Sierra de la Pandera prepara novo teste à liderança de Enric Mas
Montanha à vista
A Volta a Espanha entra, este
sábado, numa das jornadas que podem marcar a segunda semana da corrida. A 14.ª
etapa liga Jaén à Sierra de la Pandera, num percurso de 154,5 quilómetros
desenhado para provocar diferenças entre os candidatos à classificação geral.
Após uma primeira metade de
corrida particularmente exigente, o pelotão volta a encontrar uma chegada em
altitude e uma sucessão de subidas que prometem pôr à prova as pernas dos
homens que lutam pela camisola vermelha.
A organização classificou a
etapa como de montanha. A partida neutralizada está prevista para as 13h15,
enquanto a chegada à Sierra de la Pandera está estimada para cerca das 17h19,
dependendo da velocidade do pelotão.
Três dificuldades
A estrada começa a ganhar
importância antes da subida final.
Os corredores terão pela
frente o Puerto de Los Villares, uma subida de segunda categoria com 10,5
quilómetros a 5,4%, antes de enfrentarem o Puerto de Locubín, também de segunda
categoria, com cerca de 8,7 quilómetros e uma inclinação média de 5,1%.
Mas é na parte final que
estará o verdadeiro teste.
A Sierra de la Pandera
apresenta uma subida de 11,9 quilómetros, com uma inclinação média de 7,2%,
levando a corrida até aos 1820 metros de altitude. É uma ascensão de primeira
categoria e suficientemente dura para provocar diferenças decisivas entre os
favoritos.
A etapa tem ainda um detalhe
estratégico importante: as principais dificuldades estão na
segunda metade. Isso significa que uma fuga pode tentar ganhar espaço na fase inicial, mas as equipas dos candidatos à geral terão uma oportunidade
clara de controlar a corrida antes da subida decisiva.
A camisola vermelha sob pressão
Enric Mas chega a esta jornada
com a camisola vermelha e sabe que a Sierra de la Pandera será uma das
oportunidades mais importantes para os adversários recuperarem terreno.
A liderança espanhola
acrescenta uma dimensão estratégica à etapa. Mas não precisa necessariamente de
atacar na tirada. Em primeiro lugar, terá de responder aos movimentos dos rivais e
perceber quem está disposto a transformar a subida final numa batalha pela classificação
geral.
Numa chegada desta natureza,
as diferenças podem surgir rapidamente. Um ataque a vários quilómetros da meta
poderá obrigar os restantes favoritos a gastar energia numa perseguição,
enquanto uma aceleração nos últimos quilómetros poderá permitir
ganhar segundos preciosos.
A presença de duas subidas de
segunda categoria antes da Sierra de la Pandera também pode contribuir para
desgastar os ciclistas mais fortes. Não será apenas uma questão de quem tem a
melhor ponta de velocidade na última subida, mas de quem conseguir chegar à
base da ascensão final com mais reservas.
O momento dos ataques
A Sierra de la Pandera será,
naturalmente, o ponto onde estarão concentradas todas as atenções.
Com quase 12 quilómetros de subida e inclinação média de 7,2%, haverá espaço para diferentes estratégias.
Os candidatos à geral poderão esperar pelas zonas mais duras, enquanto os ciclistas que chegam à etapa com ambições de ganhar tempo terão de decidir se atacam de longe ou esperam pelos quilómetros finais.
A subida também poderá separar
os homens da geral em pequenos grupos. E, numa corrida tão equilibrada, alguns
segundos podem transformar-se em diferenças relevantes ao longo dos dias
seguintes.
A etapa 14 não decide a Volta
a Espanha, mas poderá deixar pistas importantes sobre quem chega à terceira
semana com os melhores argumentos.
Este sábado, a Sierra de la Pandera será mais do que uma linha de chegada. Será um teste à liderança, às pernas e à capacidade de cada candidato de suportar a pressão.
Volta a Espanha
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