Henrique Rocha cai na estreia em Canberra

  🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Dederação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Henrique Rocha travado em Canberra.
Portuense entra no ano com o pé esquerdo.

Henrique Rocha começou a nova temporada longe do desfecho desejado. Em Canberra, no Challenger 125 australiano, o número três nacional despediu-se na primeira ronda, derrotado pelo francês Ugo Blanchet (144.º ATP), por 6-3 e 6-4, num encontro que expôs as margens ainda por afinar nesta fase inicial do ano.

Primeiros sinais

O arranque deixou pistas de equilíbrio. Rocha entrou determinado a proteger o serviço e resistiu às primeiras investidas do adversário, negando oportunidades de quebra logo nos jogos iniciais. Havia compostura, paciência e uma leitura prudente dos pontos, ainda que o controlo territorial pertencesse mais vezes ao francês.

Essa resistência, porém, revelou-se transitória. À primeira oscilação, o gaulêsencontrou espaço para atacar e capitalizou. A quebra sofrida no primeiro ‘set’ acabou por pesar mais do que o parcial sugere. Rocha tentou manter-se ligado ao encontro, mas nunca conseguiu criar a abertura necessária para devolver o golpe.

Ritmo imposto

No segundo ‘set’, o cenário repetiu-se com variações mínimas. O português perdeu de entrada o seu serviço e voltou a sentir dificuldades em perturbar o jogo adversário. Blanchet apresentou-se mais consistente nos momentos-chave, com menos hesitações e maior clareza na gestão dos pontos importantes. A partir daí, o francês não perdeu nenhum jogo no seu serviço e geriu o break de início.

A passagem por Camberra encerra a primeira semana competitiva de Rocha em 2026, integrada no processo de adaptação e preparação para a fase de qualificação do Australian Open. Mais do que o resultado, este primeiro embate serviu como termómetro competitivo, expondo o trabalho ainda por consolidar num início de época exigente. A eliminação precoce não apaga o percurso nem altera os objetivos. É, antes, parte de um caminho longo, em que cada torneio contribui para afinar rotinas, recuperar sensações e construir confiança.

Testemunho luso

Com a saída de Rocha, a presença portuguesa no torneio de Camberra fica entregue a Jaime Faria (151.º), amigo e companheiro de geração, que se estreia diante do dinamarquês Elmer Moeller (119.º). Para Rocha, o foco desloca-se agora para o que vem a seguir: trabalho contínuo, ajuste fino e à procura do equilíbrio necessário para enfrentar os desafios maiores que o aguardam em Melbourne. 

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