jogos. Num Campeonato do Mundo, cada encontro tem o seu peso, e era
importante darmos uma resposta sólida.”
Rumo ao mapa final
Portugal não só traçou o caminho como
já garantiu lugar no mapa final. Em Londres, a equipa continua a escrever uma
campanha consistente, equilibrando ambição e maturidade.
Entre a serenidade do jogo português
e a energia simbólica que evoca a Guatemala, constrói-se uma equipa preparada
para os desafios que se seguem.



Comentários
Enviar um comentário
Críticas construtivas e envio de notícias.