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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Ivo Oliveira cai a 25 quilómetros da meta, recebe ajuda do público e ainda regressa ao pelotão

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅8 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM O português da UAE Team Emirates-XRG superou um momento complicado na 16.ª etapa e, apesar da queda, terminou em 27.º lugar. Ivo Oliveira teve, esta terça-feira, um dos momentos mais complicados da sua participação na Vuelta a Espanha. O português da UAE Team Emirates caiu a cerca de 25 quilómetros da meta da 16.ª etapa e ficou momentaneamente em grandes dificuldades. O episódio ganhou um contorno peculiar quando alguns espectadores que acompanhavam a corrida na beira da estrada correram em auxílio do português, ajudando Ivo Oliveira a levantar-se após a queda. Ivo Oliveira conseguiu recuperar, voltar à bicicleta e iniciar uma perseguição que parecia complicada. O esforço acabou por ser recompensado: o corredor da UAE Emirates conseguiu reentrar no pelotão quando faltavam cerca de 10 quilómetros para a chegada.  Uma recuperação importante Depois do susto, Ivo não desistiu da etapa. ...

João Almeida: “Chegamos ao limite do corpo humano”

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅7 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

João Almeida

O português falou sem filtros sobre o calor extremo, os problemas que marcaram a sua época, a recuperação da forma, a luta pela geral e o objetivo que ainda persegue na Vuelta.

João Almeida não vive uma Vuelta a Espanha normal. Após uma temporada marcada por problemas físicos e por uma queda que voltou a interromper a sua preparação, o português continua à procura da melhor condição — mas também de uma oportunidade para deixar a sua marca na corrida espanhola.

Numa entrevista ao Cyclingnews, antes da 15.ª etapa, Almeida falou de praticamente tudo. E deixou um alerta particularmente forte sobre as condições que o pelotão enfrenta.

Corpo no limite

O calor é uma das principais preocupações do português.

Almeida considera que as temperaturas condicionam fortemente a corrida e entende que os ciclistas se aproximam de um ponto perigoso para o organismo.

“Chegamos ao limite do corpo humano”, afirmou o corredor português, considerando que a situação pode tornar-se perigosa. 

A preocupação não resulta apenas de um dia de calor extremo. Almeida explicou que os profissionais treinam especificamente para suportar temperaturas elevadas, mas fez uma distinção importante: uma coisa é realizar treino de adaptação ao calor e outra é competir durante horas nesse ambiente.

Segundo o português, durante o treino é possível controlar o esforço, beber e recuperar. Numa etapa, a intensidade é completamente diferente.

E há outro problema: os dias se acumulam.

“É diferente”

Almeida explicou que o calor pode ser particularmente complicado porque a exposição prolongada provoca um desgaste que vai crescendo de etapa a etapa.

A desidratação e as temperaturas elevadas deixam marcas e, na perspetiva do corredor da UAE Team Emirates-XRG, os ciclistas precisam de estar atentos uns aos outros.

O português deixou ainda uma revelação curiosa: apesar de ser português, não considera que tenha uma vantagem especial perante o calor.

Pelo contrário.

Admite que as temperaturas elevadas o afetam bastante e que, para ele, é uma dificuldade real. Também deixou claro que, nestas condições, não há espaço para erros na gestão do esforço e da hidratação.

Uma época difícil

Mas a entrevista ganhou outra dimensão quando Almeida falou sobre a temporada atípica.

O português explicou que os problemas começaram ainda em março, quando contraiu um vírus do qual demorou a recuperar completamente.

Mesmo assim, continuou a treinar e a tentar recuperar a forma.

Depois surgiu outro golpe.

Na Polónia, sofreu uma queda e voltou a adoecer. Outro revés que o deixou sem andar de bicicleta por 4 dias. Uma sucessão de problemas que ajuda a explicar o motivo de Almeida, que, chegado à Vuelta, está longe do corredor que, em 2025, terminou a corrida no segundo lugar e venceu no Angliru. 

A fuga custou caro

Na 14.ª etapa, Almeida tentou mudar a história.

Entrou numa fuga ao lado dos companheiros Ivo Oliveira e Kevin Vermaerke e procurou aproveitar a oportunidade para lutar pela vitória.

Mas o português revelou que chegar à fuga teve um preço elevado.

Precisou de gastar muito para conseguir entrar no movimento e, naquele momento da corrida, cada esforço conta para um corredor que ainda está a recuperar de uma temporada tão irregular.

Mesmo assim, Almeida vê sinais positivos.

Diz que a sua condição está a melhorar, mas não alimenta ilusões sobre uma recuperação imediata.

É precisamente aqui que surge uma das frases mais reveladoras da entrevista: “milagres não acontecem de um dia para o outro”

A mensagem é clara: Almeida sente evolução, mas sabe que os meses perdidos não podem de repente ser recuperados.

Ainda acredita

Apesar de tudo, o português não olha para a corrida como perdida.

Almeida continua a acompanhar a luta pela classificação geral e considera que a corrida está longe de estar decidida.

Enric Mas está numa posição forte, mas o corredor da UAE acredita que Primož Roglič continua perfeitamente capaz de vencer a Vuelta.

Na sua opinião, o esloveno está a crescer de forma e as próximas etapas poderão alterar significativamente a classificação.

E há ainda o contrarrelógio da 18.ª etapa, que Almeida vê como um momento potencialmente decisivo para provocar diferenças.

Uma vitória na mira

É aqui que surge o objetivo pessoal de João Almeida.

Depois de tudo o que aconteceu na época, o português ainda quer sair da Vuelta com uma vitória.

Não está a falar da classificação geral. Não está a prometer uma recuperação milagrosa.

Quer uma etapa.

Almeida assumiu que pretende continuar a tentar até à cidade de Granada e encontrar a oportunidade certa para voltar a vencer numa grande volta.

É, afinal, a forma que encontrou para continuar a lutar numa temporada que lhe trouxe doenças, queda, paragens e uma recuperação muito mais complicada do que esperava.

E a mensagem deixada na entrevista é simples: João Almeida ainda não desistiu.

   



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