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Tadej Pogačar: “Nem num livro de fantasia”

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 25 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM Tadej Pogačar conquistou este domingo a quinta Volta a França da carreira e, poucos minutos após selar mais uma página dourada da história do ciclismo, confessou que nem ele consegue explicar a dimensão do que acabou de alcançar. Aos 27 anos, o ciclista esloveno da UAE Team Emirates-XRG igualou o recorde de cinco triunfos na maior corrida do mundo, tornando-se um dos principais nomes de sempre da modalidade. Sem palavras “Estou sem palavras! Foi um grande Tour e também um dia maravilhoso, um ambiente espetacular. Estou muito feliz por acabar e por ganhar pela quinta vez”, afirmou Pogačar, ainda emocionado após cruzar a meta final em Paris. O campeão voltou a demonstrar que continua a viver um dos períodos mais dominantes da história recente do ciclismo, somando o quinto triunfo em apenas sete participações na Volta a França. Questionado sobre o significado da conquista, Pogačar admitiu que n...

Tadej Pogačar: “Percebi quão difícil é trabalhar para outros”

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 25 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM

Esloveno admite que ser gregário é uma tarefa complicada.

O já virtual vencedor da Volta a França de 2026, Tadej Pogačar (UAE Emirates), protagonizou este sábado um dos momentos mais marcantes da corrida ao colocar de lado as ambições para auxiliar o companheiro Isaac del Toro, que assegurou a presença no pódio final da prova.

Na subida ao Galibier, a mais de 60 quilómetros da meta, o portador da camisola amarela assumiu um papel pouco habitual, trabalhando na dianteira do grupo para proteger o colega mexicano. Mesmo depois do ataque de Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), Pogačar esperou por Del Toro e voltou a colocá-lo no grupo dos principais candidatos à classificação geral.

No final da etapa, o esloveno explicou que o gesto foi uma forma de retribuir o trabalho que recebeu ao longo das três semanas de competição.

“Talvez as pessoas falem de como eu auxiliei o Isaac a chegar ao pódio, mas ele ajudou-me primeiro a chegar à amarela e a equipa ainda mais.”

Pogačar confessou ainda que a experiência lhe permitiu perceber melhor o papel dos colegas de equipa.

“Hoje, foi uma honra correr para o Isaac durante as últimas duas horas, ou uma hora e meia de corrida. Fiz-lo com prazer e percebi quão difícil é trabalhar para os outros.”

Os dois corredores da UAE Emirates cruzaram a meta juntos, abraçados, a 1,05 minutos do vencedor da etapa, Richard Carapaz (EF Education-EasyPost). Para o esloveno, terminar dessa forma com Del Toro tornou o dia ainda mais especial.

Del Toro emocionado

Pouco depois, Isaac del Toro não escondeu a emoção ao recordar a ajuda recebida do líder da equipa.

“Foi algo nunca visto. Nunca senti tanta pressão na vida e gosto de pensar que a pressão é para pessoas privilegiadas.”

O mexicano revelou ainda que enfrentou problemas de saúde durante a terceira semana da prova, admitindo que foi afetado pelo vírus que chegou a vários elementos da UAE Emirates.

“A equipa teve momentos difíceis na terceira semana. Tentámos ocultá-los para que não nos vissem débeis, mas não foi fácil terminar no pódio, por cima, estar adoentado,”

Aos 22 anos, Del Toro garantirá o terceiro lugar da classificação geral e conquistará ainda a camisola branca de melhor jovem, poucos meses após ter perdido a liderança do Giro de Itália 2025 na penúltima etapa.

“Estou muito feliz e agradecido pela oportunidade que me ofereceu a equipa e pelo facto do Tadej se ter comprometido assim comigo.”

Pogačar perto do quinto Tour

Apesar de considerar praticamente assegurada a conquista do quinto Tour da carreira, Pogačar preferiu manter a prudência antes da derradeira etapa, encurtada para apenas 89 quilómetros devido aos incêndios em França.

O esloveno reconheceu que a UAE Emirates passou por momentos complicados durante a corrida, mas destacou a capacidade da equipa de superar todas as dificuldades.

“Estive muito bem neste Tour, a equipa também, mas houve azares dos adversários. Em três semanas, muita porcaria pode acontecer e conseguimos sobreviver.”

Questionado sobre a possibilidade de atacar novamente na subida a Montmartre, como aconteceu na edição anterior, Pogačar deixou a porta aberta, mas garantiu que não pretende correr riscos desnecessários.

“Não é um grande objetivo, mas, se tiver boas pernas, posso tentar, sem correr riscos.”

Evenepoel satisfeito com o segundo lugar

Quem também fez um balanço positivo da Volta a França foi Remco Evenepoel, que terminou a penúltima etapa na segunda posição e consolidou o segundo lugar da classificação geral.

Embora admitisse alguma desilusão por não ter vencido no Alpe d'Huez, o belga considerou que fez uma excelente prova.

“Fiquei um pouco desapontado por não ter conquistado a etapa, pois cheguei muito perto, mas fiz o que pude. Foi um ótimo tour.”

O corredor da Red Bull-BORA-hansgrohe destacou ainda o significado do resultado alcançado.

“Nem todos podem dizer que foram segundos no Tour, sobretudo nos últimos anos, em que só houve Pogačar e Vingegaard.”

Seixas perde lugar no pódio

O francês Paul Seixas (Decathlon), de apenas 19 anos, não conseguiu acompanhar os melhores na subida final e viu escapar o lugar no pódio da classificação geral.

“As pernas não estavam suficientemente bem e a cabeça também não. Foi por isso que quebrei.”

Apesar da quebra na penúltima etapa, o jovem francês mostrou-se satisfeito com a prestação na sua estreia na Volta a França, considerando que tem motivos para estar orgulhoso do desempenho alcançado.



     

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