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Sierra de la Pandera prepara novo teste à liderança de Enric Mas

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅4 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️4 min · 🌱EMMPandera fará mossa? A resposta será dada nas próximas horas.


Montanha à vista

A Volta a Espanha entra, este sábado, numa das jornadas que podem marcar a segunda semana da corrida. A 14.ª etapa liga Jaén à Sierra de la Pandera, num percurso de 154,5 quilómetros desenhado para provocar diferenças entre os candidatos à classificação geral.

Após uma primeira metade de corrida particularmente exigente, o pelotão volta a encontrar uma chegada em altitude e uma sucessão de subidas que prometem pôr à prova as pernas dos homens que lutam pela camisola vermelha.

A organização classificou a etapa como de montanha. A partida neutralizada está prevista para as 13h15, enquanto a chegada à Sierra de la Pandera está estimada para cerca das 17h19, dependendo da velocidade do pelotão.

Três dificuldades

A estrada começa a ganhar importância antes da subida final.

Os corredores terão pela frente o Puerto de Los Villares, uma subida de segunda categoria com 10,5 quilómetros a 5,4%, antes de enfrentarem o Puerto de Locubín, também de segunda categoria, com cerca de 8,7 quilómetros e uma inclinação média de 5,1%.

Mas é na parte final que estará o verdadeiro teste.

A Sierra de la Pandera apresenta uma subida de 11,9 quilómetros, com uma inclinação média de 7,2%, levando a corrida até aos 1820 metros de altitude. É uma ascensão de primeira categoria e suficientemente dura para provocar diferenças decisivas entre os favoritos.

A etapa tem ainda um detalhe estratégico importante: as principais dificuldades estão na segunda metade. Isso significa que uma fuga pode tentar ganhar espaço na fase inicial, mas as equipas dos candidatos à geral terão uma oportunidade clara de controlar a corrida antes da subida decisiva.

A camisola vermelha sob pressão

Enric Mas chega a esta jornada com a camisola vermelha e sabe que a Sierra de la Pandera será uma das oportunidades mais importantes para os adversários recuperarem terreno.

A liderança espanhola acrescenta uma dimensão estratégica à etapa. Mas não precisa necessariamente de atacar na tirada. Em primeiro lugar, terá de responder aos movimentos dos rivais e perceber quem está disposto a transformar a subida final numa batalha pela classificação geral.

Numa chegada desta natureza, as diferenças podem surgir rapidamente. Um ataque a vários quilómetros da meta poderá obrigar os restantes favoritos a gastar energia numa perseguição, enquanto uma aceleração nos últimos quilómetros poderá permitir ganhar segundos preciosos.

A presença de duas subidas de segunda categoria antes da Sierra de la Pandera também pode contribuir para desgastar os ciclistas mais fortes. Não será apenas uma questão de quem tem a melhor ponta de velocidade na última subida, mas de quem conseguir chegar à base da ascensão final com mais reservas.

O momento dos ataques

A Sierra de la Pandera será, naturalmente, o ponto onde estarão concentradas todas as atenções.

Com quase 12 quilómetros de subida e inclinação média de 7,2%, haverá espaço para diferentes estratégias.

 Os candidatos à geral poderão esperar pelas zonas mais duras, enquanto os ciclistas que chegam à etapa com ambições de ganhar tempo terão de decidir se atacam de longe ou esperam pelos quilómetros finais.

A subida também poderá separar os homens da geral em pequenos grupos. E, numa corrida tão equilibrada, alguns segundos podem transformar-se em diferenças relevantes ao longo dos dias seguintes.

A etapa 14 não decide a Volta a Espanha, mas poderá deixar pistas importantes sobre quem chega à terceira semana com os melhores argumentos.

Este sábado, a Sierra de la Pandera será mais do que uma linha de chegada. Será um teste à liderança, às pernas e à capacidade de cada candidato de suportar a pressão.


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