Monte Aventino fecha a porta às portuguesas no qualifying do ITF W75 do Porto
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Teresa Franco Dias desiludida com a derrota no Porto. |
Arranque duro
O ITF W75 do Porto começou hoje sem
concessões para as tenistas portuguesas. O Complexo de Monte Aventino assistiu
à eliminação das quatro representantes portuguesas no qualifying.
Sara Lança, Analu Freitas, Teresa
Franco Dias e Milana Ivantsiv ficaram pelo caminho, logo na ronda inaugural. A
representação lusa transita exclusivamente para o quadro principal.
Foi um domingo exigente. E sem margem
para ilusões.
Diferença de ranking
Todos os encontros envolvendo
jogadoras “da casa” foram decididos em dois sets. A diferença de ranking
pesou, mas não conta toda a história.
Sara Lança, 1175ª mundial, a mais
cotada do quarteto, perdeu por 6-1 e 6-3, frente à francesa Oceane Dodin, antiga
top 50 e vencedora de um título WTA. Houve resistência no segundo parcial, mas
faltou capacidade para prolongar a incerteza.
Analu Freitas, 1350ª, cedeu (duplo 6-1) diante da espanhola Alba Rey Garcia. Um duelo ibérico resolvido com
autoridade pela adversária.
Teresa Franco Dias, 1398ª mundial, enfrentou
a israelita Lina Glushko e saiu derrotada por 6-1 e 6-0. Pouco espaço para
respirar, menos ainda para reagir.
Milana Ivantsiv, ainda sem ranking mundial,
protagonizou o encontro mais equilibrado do lote nacional. A jovem lusa não resistiu (6-3 e 6-2) à alemã Valentina Steiner, outra antiga top 50, num duelo disputado nas
primeiras horas da manhã.
Transição necessária
O balanço é duro. Mas não é inesperado.
O ITF W75 do Porto reúne jogadoras
habituadas a circuitos superiores. Muitas trazem um currículo consolidado e
experiência em grandes palcos. O qualifying funciona como um filtro exigente,
quase impiedoso.
Para as portuguesas, fica a
experiência. Fica o confronto direto com ritmos mais elevados, maior
intensidade e outra gestão emocional.
As lusas no quadro principal
A presença nacional mantém-se viva. E
com ambição renovada.
As irmãs Francisca e Matilde Jorge
entraram diretamente no quadro principal, estatuto que reflete a consistência
recente no circuito. A elas juntam-se Angelina Voloshchuk e Milla
Sequeira, contempladas com dois dos wild-cards atribuídos pela organização.
O foco muda agora de fase. É de
responsabilidade.
Com o qualifying encerrado, o
protagonismo português passa para quem já tinha lugar garantido. O desafio é
maior, mas também a oportunidade.
O Monte Aventino exige nível. As
próximas páginas escrevem-se no quadro principal para as representantes
lusitanas.

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