Tiago Torres confirma talento e abre caminho para o patamar Challenger

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Tiago Torres revela o motivo porque é o campeão nacional absoluto.
Tiago Torres só sabe vencer após o regresso à competição.

Duas vitórias. E, sobretudo, dois sinais claros de crescimento competitivo.

Tiago Torres voltou a vencer no Faro Open e tornou-se no primeiro português a garantir um lugar nos quartos de final do torneio que encerra quatro semanas consecutivas de ténis internacional no Algarve.

Menos de 24 horas após celebrar o regresso aos courts com uma vitória, o campeão nacional absoluto confirmou o bom momento e superou o norte-americano Maxwell McKennon (546.º ATP), quinto cabeça de série, com os parciais de 7-5 e 6-3.

Foi um triunfo construído com paciência, leitura de jogo e inteligência na gestão dos ritmos. Se conseguir manter este nível exibicional, a entrada no patamar Challenger poderá tornar-se uma realidade a curto prazo.

Reviravolta no momento certo

O duelo de esquerdinos começou com o domínio claro do americano.

McKennon apoiou-se no serviço para ditar o ritmo nas fases iniciais do encontro. Agressivo nas primeiras pancadas, construiu uma vantagem de 5-2 e parecia encaminhar o primeiro set com autoridade.

Torres, porém, nunca saiu verdadeiramente do encontro.

O português manteve-se firme nas trocas, procurou alongar os pontos e esperou pelo momento apropriado para pressionar a resposta. A oportunidade surgiu quando McKennon servia para fechar o parcial.

A partir daí, o encontro mudou de direção.

Torres salvou um set point a 5-4 e, com o adversário a perder confiança, elevou a eficácia na resposta. O resultado foi uma sequência de cinco jogos consecutivos que transformou uma situação delicada numa vantagem decisiva no marcador.

De 2-5 a 7-5. Uma viragem construída com inteligência competitiva.

Controlo até ao final

Com o primeiro set no bolso, o português entrou na segunda partida com outra tranquilidade.

Logo no arranque, McKennon sofreu um problema físico na coxa direita. O americano ainda tentou manter-se competitivo, segurando quatro jogos de serviço com evidente esforço, mas a mobilidade já não era a mesma.

Torres percebeu rapidamente a situação e manteve o plano simples: consistência, profundidade e pressão constante.

Sem precipitação, esperou pelo momento certo para atacar.

O break decisivo surgiu naturalmente e permitiu ao lisboeta encaminhar o encontro para um desfecho relativamente tranquilo. O 6-3 final confirmou uma vitória segura e consolidou uma das melhores semanas da temporada.

Sinais de crescimento

Mais do que o resultado, o que se destacou foi o nível exibido.

Depois de cinco semanas afastado da competição por causa de uma lesão na virilha direita, Torres regressou com ritmo, confiança e capacidade física para suportar encontros exigentes.

São indicadores relevantes.

A forma como geriu momentos de pressão, a consistência nas trocas e a maturidade tática mostrada ao longo do encontro deixam uma sensação: se mantiver este nível exibicional, o salto para um calendário mais regular no circuito Challenger pode estar mais perto do que o ranking atual sugere.

Para já, o foco mantém-se no Algarve.

Apurado para os quartos de final, o lisboeta ainda disputará esta quinta-feira a mesma fase na variante de pares. No quadro de singulares, já conhece o próximo desafio.

Do outro lado da rede estará o canadiano Justin Boulais (527.º ATP), quarto cabeça de série — e, tal como Torres, também esquerdino.

Um duelo que promete intensidade e poderá confirmar se a semana algarvia continuará a ser de afirmação para o campeão nacional.



Comentários

Mensagens populares