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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Rui Oliveira continua a bater à porta da vitória — e a porta já fica sem trinco

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Há derrotas que deixam azia. E há segundos lugares que começam a cheirar a aviso. Rui Oliveira ficou em segundo no prólogo da 87ª Volta a Portugal, atrás do companheiro de equipa Julius Johansen, mas saiu de Lisboa com uma mensagem bem mais importante do que a classificação: a primeira vitória em estrada continua a fugir-lhe, mas já não consegue esconder-se muito bem. O português da UAE Emirates perdeu quatro segundos para Johansen, especialista na luta contra o relógio e primeiro líder da Volta, mas colocou atrás de si nomes que conhecem estas estradas como poucos. Entre eles, Rafael Reis. Nada mau para quem, há três semanas, nem sabia se conseguiria alinhar. “É um sentimento agridoce. Não ganhei, mas perdi para o Julius, um colega de equipa. Ele é dos melhores do mundo nesta especialidade.” Tradução livre para quem acompanha de fora: não ganhou, mas também não veio brincar aos ciclistas ol...

José Santos, o árbitro mais antigo do ténis de mesa

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: José Santos

⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos

José Santos, árbitro de ténis de mesa português com cerca de sessenta anos de experiência, figura respeitada e inovadora da modalidade.
O árbitro português mais experiente em funções, reconhecido pela sua dedicação e inovação.

Santos, o veterano da arbitragem 

José Santos, com cerca de sessenta anos de experiência na arbitragem, é o árbitro mais velho em funções no ténis de mesa português. É, de facto, uma figura ímpar da modalidade.

Aos olhos de adeptos, atletas, dirigentes e treinadores, é uma 'celebridade'. Tratado com respeito e simpatia por ser um bom 'apaziguador de ânimos' nas mesas de jogo e por ser um sujeito impecável e prestável fora delas.

Santos é árbitro internacional há muitos anos. Ele marcou presença nas principais competições europeias e mundiais. Porém, o seu estilo é, na verdade, desaprovado pela maioria dos colegas.

Santos foi o primeiro árbitro a rodar o marcador a 45 graus para a direita ou para a esquerda nos torneios internos, uma técnica que visava tornar a contagem de pontos mais visível para todos.

Essa decisão visava tornar mais claro o acompanhamento do marcador. Tinha como principal propósito melhorar a visibilidade do marcador para os treinadores e, ao mesmo tempo, torná-la mais clara para o público.

Contudo, esse movimento, já utilizado no estrangeiro, encontrou resistência entre os especialistas da arbitragem portuguesa, que viam a mudança como uma quebra de tradição e de protagonismo do referido oficial. Esses analistas também acreditavam que o gesto poderia desconcentrar os jogadores.

Apesar das diversas críticas, da resistência, a deslocação do marcador foi progressivamente aceite no nosso país.

Santos vibra com a arbitragem, sobretudo nos encontros de pares, onde o equilíbrio é permanente e a exigência atinge o seu ponto máximo, colocando à prova cada decisão e cada gesto de autoridade.

Ele é quase uma lenda, mas não é venerado ou admirado como a maioria delas. Enquanto na mesa, onde exerce o seu ofício, é uma figura quase mítica; no Cosme da arbitragem continua a ser um incompreendido.

Na realidade, é uma espécie de “mal-amado” entre a quase totalidade dos seus companheiros de arbitragem. Talvez seja essa a sua grande ironia: um dos dois árbitros lusitanos mais desvalorizados entre os seus colegas.

Mas isso, claro, é uma narrativa para se contar com calma — e talvez, daqui a muitos anos, quando os outros, afinal, já o reconhecerem como aquilo que ele sempre foi: um árbitro à frente do seu tempo.

Há mil e uma histórias para contar. Mas muitas ficam ainda por narrar. O tempo, esse contador de narrativas implacável, apaga detalhes, distorce memórias e deixa-nos com fragmentos que nem sempre sabemos juntar. Continuamos a buscar, como quem procura o ouro numa terra já desfeita. Santos é um livro aberto, pronto a ser descoberto em cada página.

“É um agente desportivo de quem se gosta”

O presidente da Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo, Gilberto Garrido, elogiou-o.

“Conheço o senhor árbitro José Santos há mais de duas décadas e meia, e posso afirmar que é um agente desportivo de quem se gosta”, asseverou ao Entrar no Mundo das Modalidades. 

“É uma pessoa de índole íntegra, afável e permanentemente disponível, com uma postura irrepreensível que conquista a estima de todos, dos mais jovens aos mais experientes”, acrescentou o dirigente madeirense.

O presidente da ADC Ponta do Pargo destacou ainda o seu trabalho no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Gaia, no qual também exerce a função de colaborador na área de transportes dos atletas residentes nessa infraestrutura da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa.

“No CAR, evidencia uma disponibilidade constante para colaborar e apoiar. Mostra-se sempre pronto a disponibilizar o seu tempo e a colocar o seu empenho ao serviço de todos e das atividades que ali se desenvolvem”, enalteceu.

“A sua atitude e dedicação são notáveis, e todos os que trabalham com ele reconhecem o seu profissionalismo”, prosseguiu.

Garrido aproveitou ainda para reforçar a imagem do árbitro como um excelente cidadão e muito respeitado. 

“Está sempre disponível para apoiar os outros, quer que seja na área desportiva ou nas funções que desempenha”, concluiu.

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