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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

36ª ASA Classic Race levou 170 cicloturistas à estrada: o ciclismo não vive só de competição

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 de setembro 2026 · 📸 Revista Notícias do Pedal · ⏱️4 min · 🌱EMM     Cerca de 170 cicloturistas pedalaram. Sem pódios, sem segundos para discutir e sem a obsessão pela classificação. Apenas uma bicicleta, uma estrada e uma ideia de ciclismo que continua a resistir. O ciclismo português habituou-se a contar vencedores. Quem ganhou a etapa, quem atacou, quem perdeu tempo, quem chegou primeiro. Mas a modalidade não se resume a isso. Há também quem pedale sem classificação, sem pódio e sem outra recompensa, apenas para ter o prazer de estar na estrada. Mas há um ciclismo que não cabe numa classificação. No domingo, na Amadora, cerca de 170 pessoas voltaram a lembrar isso. A 36.ª edição do Passeio de Cicloturismo ASA Classic Race, organizado pelo Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora, colocou bicicletas na estrada. Não para decidir um campeão, mas para recuperar o que parece cada vez mais raro: o prazer de pedalar em conjunto. ...

Revanche com assinatura algarvia de Tiago Pereira

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Tiago Pereira atinge primeira meias-finais do ano em casa.
A desforra de Tiago Pereira no Algarve.


Tiago Pereira (270.º ATP) respondeu no court. Com autoridade. Com memória. Uma semana após ter caído perante Gauthier Onclin (304.º), o jovem de Tavira devolveu o golpe no mesmo palco competitivo e com uma exibição que roçou a perfeição. Venceu por 6-2 e 7-6(2) e carimbou as primeiras meias-finais da temporada no Vale do Lobo Open I.

Não foi apenas uma vitória. Foi uma afirmação.

Domínio quase total

O marcador final conta apenas parte da história. Pereira chegou a liderar por 6-2 e 5-2, impondo uma intensidade que Onclin raramente conseguiu contrariar. O serviço funcionou como arma principal, muito mais sólido e agressivo do que nos encontros anteriores. A primeira bola entrou com percentagens elevadas e a segunda apareceu pesada, profunda, dificultando a resposta do belga.

Houve controlo. Houve clareza tática.

Pereira leu melhor os momentos de aceleração do belga e respondeu com uma maior variação de ritmos. Alternou profundidade com ângulos curtos, manteve-se firme nas trocas longas e revelou maturidade na gestão emocional.

A quebra e a resposta

O único momento de oscilação surgiu quando a meta estava à vista. Com 6-2 e 5-2, o braço ficou rígido. O serviço perdeu eficácia. Onclin subiu no court, pressionou, arriscou mais na resposta e devolveu a incerteza ao encontro.

O belga recuperou. E chegou a servir para forçar o terceiro set.

Foi aí que se mediu o crescimento do algarvio. Em vez de ceder ao nervosismo, Pereira recentrou-se. Agressividade aumentou novamente, procurou a direita em aceleração e voltou a comandar os pontos. No tie-break, foi superior do primeiro ao último momento, fechando com autoridade por 7-2.

Frieza competitiva. Ambição controlada.

Evolução visível

A diferença com o duelo anterior foi evidente. Há uma semana, Pereira tinha sentido dificuldades para absorver a agressividade de Onclin. Desta vez apresentou-se mais preparado, mais físico e mais confiante nas próprias soluções.

O serviço foi decisivo. Mas não só.

A movimentação lateral esteve mais fluida e a tomada de decisão revelou-se mais rápida. O jovem de 21 anos mostrou que está a crescer não apenas tecnicamente, mas também na leitura dos momentos-chave.

Rumo à segunda final?

Finalista no Vale do Lobo há um ano, Tiago Pereira volta a aproximar-se de uma decisão na academia algarvia. Nas meias-finais terá pela frente Toby Samuel (246.º ATP), segundo cabeça de série.

O britânico impediu Georgii Kravchenko (551.º) de alcançar uma terceira final consecutiva neste local ao vencer por 6-3 e 7-5, confirmando o estatuto de favorito.

O desafio sobe de grau. A confiança também.

Momento de afirmação

Para Pereira, estas meias-finais representam mais do que apenas pontos ATP. São um sinal claro de consolidação competitiva e de maturidade crescente num circuito exigente.

O talento sempre esteve lá. Agora junta-se consistência.

Num ano de transição e afirmação, o algarvio dá sinais de que está preparado para transformar potencial em resultados regulares. A resposta à derrota da semana passada demonstra resiliência. E a forma como geriu o tie-break demonstra evolução mental.

No Vale do Lobo, na Quarteira, Pereira voltou a impor o seu ténis. E, acima de tudo, voltou a acreditar.


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