Revanche com assinatura algarvia de Tiago Pereira
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| A desforra de Tiago Pereira no Algarve. |
Tiago Pereira (270.º ATP) respondeu no court. Com autoridade. Com
memória. Uma semana após ter caído perante Gauthier Onclin (304.º), o jovem de
Tavira devolveu o golpe no mesmo palco competitivo e com uma exibição que roçou
a perfeição. Venceu por 6-2 e 7-6(2) e carimbou as primeiras meias-finais da
temporada no Vale do Lobo Open I.
Não foi apenas uma vitória. Foi uma afirmação.
Domínio quase total
O marcador final conta apenas parte
da história. Pereira chegou a liderar por 6-2 e 5-2, impondo uma intensidade
que Onclin raramente conseguiu contrariar. O serviço funcionou como arma
principal, muito mais sólido e agressivo do que nos encontros anteriores. A primeira bola entrou com percentagens elevadas e a segunda apareceu
pesada, profunda, dificultando a resposta do belga.
Houve controlo. Houve clareza tática.
Pereira leu melhor os momentos de
aceleração do belga e respondeu com uma maior variação de ritmos. Alternou
profundidade com ângulos curtos, manteve-se firme nas trocas longas e revelou maturidade na gestão emocional.
A quebra e a resposta
O único momento de oscilação surgiu
quando a meta estava à vista. Com 6-2 e 5-2, o braço ficou rígido. O serviço
perdeu eficácia. Onclin subiu no court, pressionou, arriscou mais na resposta e
devolveu a incerteza ao encontro.
O belga recuperou. E chegou a servir para forçar o terceiro set.
Foi aí que se mediu o crescimento do
algarvio. Em vez de ceder ao nervosismo, Pereira recentrou-se. Agressividade aumentou novamente, procurou a direita em aceleração e voltou a comandar os pontos. No tie-break, foi superior do primeiro ao último momento, fechando
com autoridade por 7-2.
Frieza competitiva. Ambição
controlada.
Evolução visível
A diferença com o duelo anterior foi
evidente. Há uma semana, Pereira tinha sentido dificuldades para absorver a
agressividade de Onclin. Desta vez apresentou-se mais preparado, mais físico e
mais confiante nas próprias soluções.
O serviço foi decisivo. Mas não só.
A movimentação lateral esteve mais
fluida e a tomada de decisão revelou-se mais rápida. O jovem de 21 anos mostrou
que está a crescer não apenas tecnicamente, mas também na leitura dos
momentos-chave.
Rumo à segunda final?
Finalista no Vale do Lobo há um ano,
Tiago Pereira volta a aproximar-se de uma decisão na academia algarvia. Nas
meias-finais terá pela frente Toby Samuel (246.º ATP), segundo cabeça de série.
O britânico impediu Georgii
Kravchenko (551.º) de alcançar uma terceira final consecutiva neste local ao
vencer por 6-3 e 7-5, confirmando o estatuto de favorito.
O desafio sobe de grau. A confiança
também.
Momento de afirmação
Para Pereira, estas meias-finais
representam mais do que apenas pontos ATP. São um sinal claro de consolidação
competitiva e de maturidade crescente num circuito exigente.
O talento sempre esteve lá. Agora
junta-se consistência.
Num ano de transição e afirmação, o
algarvio dá sinais de que está preparado para transformar potencial em
resultados regulares. A resposta à derrota da semana passada demonstra
resiliência. E a forma como geriu o tie-break demonstra evolução mental.
No Vale do Lobo, na Quarteira, Pereira
voltou a impor o seu ténis. E, acima de tudo, voltou a acreditar.

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