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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

João Almeida sai muito mal tratado da queda, mas recusa desistir: "Espero estar na partida"

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 6 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM A vitória final escapou-lhe. Mas a vontade de continuar mantém-se intacta. João Almeida foi um dos ciclistas mais afetados pela queda coletiva que obrigou à neutralização da 4.ª etapa da Volta à Polónia e terminou o dia profundamente marcado pelas consequências do acidente. O português da UAE Emirates cruzou a meta com mais de 16 minutos de atraso , ficando praticamente afastado da discussão pela classificação geral, mas a maior preocupação deixou de ser o cronómetro. Era preciso perceber em que estado físico havia saído da queda. Com várias escoriações visíveis no lado esquerdo do corpo, o português não escondeu que as dores são intensas, embora acredite que o pior poderá ter sido evitado. “Não me sinto bem. Tenho dores no joelho e no tornozelo, mas suponho que vou ficar bem. Provavelmente consegui evitar fraturas.” Apesar do impacto do acidente, o corredor português mostrou-se determina...

Do pesadelo ao êxtase: Tavira transformou um dia de azar numa vitória inesquecível

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 6 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM


🟢 Destaque EMM

O dia começou com desistências, furos e desilusão. Terminou com Francisco Campos de braços no ar e a Tavira a lembrar que, na Volta, nunca se desiste antes da meta.



Poucos acreditariam no desfecho.

A Tavira-Crédito Agrícola entrou na primeira etapa da Volta a Portugal a perder antes mesmo de a corrida começar. Horas depois, saía de Queluz de braços no ar.

Primeiro foi Noah Campos, impedido de alinhar devido a uma gripe. Depois, ainda na Serra de Sintra, Afonso Silva sofreu um furo que o fez perder vários minutos e comprometeu qualquer ambição na classificação geral.

Tudo parecia encaminhar a equipa algarvia para um dia negativo e de esquecer.

Mas a estrada decidiu escrever outro guião.

Num final explosivo, Francisco Campos apareceu no momento certo para conquistar a vitória-chave da carreira, oferecendo à Tavira-Crédito Agrícola um triunfo que ninguém previa quando o dia começou.

“Quando parece que tudo corre mal”

A emoção tomou conta de Vidal. Fitas mal cruzou a meta.

O diretor desportivo da formação algarvia mal escondeu as lágrimas ao recordar tudo o que a equipa viveu ao longo da jornada.

“O dia não começou nada bem. A etapa vinha torta, com o abandono do Noah, e depois o Afonso acabou por furar na segunda subida do dia. Quando parece que tudo vai correr mal, temos a chegada e acontece isto!”

A vitória significou muito mais do que erguer os braços.

Agora estou feliz porque ganhámos uma etapa, e isso tira pressão de cima”, confessou Vidal Fitas.

Um sprint preparado ao detalhe

Francisco Campos também reconheceu que a etapa decorreu sem grandes sobressaltos até à entrada na Serra de Sintra.

“O vento soprava de costas e não havia zonas onde se pudesse fazer as diferenças. A fuga saiu cedo. A UAE Emirates controlou muito bem a corrida.”

Tudo ficou reservado para os últimos metros.

E foi aí que a Tavira mostrou o trabalho de equipa.

Miguel Salgueiro lançou o sprint na perfeição, colocando Francisco Campos na posição ideal para discutir a vitória. O penafidelense respondeu com autoridade e bateu toda a concorrência para conquistar o 12.º triunfo da carreira — provavelmente o mais marcante de todos.

A estrada devolveu que o dia tinha tirado

A Volta a Portugal costuma premiar quem resiste aos momentos difíceis.

A Tavira-Crédito Agrícola levou dois golpes ainda antes da meta.

Mas respondeu da melhor maneira possível.

Perdeu homens. Ganhou uma etapa. E saiu de Queluz com um sorriso que, poucas horas antes, parecia impossível. 

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