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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

João Almeida em terceiro e Enric Mas sai vivo do maior teste na Vuelta

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 10 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min ·🌱EMM João Almeida voltou a colocar o nome entre os melhores em um grande contrarrelógio da Volta a Espanha. O português foi terceiro na 18.ª etapa, esta quinta-feira, num exercício individual de 32,1 quilómetros entre El Puerto de Santa María e Jerez de la Frontera, e terminou apenas a oito segundos do vencedor, Stefan Küng. Foi uma prestação de grande nível do corredor da UAE Team Emirates-XRG, que ficou também a seis segundos de Callum Thornley, segundo classificado. Küng ganhou a etapa, mas Almeida voltou a mostrar que, quando a estrada deixa de ser uma questão de rodas e é uma luta individual contra o relógio, continua a saber estar entre os melhores. O resultado tem ainda um significado especial porque surge na terceira semana da co...

Enric Mas encara a crono sem medo: “O objetivo é conservar a camisola vermelha”

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 9 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Enric Mas chega ao contrarrelógio de Jerez de la Frontera com 2 minutos e 10 segundos de vantagem sobre Primož Roglič e uma ideia muito clara: controlar o que depende dele. O líder da Vuelta não esconde a confiança e rejeita a pressão de uma etapa que pode mudar a classificação geral.

Não tenho medo do crono; o objetivo é conservar a vermelha.”

A frase de Enric Mas resume o estado de espírito do líder da Vuelta a Espanha na véspera dos 32,1 quilómetros entre El Puerto de Santa María e Jerez de la Frontera.

O espanhol da Movistar não quer transformar o contrarrelógio numa batalha psicológica. Muito menos numa corrida contra os adversários antes de sequer arrancar.

Quer se concentrar no próprio esforço.

Estou bem; considero que fizemos um trabalho perfeito. Há que pensar no amanhã, depois no seguinte e no outro. Estou confiante”, explicou o espanhol após a etapa que terminou em Sevilha.

A confiança, porém, não significa que o líder ignore a dimensão do desafio.

Mas conhece o percurso e sabe exatamente o que tem de fazer.

O contrarrelógio é bastante plano e não tem muitas curvas. Há que se concentrar na potência, na posição e nada mais”, afirmou.

É uma abordagem deliberadamente simples.

Potência.

Posição.

Concentração.

E nada de olhar demasiado para o lado.

A vantagem sobre Roglič é uma das grandes histórias do contrarrelógio.

O esloveno tem uma reputação esmagadora neste tipo de esforço e chega a Jerez como a principal ameaça à liderança de Mas.

Mas o espanhol não quer fazer contas antes de começar.

O objetivo está definido.

Um bom resultado seria conservar a Vermelha. Não tenho medo do crono”, afirmou.

É uma declaração importante porque poderia facilmente cair na armadilha de transformar a etapa numa defesa permanente da vantagem.

Não é isso que pretende fazer.

Não tenho de pensar nisso; tenho de me concentrar em mim mesmo, em fazê-lo o melhor possível”, esclareceu, quando questionado sobre a importância de partir para a crono com a camisola vermelha oficial da corrida.

A diferença é subtil, mas significativa.

Mas não quer correr contra Roglič.

Quer correr contra o relógio.

Não posso controlar o que os outros fazem

A estratégia do líder passa precisamente por separar o que pode controlar do que está completamente fora das suas mãos.

Sairei em último, mas não posso controlar o que os outros fazem; controlarei o meu e pouco mais”, proferiu.

É a frase que melhor explica a postura do espanhol nesta Vuelta.

Mas herdou a liderança depois do abandono de Tadej Pogačar, mas rapidamente deixou de ser apenas o beneficiário de uma circunstância da corrida.

Venceu no Alto de Aitana.

Resistiu aos ataques dos rivais.

Aumentou a vantagem.

E transformou uma liderança inesperada numa candidatura real à vitória final.

Agora chega o momento da verdade e a margem ainda é boa.

E, mesmo assim, prefere não antecipar o resultado.

Antes do crono, quer reconhecer o percurso

A preparação para a etapa também está definida.

Mas revelou que voltará a percorrer o circuito antes de competir.

Antes do contrarrelógio vou percorrer o circuito e depois descansar o máximo possível para enfrentar a prova”, explicou.

Não há dramatização.

Não há discurso de guerra.

Há preparação.

O líder da Movistar sabe que os próximos 32,1 quilómetros podem ter um peso enorme na classificação geral, mas prefere manter o controlo sobre o que está ao seu alcance.

Até uma referência histórica ao local surgiu na conversa.

Jerez também guarda boas memórias para a Movistar: em 2014, a equipa espanhola venceu ali o contrarrelógio por equipas da Vuelta.

Mas considera esse dado “um dado bonito”, embora faça questão de lembrar a diferença fundamental:

Desta vez trata-se de um contrarrelógio individual.”

E é precisamente aí que toda a responsabilidade recai sobre os seus ombros.

Enric Mas contra Roglič e o passado

A história entre o espanhol e Roglič alimenta a expectativa.

O esloveno tem sido historicamente superior ao espanhol nos contrarrelógios, mas amanhã, em Jerez, serão as pernas do presente a contar — não os números do passado.

Mas chega a Jerez numa condição diferente.

Mais confiante.

Mais protegido pela equipa.

E, sobretudo, com uma vantagem que lhe permite não precisar de ganhar a etapa.

Precisa de sobreviver a ela.

A Movistar conta com um especialista para ajudar na preparação.

Temos um especialista, Iván Romo, assim que faremos o nosso crono”, revelou.

Depois, será ele contra o relógio.

O portador da camisola vermelha sabe que Roglič pode ganhar tempo. Sabe que Gall também está próximo. Sabe que a Vuelta ainda tem montanha pela frente.

Mas não quer viver, antecipadamente, esses cenários.

Quer chegar à partida preparado.

E sair dela ainda líder

O objetivo é conservar o maillot vermelho.

Amanhã, os 32,1 quilómetros dirão se a confiança de Enric Mas é suficiente para resistir ao ataque de Roglič.

Por agora, o líder espanhol não parece disposto a esconder-se atrás da camisola.

Nem a fugir à responsabilidade.

Não tenho medo da crono.

Agora falta transformar as palavras em segundos.

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