Henrique Rocha é cabeça de série em Santiago, Jaime Faria out

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

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Portuense é o sexto cabeça de série do qualifying.

Regresso ao circuito

Henrique Rocha volta à competição e logo com estatuto de destaque. O jovem português integra o grupo de cabeças de série do qualifying do ATP 250 de Santiago, no Chile, numa semana que sofreu alterações de última hora no quadro principal.

Atual 172.º classificado do ranking mundial, o portuense de 21 anos não competia desde que representou Portugal na Taça Davis, em Guangzhou, na China, há cerca de duas semanas. A presença em Santiago marca, assim, o regresso ao ritmo competitivo numa fase importante da temporada em terra batida.

Mudança no quadro

O torneio chileno ficou sem um dos nomes previstos: Jaime Faria. O lisboeta foi eliminado nos quartos de final do ATP 500 do Rio de Janeiro e, devido ao curto espaço de tempo entre as provas, optou por não seguir viagem para o Chile.

A decisão prendeu-se, sobretudo, às questões logísticas e físicas. Entre o fim da campanha no Brasil e o arranque da competição em Santiago, o intervalo era inferior a 24 horas. Pelo meio, uma deslocação superior a 3.600 quilómetros e a necessidade de adaptação a novas condições. Um risco elevado numa altura em que a gestão do calendário pode ser determinante.

Estreia desafiante

Como sexto cabeça de série, o portuense terá pela frente o brasileiro Felipe Meligeni (238.º) na ronda inaugural. Apesar da diferença no ranking, trata-se de um adversário habituado à terra batida sul-americana, superfície na qual as trocas de bola longas e a consistência assumem particular relevância.

Em caso de triunfo, o português poderá defrontar o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo (103.º), primeiro cabeça de série, ou o experiente brasileiro Thiago Monteiro (208.º). Qualquer um dos cenários exigirá um nível elevado, sobretudo numa fase muito precoce do torneio.

Confiança renovada

Na semana anterior, Rocha ficou à porta da fase de qualificação no Rio de Janeiro, falhando a entrada por apenas um lugar. Esse contratempo acabou por adiar o regresso à competição, mas também lhe permitiu preparar com maior foco a participação em Santiago.

O estatuto de cabeça de série é reflexo da evolução consistente que tem vindo a demonstrar no circuito. Aos 21 anos, o português procura afirmar-se de forma sustentada, somando pontos que o aproximem do top 150 mundial — uma meta cada vez mais realista.

Gestão estratégica

Quanto a Faria, a ausência no Chile não é uma pausa prolongada. O regresso à competição está previsto para a próxima semana, no Challenger 75 de Brasília, onde deverá figurar entre os principais pré-designados.

A opção por permanecer no Brasil permite-lhe evitar deslocações adicionais e competir num contexto que conhece bem. Depois de ter alcançado, pelo segundo ano consecutivo, os quartos de final no Rio, a prioridade passa por manter regularidade e preservar a condição física.

Objetivos distintos

Enquanto Rocha procura capitalizar o estatuto de cabeça de série para avançar rondas e ganhar embalo na temporada de terra batida, Faria aposta numa estratégia de calendário que privilegia estabilidade e recuperação.

Ambos seguem caminhos opostos nesta fase, mas com um objetivo comum: consolidar posições no ranking e dar passos firmes no circuito internacional. Em Santiago, todas as atenções portuguesas centram-se agora em  Rocha, que tem nas mãos uma oportunidade de transformar potencial em resultados concretos.


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