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Nuno Borges: “Dá-me confiança ver tantas crianças a chamarem por mim”
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
Nuno Borges regressa ao Millennium Estoril Open como o número um português e
com a ambição de conquistar o segundo título ATP 250 da carreira. Antes da
estreia na edição de 2026, o tenista falou sobre as expectativas para o
torneio, a adaptação às condições, a mudança de calendário e o impacto de ser uma das principais referências do ténis nacional.
Objetivo claro
Apesar de reconhecer o
significado especial de competir em casa, Borges garante que mantém os pés bem
assentes na terra.
“Sinto-me bem, tenho jogado bom ténis e, felizmente, com poucas mazelas. As minhas expectativas continuam bem assentes na terra. Considero que tenho feito bons jogos aqui. Apanhar um qualifier na primeira ronda nem sempre é fácil, mas vou de mente aberta e pronto para tudo.”
Após competir em Bastad, o
português encontrou um cenário diferente no Clube de Ténis do Estoril.
“Já fiz um treino e posso
dizer que as condições são bastante diferentes do que em Bastad. As bolas são
diferentes, aqui está mais calor e lá não havia tanto vento. Mas não é nada de
novo; já conheço estas condições.”
Calendário diferente
A realização do Estoril Open
numa nova altura da temporada não alterou significativamente a preparação do
melhor tenista português.
“Torna o torneio diferente,
porque não estamos habituados a jogar o Estoril Open nesta altura do ano, mas
não senti grande diferença. Não está com tanto calor assim; entendo que já joguei em condições idênticas aqui. Joguei na semana passada em terra batida. Isso me ajuda um bocadinho, principalmente após duas vitórias.”
Mudança de piso
Borges considera que a
passagem da relva para a terra batida continua a ser uma das adaptações mais
exigentes do circuito, embora admita que hoje se faça com mais facilidade.
“A minha maneira de jogar na relva agora também é diferente. Antes, sentia-me um pouco atrofiado nas pancadas e depois, chegava à terra batida e precisava de jogar com mais força. Julgo que, com o tempo, aprendi a fazer essa transição melhor. Na minha opinião, é das mais difíceis, porque a terra exige um ténis muito mais físico. Aqui, as condições estão muito rápidas, a bola ressalta bastante e acabo por jogar muitas bolas acima do nível do ombro, algo que, na relva, é muito difícil acontecer.”
Exemplo nacional
Aos 29 anos, Nuno Borges
assume com orgulho o papel de referência para as novas gerações do ténis
português, embora sublinhe que nunca procurou esse reconhecimento.
“Nunca andei a jogar ténis pela atenção. Esse reconhecimento só chegou muito mais tarde, quando percebi verdadeiramente o que era ser jogador de ténis. Hoje saí do treino e havia cerca de 50 pessoas à minha espera para tirar fotografias.
. Não jogo para isso, mas é bom ter essa atenção; dá-me muita confiança e
motivação.”
O português recordou ainda um
momento especial vivido ao longo do dia.
“É incrível verem-me como um
exemplo. Sinto um orgulho enorme em ver as crianças todas a chamarem-me. Ainda
hoje um veio ter comigo e deu-me o meu cromo. É especial porque também já fui
criança.”
Para Nuno Borges, o ténis português vive uma fase de crescimento sustentado e os sucessos alcançados pelos atletas nacionais merecem uma atenção muito superior à que têm recebido.
“Também acho importante que
outros jogadores portugueses comecem a aparecer, porque isso faz bem ao
crescimento do ténis português. Merecemos um pouco mais de atenção. Para um
país tão pequeno, ter dois jogadores no top 100 é realmente incrível. É um Estoril
Open com seis portugueses no quadro principal; é muito positivo.”
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