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Nuno Borges: “Há sempre alguma ferrugem no início da temporada”

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Nuno Borges festeja e analisa a primeira vitória do ano.
Nuno Borges festeja e analisa a sua vitória com grande maturidade.

Novo começo

Nuno Borges entrou em 2026 com passos seguros, ainda que conscientes das imperfeições naturais de um começo de época. No ATP 250 de Hong Kong, o português venceu Damir Dzumhur na primeira ronda. Foi o primeiro triunfo do ano e um sinal de maturidade competitiva.

O arranque da época nunca é linear, e Borges sabe-o bem. Com a barba por fazer, o número um nacional apresentou-se em Hong Kong, mantendo princípios bem conhecidos. Em campo, revelou solidez emocional e soube lidar com as oscilações próprias de um primeiro encontro oficial.

Nunca é fácil começar o ano”, declarou no final. “Estou em boa forma, mas há alguma ferrugem e demoramos sempre um pouco a entrar no ritmo.” Palavras que refletem não só o momento específico da partida, mas também uma leitura madura do ciclo competitivo em que está inserido.

Leitura clara

Frente a um adversário experiente como Dzumhur, Borges mostrou-se atento aos detalhes.Reconheceu a surpresa perante alguns erros do bósnio, mas nunca se desviou do essencial. “Não estava à espera de que ele cometesse alguns dos erros que cometeu”, admitiu, sublinhando a importância de manter o foco independentemente do que acontece do outro lado da rede.

Mais do que o jogo em si, foi a atitude que marcou o encontro. “Competi bem, mantive-me positivo e duro mentalmente”, explicou, destacando dois pilares que sustentam a sua afirmação no circuito ATP.

Centro firme

É aqui, no equador do encontro, que Borges mais brilha. Não pela exuberância técnica, mas pela capacidade de se manter inteiro quando o ritmo ainda não é o ideal. A vitória em Hong Kong construiu-se nessa base invisível: concentração contínua, aceitação do erro e clareza emocional.

Estou contente por vencer o primeiro encontro da época”, concluiu, com a serenidade de quem sabe que cada passo inicial conta, mesmo quando o jogo ainda procura a sua melhor versão.

Confiança gradual

O triunfo sobre Dzumhur permite ao maiato avançar no torneio asiático com confiança acrescida, consciente de que o nível competitivo se constrói progressivamente. Hong Kong surge, assim, como ponto de partida e não de chegada.

Num circuito exigente e num calendário que mal começou, Borges segue o caminho com a tranquilidade de quem conhece o processo — barba grande e por fazer, mas ideias bem alinhadas.

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