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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Greg LeMond responde a Armstrong: “Pogačar vai vencer pelo menos sete Tours”

    🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 28 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Presente em Paris para assistir à conquista do quinto Tour de France por Tadej Pogačar, o tricampeão da prova, Greg LeMond não escondeu a admiração pelo esloveno. Em entrevista ao jornal francês L'Équipe , o norte-americano elogiou o talento do líder da UAE Team Emirates-XRG, rebateu declarações de Lance Armstrong e mostrou-se convicto de que Pogačar ainda pode escrever uma página ainda maior na história do ciclismo. Nos últimos dias, Lance Armstrong afirmou que Tadej Pogačar tem perfeitamente presente o recorde de vitórias no Tour de France, numa referência às suas sete conquistas, entretanto, anuladas devido ao escândalo de ‘doping’. Para Greg LeMond, essa comparação não faz sentido. “Isso não tem nada a ver com a vitória de Pogačar.” O antigo campeão foi ainda mais longe ao comparar o percurso de ambos, “Lance não tinha o talento de Pogačar. Ele 'descobriu' esse talen...

Remco Evenepoel rende-se a Pogačar: “Se não tivesse ajudado Del Toro, a diferença seria de 9 minutos”

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 27 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3  min · 🌱EMM

Remco Evenepoel elogia o Goat do ciclismo!

“Sinto-me honrado por competir contra ele”

Remco Evenepoel fez um balanço muito positivo da participação no Tour de France, onde terminou na segunda posição da classificação geral, mas não escondeu a admiração por Tadej Pogačar. O belga considera que o esloveno demonstrou, mais uma vez, ser o melhor ciclista da atualidade e acredita que a diferença final poderia ter sido ainda mais expressiva.

Em entrevista ao jornalista Maarten Vangramberen, no ‘podcast’ Vive le Vélo, o líder da Red Bull Bora-hansgrohe analisou a corrida, recordou as dificuldades da preparação e revelou que chegou a duvidar da própria capacidade de lutar pela classificação geral.

Preparação difícil

Evenepoel explicou que o estágio em altitude, na Sierra Nevada, começou da pior forma possível.

“Estava em estágio com Gianni Vermeersch, Maxim van Gils e Tim van Dijke. Fizemos o primeiro treino em conjunto e fui o primeiro a parar ao fim de apenas cinco minutos. Nada funcionava.”

A situação deixou-o profundamente preocupado.

“No topo da subida, disse ao massagista David Geeroms que iria ao Tour apenas para tentar ganhar etapas. Pensei que lutar pela classificação geral nunca aconteceria.”

Recuperação

O campeão olímpico revelou que o apoio da equipa foi determinante para recuperar a confiança.

“Disseram-me para ter paciência. Ainda faltavam dois meses e era preciso dar tempo ao tempo. Tinham razão.”

Nas semanas seguintes, a evolução tornou-se evidente.

“Nas últimas três semanas antes da Volta à França, ganhei muita confiança nos treinos. Tudo melhorou, exceto o peso.”

Evenepoel revelou ainda que perdeu cerca de cinco quilogramas desde o início da temporada.

“Comparando com janeiro, perdi cerca de cinco quilos. Relativamente ao Liège-Bastogne-Liège perdi entre três e três quilos e meio, o que continua a ser uma diferença enorme.”

Superioridade de Pogačar

Questionado sobre a diferença de 6,26 minutos para Pogačar na classificação final, Evenepoel acredita que o resultado acabou por ser menos pesado devido à estratégia da UAE Team Emirates-XRG.

“Terminei com 6,26 minutos de desvantagem, mas o Tadej controlou-se um pouco em duas etapas para auxiliar o Isaac Del Toro. Caso contrário, a diferença teria sido de cerca de 9 minutos.”

Apesar disso, o belga prefere ver o lado positivo.

“Não podemos esquecer que terminei em segundo lugar, atrás de alguém que voltou a fazer história. Isso talvez seja ainda mais bonito do que o próprio segundo lugar.”

“Um fenómeno”

Evenepoel voltou a destacar a dimensão do rival.

“Consegui este resultado atrás de um fenómeno e de um talento excecional.”

Quando questionado se lamenta competir na mesma geração do Pogačar, respondeu sem um pingo de hesitação.

“Pensava nisso no comboio para Paris. Foi mais uma grande temporada. Se terminar em segundo, normalmente, será atrás do Tadej.”

O belga concluiu com palavras de enorme respeito pelo pentacampeão da Volta a França.

“Sinto-me honrado por poder competir contra um homem como ele e, ocasionalmente, sentar-me ao lado dele e tentar vencê-lo. Consegui fazê-lo nesta corrida e tudo o que fiz representa mais um passo na minha evolução.”

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