Tiago Torres regressa em Faro com vitória e ambição de subida

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Tiago Torres regressa à competição, após lesão, com uma vitória.
Campeão nacional absoluto retorna à competição com vitória importante para ganhar confiança.

Regresso com vitória

O regresso de Tiago Torres ao circuito foi marcado por vitória e emoção. Atual 672.º mundial, o tenista lusitano voltou à competição após cinco semanas de recuperação de uma lesão na virilha direita e garantiu um lugar na segunda ronda do torneio.

O campeão nacional absoluto precisou de 2h38 para ultrapassar o italiano Massimo Giunta (577.º), na primeira ronda do ITF M25 de Faro. O encontro foi decidido pelos parciais de 7-5, 2-6 e 6-2.

A vitória garantiu a última vaga na ronda seguinte. E reforçou a confiança do atleta para os próximos desafios.

Jogo difícil, regresso emocional

Torres admitiu as dificuldades do encontro.

“Foi mais difícil do que pensava. Foi um encontro de muitas emoções e nem sempre bem jogado.”

O português reconheceu que a longa paragem influenciou o rendimento competitivo.

“Estar muito tempo fora não ajuda. Para ser sincero, não acho que tenha sido bem conseguido da minha parte. Mas nem sempre dá para ser perfeito.”

O oponente apresentou um estilo ofensivo e imprevisível.

“O adversário era chato, muito ofensivo. Mas às vezes parecia mais loucura do que outra coisa.”

Mesmo assim, o balanço foi positivo.

“Estou contente com a vitória. Não me posso queixar por conseguir ganhar depois da paragem.”

Nervos controlados

O regresso trouxe pressão emocional.

“Ainda dizia há segundos ao meu treinador que, no aquecimento, já estava nervoso. Isso não é habitual.”

Torres explicou a diferença entre ansiedade e nervosismo competitivo.

“Uma coisa é estar ansioso para jogar ténis. Mas, em si, nunca estou. É sinal de que quero muito isto.”

O português destacou o esforço realizado durante o período de recuperação.

Gestão física e mental

As últimas semanas foram de readaptação.

“Estas três semanas foram difíceis. Foram semanas a gerir o corpo sem saber ao certo se podia dar mais ou não.”

O trabalho físico ganhou peso durante a recuperação.

“Fiz mais ginásio do que ténis.”

Na fase final da reabilitação, a ausência de competição pesou.

“Na última semana, já foi difícil lidar com a ausência. O jogador de ténis está feito para jogar e sentir a adrenalina da competição.”

O objetivo de Torres mantém-se claro.

O regresso competitivo surge com ambição de evolução no ranking mundial. Se mantiver o nível observado em certos momentos do encontro, o tenista poderá aproximar-se rapidamente do top 400 mundial.

A vitória em Portugal representa mais do que um resultado.

Representa um recomeço.

E, sobretudo, a vontade de continuar a subir.

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