🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| Algarvio entrou com o pé esquerdo em 2026. |
Entrada em falso
A temporada de 2026 começou com um
travo amargo para Tiago Pereira (365.º mundial), que não conseguiu transformar um
arranque promissor numa vitória na primeira ronda do Challenger de Nottingham.
Frente ao suíço Alexander Ritschard, jogador menos cotado, mas experiente e vindo rodado do
qualifying, o algarvio deixou escapar uma oportunidade que parecia bem
encaminhada e acabou eliminado em dois parciais, por 7-6 (5) e 6-1, após pouco
mais de uma hora de jogo.
Início promissor
Durante a primeira metade do encontro, Pereira apresentou-se com clareza de ideias e agressividade controlada. Foi o português quem assumiu a iniciativa desde cedo, com duas quebras de serviço, colocando-se rapidamente na frente por 3-0. O controlo do encontro assentou em boas decisões nos primeiros golpes e na exploração das fragilidades iniciais de Ritschard.
Nesse período, o encontro parecia
encaminhar-se para um desfecho favorável. O algarvio jogava solto, empurrava o suíço para zonas defensivas e controlava os pontos mais curtos. Faltou, porém, transformar essa vantagem
em controlo efetivo do ‘set’.
Gestão falhada
A partir do momento em que Ritschard recuperou uma das quebras, o cenário alterou-se. O suíço, mais habituado a encontros longos e a contextos de sobrevivência competitiva, ganhou confiança e estabilizou o jogo. Pereira revelou dificuldades na proteção da vantagem construída e viu a diferença desaparecer rapidamente.
O set acabou por ser decidido no tie-break, fase em que a experiência do adversário se fez sentir.
Ritschard mostrou-se mais
sólido nos momentos decisivos, enquanto o português deixou escapar pequenas
margens que acabaram por pesar. O parcial inaugural, que parecia controlado,
fechou-se assim a favor do helvético.
Queda acentuada
O segundo ‘set’ trouxe um retrato bem
diferente. A perda do primeiro capítulo teve impacto evidente na prestação de
Pereira, que já não conseguiu reencontrar o ritmo inicial. Sem criar
oportunidades de quebra e enfrentando maior pressão nos seus jogos de serviço,
o algarvio acabou por ceder três vezes.
Ritschard manteve-se consistente,
explorando as oscilações do português, e encurtou trocas sempre que possível.
O resultado final, expresso num 6-1, espelha uma quebra de
intensidade e confiança por parte de Pereira, num encontro que se afastou
rapidamente de qualquer cenário de equilíbrio.
Contexto exigente
Apesar de se tratar de um adversário
teoricamente acessível pelo ranking, Ritschard chega do qualifying, um percurso que lhe confere ritmo
competitivo e capacidade de adaptação imediata às condições. Para Pereira, que
procurava assinalar o regresso às vitórias no arranque do ano, o contexto
acabou por revelar-se mais exigente do que o ranking sugeria.
A eliminação precoce não apaga o trabalho realizado. Exige, porém, maior consistência nos momentos decisivos no início da temporada.
Horizonte próximo
O calendário, no entanto, não
abranda. O algarvio mantém-se em Nottingham para disputar o quadro de pares,
ao lado do austríaco Sandro Kopp, enfrentando os segundos cabeças de série Vlad
Victor Cornea e Szymon Walkow. Mais adiante, o português seguirá para a
Escócia, onde integra o quadro principal do Challenger 50 de Glasgow,
procurando reencontrar respostas em singulares.
O início de 2026 ficou aquém do
esperado, mas a temporada é longa. Entre ajustes, rotinas e novas
oportunidades, o percurso constrói-se também a partir destes tropeços.
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