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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Matthew Brennan: «É algo enorme» — um feito à altura de Pogačar

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅2 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️2 min · 🌱EMM Mais um sprint, mais uma vitória de Matthew Brennan . O britânico foi o mais rápido em Lorca, na 11.ª etapa da Vuelta a Espanha, conquistando a sua 22.ª vitória como profissional e igualando um dos primeiros feitos de Tadej Pogačar. Sprint perfeito Matthew Brennan era o favorito para vencer a 11.ª etapa da Vuelta a Espanha em Lorca, e essa lógica foi plenamente respeitada. Após um lançamento impecável do seu companheiro de equipa da Visma | Lease a Bike, Wout van Aert , o britânico protagonizou um sprint fulminante para superar Bryan Coquard , da Cofidis, na linha de chegada. Foi a terceira vitória consecutiva de Brennan nesta Vuelta. Van Aert conseguiu a rara façanha de realizar múltiplas tarefas no sprint, lançando Brennan rumo à vitória na etapa enquanto continuava o seu esforço para conquistar o quinto lugar e consolidar a liderança na classificação por pontos. Brennan agradece “Hoje...

Pogačar voltará diferente? Os números das grandes lesões lançam uma dúvida inquietante

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅2 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️2 min · 🌱EMM

Tadej perderá faculdades com a grave queda?


Uma análise baseada em dados históricos aponta para quebras de desempenho após fraturas da clavícula, concussões e lesões vertebrais. Mas Vingegaard e Evenepoel mostram que as estatísticas não escrevem o futuro.

A grande questão já não é apenas saber quando Tadej Pogacar poderá voltar a competir. É perceber como estará o campeão esloveno quando voltar a colocar um dorsal e enfrentar novamente o pelotão.

Depois da violenta queda na Vuelta a Espanha, que provocou uma fratura deslocada da clavícula esquerda, uma concussão e uma fratura estável na vértebra C7, começam a surgir análises sobre o impacto que uma lesão deste tipo poderá ter no rendimento futuro do ciclista.

Uma análise apresentada pelo analista do Eurosport Bobbie Traksel, baseada em dados do ProCyclingStats, coloca números preocupantes em cima da mesa.

Clavícula, concussão e vértebra: o que dizem os números?

Segundo a análise, os ciclistas que sofreram fraturas da clavícula registaram, em média, uma redução de 4% no desempenho.

Nos casos de concussão, a quebra média apontada sobe para 17%.

E existe ainda outro indicador: os ciclistas que sofreram uma fratura vertebral apresentaram uma redução de 23% nos pontos conquistados.

Lesão

Quebra média apontada

Fratura da clavícula

4%

Concussão

17%

Fratura vertebral

23%

 

 

As primeiras imagensw de Tadej fora do hospital.
São números sobre os quais se erguem dúvidas quando aplicados ao caso de Pogacar. 

Porém, há uma ressalva fundamental: estas percentagens representam tendências estatísticas e não uma previsão individual para o campeão da UAE Team Emirates-XRG.

Há uma razão para não transformar estes dados numa sentença.

O ciclismo já mostrou, várias vezes, que atletas capazes de recuperar fisicamente de acidentes graves podem regressar ao mais alto nível.

Jonas Vingegaard é um dos exemplos mais evidentes.

O dinamarquês sofreu uma queda extremamente grave na Volta ao País Basco de 2024 e, posteriormente, voltou a vencer ao mais alto nível. A sua carreira, depois do acidente, demonstra precisamente que uma lesão grave não implica necessariamente uma perda permanente de rendimento.

Remco Evenepoel também é um caso relevante. O belga passou por acidentes com consequências físicas graves e conseguiu continuar a acumular vitórias e a disputar as principais provas do calendário mundial.

E no caso de Pogačar?

É aqui que começa a parte verdadeiramente interessante.

Pogačar não terá apenas de recuperar da clavícula. A recuperação envolve também a concussão e a lesão vertebral, além das consequências naturais de uma queda de grande violência.

Por isso, o regresso à competição e o regresso ao seu melhor nível são duas coisas diferentes.

Um ciclista pode receber autorização médica para competir e, ainda assim, precisar de tempo na recuperação da confiança, da capacidade física e da resistência às exigências de uma grande corrida por etapas.

E há uma variável que nenhuma tabela estatística consegue medir: a resposta individual do atleta.

Pogačar tem 27 anos e construiu uma carreira marcada por uma extraordinária capacidade de recuperação e adaptação. Mas nem mesmo um campeão desta dimensão está imune às consequências de uma lesão grave.

O Mundial tornou-se uma incógnita

A possibilidade de Pogačar regressar a tempo do Mundial, marcado para 27 de setembro, no Canadá, acrescenta ainda mais suspense à recuperação.

Mesmo que consiga estar presente, a pergunta será inevitável:

- Será o Pogačar de sempre ou um Pogačar ainda em reconstrução?

A resposta só poderá ser dada na estrada.

Os números podem apontar tendências. Vingegaard e Evenepoel já provaram que é possível contrariá-las.

Agora, depois da queda na Vuelta, será Pogačar o próximo campeão a desafiar a estatística?

 
 
   
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TADEJ POGAČAR

As histórias do campeão

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