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Do pesadelo ao êxtase: Tavira transformou um dia de azar numa vitória inesquecível
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 6 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM
🟢 Destaque EMM
O dia começou com desistências, furos e desilusão. Terminou com Francisco Campos de braços no ar e a Tavira a lembrar que, na Volta, nunca se desiste antes da meta.
Poucos acreditariam no desfecho.
A Tavira-Crédito Agrícola
entrou na primeira etapa da Volta a Portugal a perder antes mesmo de a corrida
começar. Horas depois, saía de Queluz de braços no ar.
Primeiro foi Noah Campos,
impedido de alinhar devido a uma gripe. Depois, ainda na Serra de Sintra, Afonso
Silva sofreu um furo que o fez perder vários minutos e comprometeu qualquer ambição na classificação geral.
Tudo parecia encaminhar a
equipa algarvia para um dia negativo e de esquecer.
Mas a estrada decidiu escrever
outro guião.
Num final explosivo, Francisco
Campos apareceu no momento certo para conquistar a vitória-chave da
carreira, oferecendo à Tavira-Crédito Agrícola um triunfo que ninguém previa
quando o dia começou.
“Quando parece que tudo corre mal”
A emoção tomou conta de Vidal. Fitas mal cruzou a meta.
O diretor desportivo da
formação algarvia mal escondeu as lágrimas ao recordar tudo o que a
equipa viveu ao longo da jornada.
“O dia não começou nada bem. A
etapa vinha torta, com o abandono do Noah, e depois o Afonso acabou por furar
na segunda subida do dia. Quando parece que tudo vai correr mal, temos a
chegada e acontece isto!”
A vitória significou muito
mais do que erguer os braços.
“Agora estou feliz porque
ganhámos uma etapa, e isso tira pressão de cima”, confessou Vidal Fitas.
Um sprint preparado ao detalhe
Francisco Campos também
reconheceu que a etapa decorreu sem grandes sobressaltos até à entrada na Serra
de Sintra.
“O vento soprava de costas e
não havia zonas onde se pudesse fazer as diferenças. A fuga saiu cedo. A UAE
Emirates controlou muito bem a corrida.”
Tudo ficou reservado para os
últimos metros.
E foi aí que a Tavira mostrou
o trabalho de equipa.
Miguel Salgueiro lançou o
sprint na perfeição, colocando Francisco Campos na posição ideal para discutir
a vitória. O penafidelense respondeu com autoridade e bateu toda a concorrência
para conquistar o 12.º triunfo da carreira — provavelmente o mais marcante de
todos.
A estrada devolveu que o dia tinha tirado
A Volta a Portugal costuma
premiar quem resiste aos momentos difíceis.
A Tavira-Crédito Agrícola levou dois golpes ainda antes da meta.
Mas respondeu da melhor
maneira possível.
Perdeu homens. Ganhou uma etapa. E saiu de Queluz com um sorriso que, poucas horas antes, parecia impossível.
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