Matilde Pinto luta como ferro e deixa marca em Düsseldorf
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| Matilde Pinto em ação em Düsseldorf, com o joelho esquerdo ligado. |
Joelho ligado, coração em jogo
Matilde Pinto competiu como quem joga
contra a dor e o ranking. A portuguesa brilhou no WTT ‘Feeder’ de
Düsseldorf, mesmo com o joelho esquerdo ligado.
A 493.ª do ranking mundial mostrou
personalidade e talento. A vitória sobre a eslovaca Tijana Jokic (318.º) por
3-0 confirmou isso mesmo.
Pinto foi superior, controlou o ritmo
e usou inteligência tática para compensar as limitações físicas. O resultado
garantiu a passagem à ronda de 32. Um passo importante. Um sinal de carácter. Os
parciais foram claros: 7-11, 10–12 e 6-11.
A portuguesa mostrou maturidade
competitiva desde o primeiro ponto. Foi consistente na resposta ao serviço e
paciente nas trocas de bola longas.
Jogou com estratégia. Não apenas com
força.
Um set que não define um torneio
Na ronda seguinte, Matilde defrontou a canadiana Mo Zhang, número 54 do mundo. O resultado foi pesado no marcador:
3-0 (11–5, 11–0, 11–3).
O segundo jogo, perdido por 11–0,
poderia ter quebrado o ritmo emocional da portuguesa. Não quebrou.
Pinto manteve postura competitiva.
Lutou por cada ponto. Procurou soluções táticas, mesmo quando o encontro já estava praticamente decidido.
No ténis de alto nível, às vezes
perder também faz parte da aprendizagem.
Júlia Leal também lutou
Júlia Leal, 486.ª do ranking mundial,
ficou pelo caminho na ronda de 64.
A portuguesa perdeu com a brasileira
Victoria Strassburger (272.º) por 3-1 (11–13, 13–15, 11–9, 7-11), num encontro
equilibrado, decidido em detalhes.
A margem foi curta. O nível
competitivo foi elevado.
Pares femininos terminam percurso
Na variante de pares, a dupla
portuguesa formada por Matilde Pinto e Júlia Leal chegou aos oitavos de final.
O par português foi derrotado pela
croata Dora Ćosić e pela eslovaca Tijana Jokic por 3-1 (11–8, 6-11, 3-11,
5-11).
A prestação coletiva reforça a
competitividade da dupla no circuito internacional.
Resiliência portuguesa
Matilde Pinto sai de Düsseldorf com
duas mensagens claras.
Primeira: qualidade competitiva
internacional.
Segunda: capacidade de competir mesmo em condições físicas limitadas. Jogar com o joelho lesionado e ainda chegar à segunda ronda é sinal de crescimento competitivo.
O circuito internacional não espera. Mas Matilde Pinto também não.

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