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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Nem os ecrãs sabiam quem tinha ganho: Santiago Mesa vence por... 16 centésimos

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 7 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM Há vitórias claras. E depois há aquelas em que nem a tecnologia se entende à primeira vista. Durante alguns segundos, Albufeira acreditou que Daniel Cavia tinha vencido. Os próprios indicadores eletrónicos apontavam o espanhol da Burgos-Burpellet como vencedor. Santiago Mesa nem levantou os braços. Afinal, quem festeja uma derrota? Contudo, o photo-finish decidiu desmentir todas as pessoas. Quando a imagem foi ampliada ao último milímetro, percebeu-se que o colombiano da Anicolor-Campicarn passara à roda da frente apenas… 16 centésimos de segundo antes do rival. Foi o suficiente. E, na Volta a Portugal, suficiente vale tanto como um minuto. A Anicolor mantém um hábito difícil de perder Há equipas que passam pela Volta. E há equipas que fazem questão de deixar marca todos os anos. A Anicolor-Campicarn voltou a cumprir a tradição de vencer na maior corrida do calendário n...

João Almeida faz 28 anos no anonimato do pelotão e a festa fica para a montanha

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM

Milan faz o hat trick no dia de aniversário de João Almeida.

Há aniversários com champanhe, bolo e festa. João Almeida teve 193,5 quilómetros de bicicleta, um pelotão a alta velocidade e Jonathan Milan a distribuir vitórias como quem distribui cartões de visita.

O português da UAE Emirates fez esta quarta-feira 28 anos e celebrou à maneira de um ciclista que reconstrói o caminho para a Volta a Espanha: chegou no pelotão, sem perder tempo, sem entrar em loucuras e, sobretudo, sem deixar alarmes ligados.

Na terceira etapa da Volta à Polónia, entre Gorzów Wielkopolskie e Zielona Góra, Milan voltou a ser o dono da fotografia. O campeão italiano da Lidl-Trek venceu ao sprint pela terceira vez consecutiva, em 4:11.51 horas, deixando Noah Hobbs (EF Education-EasyPost) e Alessandro Romele (XDS Astana) nos lugares seguintes.

João Almeida? 109.º, mas com o mesmo tempo do vencedor.

E é precisamente aí que está a notícia.

Não há fogo de artifício. Nem há ataque a dez quilómetros da meta. Não há João Almeida a erguer os braços. Há simplesmente aquilo que, nesta fase, interessa mais: competição nas pernas.

Na classificação geral, o português é agora 97.º, a 30 segundos de Milan. Uma classificação que vale pouco para o que realmente interessa ao corredor português.

Porque esta Volta à Polónia não é o destino. É o laboratório.

Depois da desistência no Tour Auvergne-Rhône-Alpes, antigo Critério do Dauphiné, em meados de junho, Almeida voltou à competição com um objetivo bem definido: recuperar ritmo antes da Volta a Espanha, que começa a 22 de agosto.

E agora chega o momento em que já não basta passear pelo pelotão.

A montanha bate à porta

Na quinta-feira, os corredores que sonham com a classificação geral terão finalmente matéria para trabalhar. São 176 quilómetros entre Zagan e Karpacz, com duas contagens de primeira categoria e uma última subida situada a menos de dez quilómetros da meta.

É aí que os 28 anos de João Almeida vão deixar de ser apenas uma data no calendário.

Aí veremos as pernas.

Aí veremos a recuperação.

Aí veremos se o português está apenas a acumular quilómetros ou se já começa a encontrar o João Almeida que queremos ver na Vuelta.

Por enquanto, a resposta é simples: está no pelotão.

E, para quem tem a Volta a Espanha no horizonte, às vezes chegar sem fazer barulho é precisamente a melhor maneira de preparar a festa.

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