Pedro Rufino: “O jogo de hoje foi muito duro”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| As indicações de Pedro Rufino a Marcos Freitas. |
A vitória de Portugal por 3-0 frente à Argélia, na segunda jornada do Grupo 6 da
primeira fase do Mundial de Ténis de Mesa, em Londres, confirmou o bom momento
da seleção nacional, mas esteve longe de ser um passeio. Apesar do resultado
expressivo, o encontro exigiu resistência, concentração e maturidade
competitiva durante mais de duas horas de jogo.
No final da partida, o selecionador
nacional destacou precisamente essa capacidade da equipa para manter a
serenidade quando o encontro se tornava mais complicado.
“O jogo de hoje foi muito duro! Foi
determinante os jogadores estarem tranquilos nos momentos mais complicados e
sempre cientes de qual era o caminho.”
As palavras refletem bem o que se viu
na mesa: dois encontros decididos apenas ao quinto set e um encontro no qual Portugal teve de saber gerir momentos de maior pressão.
Vitória construída com paciência
Embora o marcador final indique um
claro 3-0, a realidade do encontro revelou uma disputa muito mais
equilibrada.
Tanto Marcos Freitas como Tiago
Apolónia precisaram de cinco sets para superar os seus adversários,
revelando a competitividade do confronto.
Para o selecionador, nada disso foi
surpresa. A equipa estava preparada para um duelo exigente.
“Sabíamos que ia ser assim. Duro!”
Essa preparação revelou-se decisiva
nos momentos críticos. Sempre que a Argélia ameaçou equilibrar os jogos, os
jogadores portugueses conseguiram manter a lucidez e encontrar soluções.
Foi precisamente essa tranquilidade
que acabou por fazer a diferença.
Serenidade nos momentos decisivos
Num torneio como o Mundial, onde o
nível competitivo é elevado e cada ponto pode alterar o rumo de um encontro, a
gestão emocional assume um papel determinante.
Portugal demonstrou essa maturidade
ao longo da partida. Mesmo quando os adversários encontraram momentos de
inspiração, os portugueses mantiveram o foco e seguiram a estratégia definida.
Segundo o selecionador, essa
capacidade coletiva foi um dos aspetos mais positivos do encontro.
“Foi determinante os jogadores
estarem tranquilos nos momentos mais complicados e sempre cientes de qual era o
caminho.”
Essa clareza tática e emocional
permitiu à equipa ultrapassar os momentos de maior pressão e fechar o embate com autoridade.
Uma equipa motivada
Para além do resultado, o responsável
técnico destacou o ambiente dentro do grupo e a forma como os atletas têm
encarado o desafio do Mundial.
A motivação, aliada à experiência
internacional de vários jogadores, tem sido um dos pilares da campanha
portuguesa até agora.
“Fico muito satisfeito por sentir
a equipa muito motivada e a mostrar qualidade para estar entre as melhores
seleções do mundo.”
As palavras refletem confiança no
potencial da equipa e na capacidade de competir ao mais alto nível.
Olhar para o topo do grupo
Com duas vitórias nos dois primeiros
encontros da fase de grupos, Portugal aproxima-se agora do desafio que deverá
decidir o primeiro lugar do Grupo 6, frente à Grécia.
Será um confronto importante para
definir a classificação final nesta fase inicial da competição, mas também uma
oportunidade para a seleção portuguesa continuar a afirmar-se entre as
principais potências do ténis de mesa internacional.
A equipa chega a esse encontro com
confiança reforçada e com a convicção de que o trabalho realizado está a
produzir resultados.
Se depender da determinação
demonstrada até agora, Portugal continuará a avançar neste Mundial com a mesma
serenidade que o selecionador destacou após a vitória sobre a Argélia: calma
nos momentos difíceis, clareza no caminho e ambição de competir entre os
melhores.

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