Tomás Luís e Daniel Batista varridos pelo vento em Faro
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| Tomás Luís e tudo o vento levou na capital algarvia. |
Rajadas contra a armada
lusa
O vento soprou mais forte do que o
costume no Faro Open e levou consigo as primeiras esperanças portuguesas no
quadro principal. Tomás Luís e Daniel Batista tornaram-se as primeiras baixas
nacionais numa prova que, à entrada para esta hoje, ainda contava com
nove representantes lusos.
Duelo em céu aberto
Batista (1531.º do ranking ATP)
enfrentou o espanhol Alejandro López Escribano (1522.º) num duelo entre
qualifiers em que o vento parecia mudar de direção a cada jogo. O encontro acabou
por pender para o lado do espanhol, que venceu por 6-2 e 6-3, aproveitando
melhor as rajadas e os momentos de instabilidade.
Quando o vento muda
Já Tomás Luís (902.º) começou como
quem domina a tempestade. Quarto finalista há um ano, o algarvio entrou firme. Leu bem as correntes de ar e teve vantagem de 6-2 e 2-1, com break
acima.
Enquanto o vento era aliado, o seu
jogo fluía. Mas no ténis, como no mar, as correntes mudam sem aviso. Do outro
lado estava o espanhol Alejandro López Escribano, recente campeão de pares em
Vale do Lobo ao lado de Tiago Pereira, que soube esperar pela mudança do tempo.
Gradualmente, o controlo escapou ao
português. As emoções agitaram-se, o ritmo quebrou e o encontro virou por
completo. A reviravolta consumou-se com os parciais de 2-6, 6-3 e 6-0 — um
vendaval final que não deu margem de resposta.
Ainda há velas erguidas
Apesar das quedas, o dia ainda
reserva esperança lusa. Miguel Semedo e Hugo Maia entram em court esta
terça-feira, também vindos da fase de qualificação.
No Algarve, o vento continua
imprevisível. Mas enquanto houver portugueses em prova, existirá sempre quem
tente navegar contra as rajadas.

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