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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Juiz autorizou testes noturnos a Pogačar e Vingegaard

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM Os polémicos controlos antidopagem realizados durante a madrugada de domingo a Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard foram autorizados por um juiz do Tribunal Judicial de Paris, avança o jornal francês L'Équipe , citando o Ministério Público de Paris. Segundo a mesma fonte, a autorização judicial era indispensável para que a Agência Internacional de Testes (ITA) pudesse realizar os exames durante o período de descanso dos corredores. Condições rigorosas Consoante a legislação francesa, este tipo de procedimento apenas pode ser autorizado quando existem “indícios graves e concordantes” de que um atleta violou ou preparava-se para violar as regras antidopagem. Além disso, o juiz só pode autorizar a intervenção durante a noite se considerar existir risco de destruição de provas. Segundo o L'Équipe , o procedimento assemelha-se a uma busca domiciliária em processo penal, por exigir autorizaçã...

Nuno Borges: “Dá-me confiança ver tantas crianças a chamarem por mim”

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Nuno Borges abre o livro na Conferência de Imprensa.

Nuno Borges regressa ao Millennium Estoril Open como o número um português e com a ambição de conquistar o segundo título ATP 250 da carreira. Antes da estreia na edição de 2026, o tenista falou sobre as expectativas para o torneio, a adaptação às condições, a mudança de calendário e o impacto de ser uma das principais referências do ténis nacional.

Objetivo claro

Apesar de reconhecer o significado especial de competir em casa, Borges garante que mantém os pés bem assentes na terra.

“Sinto-me bem, tenho jogado bom ténis e, felizmente, com poucas mazelas. As minhas expectativas continuam bem assentes na terra.  Considero que tenho feito bons jogos aqui. Apanhar um qualifier na primeira ronda nem sempre é fácil, mas vou de mente aberta e pronto para tudo.”

Após competir em Bastad, o português encontrou um cenário diferente no Clube de Ténis do Estoril.

“Já fiz um treino e posso dizer que as condições são bastante diferentes do que em Bastad. As bolas são diferentes, aqui está mais calor e lá não havia tanto vento. Mas não é nada de novo; já conheço estas condições.”

Calendário diferente

A realização do Estoril Open numa nova altura da temporada não alterou significativamente a preparação do melhor tenista português.

“Torna o torneio diferente, porque não estamos habituados a jogar o Estoril Open nesta altura do ano, mas não senti grande diferença. Não está com tanto calor assim; entendo que já joguei em condições idênticas aqui. Joguei na semana passada em terra batida. Isso me ajuda um bocadinho, principalmente após duas vitórias.”

Mudança de piso

Borges considera que a passagem da relva para a terra batida continua a ser uma das adaptações mais exigentes do circuito, embora admita que hoje se faça com mais facilidade.

“A minha maneira de jogar na relva agora também é diferente. Antes, sentia-me um pouco atrofiado nas pancadas e depois, chegava à terra batida e precisava de jogar com mais força. Julgo que, com o tempo, aprendi a fazer essa transição melhor. Na minha opinião, é das mais difíceis, porque a terra exige um ténis muito mais físico. Aqui, as condições estão muito rápidas, a bola ressalta bastante e acabo por jogar muitas bolas acima do nível do ombro, algo que, na relva, é muito difícil acontecer.”

                                      Exemplo nacional

Aos 29 anos, Nuno Borges assume com orgulho o papel de referência para as novas gerações do ténis português, embora sublinhe que nunca procurou esse reconhecimento.

Nunca andei a jogar ténis pela atenção. Esse reconhecimento só chegou muito mais tarde, quando percebi verdadeiramente o que era ser jogador de ténis. Hoje saí do treino e havia cerca de 50 pessoas à minha espera para tirar fotografias.

. Não jogo para isso, mas é bom ter essa atenção; dá-me muita confiança e motivação.”

O português recordou ainda um momento especial vivido ao longo do dia.

“É incrível verem-me como um exemplo. Sinto um orgulho enorme em ver as crianças todas a chamarem-me. Ainda hoje um veio ter comigo e deu-me o meu cromo. É especial porque também já fui criança.”

Para Nuno Borges, o ténis português vive uma fase de crescimento sustentado e os sucessos alcançados pelos atletas nacionais merecem uma atenção muito superior à que têm recebido.

“Também acho importante que outros jogadores portugueses comecem a aparecer, porque isso faz bem ao crescimento do ténis português. Merecemos um pouco mais de atenção. Para um país tão pequeno, ter dois jogadores no top 100 é realmente incrível. É um Estoril Open com seis portugueses no quadro principal; é muito positivo.”

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