Portugal avança com passo firme no Mundial
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| A equipa portuguesa soma segunda vitória no Mundial. |
Portugal voltou a vencer no Mundial
de Ténis de Mesa, que decorre em Londres na edição do centenário, ao derrotar a
Argélia por 3-0, em encontro da segunda jornada da primeira fase do Grupo 6. A
vitória, alcançada após duas horas, dois minutos e 57 segundos, coloca agora a
seleção nacional na posição de discutir o primeiro lugar do grupo com a Grécia.
Depois de uma estreia tranquila, a
equipa portuguesa voltou à mesa com a serenidade de quem conhece o caminho. Num
torneio longo e exigente, cada vitória é como uma travessia no deserto: é
preciso saber medir as forças, escolher o ritmo e avançar com paciência até ao
próximo oásis competitivo.
Segunda jornada exigente
Apesar do resultado final expressivo,
o encontro revelou-se mais exigente do que o marcador poderia sugerir. Dois dos
três jogos foram decididos apenas ao quinto set, obrigando os jogadores
portugueses a recorrer à experiência e à capacidade de resistência.
Tal como nas planícies africanas,
onde a paisagem parece calma, mas esconde desafios inesperados, também este
duelo apresentou momentos de turbulência. Portugal, porém, manteve sempre o
controlo emocional e competitivo.
Marcos Freitas abre o caminho
Coube a Marcos Freitas iniciar o
confronto frente a Stéphane Ouaiche, num duelo longo e equilibrado.
O português venceu por 3-2, com os
parciais 9-11, 12-10, 6-11, 11-6 e 11-6.
Foi um jogo de persistência. Freitas
teve de percorrer cada ponto como quem atravessa um terreno pedregoso no norte
de África: com cautela, paciência e inteligência. Sempre que o adversário
parecia ganhar terreno, o internacional português encontrava forma de recuperar
a iniciativa.
Nos dois últimos sets, a sua
consistência acabou por quebrar definitivamente a resistência do adversário.
Apolónia supera batalha intensa
No segundo encontro, Tiago Apolónia
enfrentou Mehdi Bouloussa, num confronto igualmente intenso e cheio de mudanças
de ritmo.
O português venceu por 3-2, com os
parciais 11-7, 2-11, 9-11, 11-1 e 11-8.
A partida teve momentos
contrastantes. Houve fases de domínio português e outras em que o adversário
conseguiu inverter a tendência. Mas quando o encontro chegou ao quinto set,
Apolónia mostrou a serenidade dos grandes jogadores.
Como um elefante que atravessa o rio
mantendo o equilíbrio apesar da corrente, o português controlou o momento
decisivo e conduziu o jogo até à vitória.
Portugal ficava então a apenas um
ponto do triunfo coletivo.
João Geraldo fecha
Com a vantagem de 2-0 no marcador, João
Geraldo entrou na mesa frente a Maheidine Bella com a missão de confirmar o
triunfo — e cumpriu-a com autoridade.
O internacional português venceu por 3-0,
com os parciais 11-7, 11-2 e 11-8.
Se os dois primeiros encontros foram
batalhas longas, Geraldo apresentou um jogo direto e eficaz. Controlou o ritmo,
manteve a pressão e não permitiu que o adversário encontrasse espaço para
reagir.
O terceiro ponto garantiu a vitória
final de Portugal por 3-0.
Mais de duas horas de combate
O confronto prolongou-se por 2h02m57s,
um tempo que revela bem a intensidade competitiva da jornada. Apesar do
resultado final claro, Portugal teve de lutar ponto a ponto para garantir o
triunfo.
Em competições desta dimensão, os
jogos podem transformar-se em verdadeiras maratonas mentais. Como nas longas
travessias do Saara, a chave está em manter o ritmo e não perder a direção
mesmo quando o horizonte parece distante.
A seleção portuguesa mostrou
precisamente essa capacidade.
Grécia decide liderança do grupo
Com esta vitória na segunda
jornada da fase de grupos, Portugal mantém-se firme na luta pela liderança
do Grupo 6. O próximo encontro, frente à Grécia, deverá decidir
quem termina no primeiro lugar da série.
Será um desafio diferente,
provavelmente mais equilibrado, onde cada detalhe poderá fazer a diferença.
Tal como duas caravanas que se
encontram no cruzamento das rotas do deserto, ambas as equipas sabem que o
próximo passo pode definir o rumo da viagem no torneio.
A sabedoria da savana
No desporto, como na savana africana,
vence muitas vezes quem sabe esperar. Não basta correr mais depressa — é
preciso compreender o terreno, respeitar o momento e escolher o instante certo
para atacar.
Portugal tem demonstrado essa
maturidade neste Mundial.
A vitória sobre a Argélia foi mais do
que um simples resultado. Foi uma prova de resistência, inteligência e
experiência competitiva.
E quando uma equipa encontra esse
equilíbrio, torna-se como um baobá no horizonte africano: sólido, resistente e
preparado para enfrentar qualquer tempestade.
Portugal segue agora o seu caminho no
Mundial com passo firme — e com os olhos postos no topo do grupo.

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