🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
| Tiago Torres adora jogar no Jamor e obteve a melhor vitória da curta carreira internacional. |
Regresso em grande do campeão nacional
O Complexo de Ténis do Jamor continua
a ser uma verdadeira nave de conquistas para Tiago Torres. Foi neste mesmo
palco, coberto e iluminado, que o lisboeta de 23 anos concluiu 2025 com o
título nacional absoluto. Menos de um mês depois, voltou ao court central
talismã para assinar a vitória-chave da sua carreira, eliminando o primeiro
cabeça de série do Indoor Oeiras Open.
O triunfo sobre o britânico Billy
Harris (121.º ATP) chegou pelos parciais de 6-4, 4-6 e 6-3, marcando o primeiro
triunfo português da semana no torneio. Para Torres, cada ponto parecia ter o
peso de uma confirmação: o court do Jamor, coberto e familiar, transformou-se
num palco onde a confiança se sobrepõe à classificação no ranking.
O encontro desta segunda-feira
assinalou o regresso de Tiago à competição em 2026, após um mês de pré-época
intenso. Com o corpo e a mente afinados, o jovem lisboeta encara o seu primeiro
ano completo como profissional. Até o último verão, Torres combinava a carreira
com os estudos em gestão nos Estados Unidos, experiência que agora parece
acrescentar maturidade à leitura de jogo em momentos decisivos.
O contraste entre o triunfo de
agosto, na CT Porto Cup frente ao checo Hynek Barton (292.º ATP), e esta
vitória no Jamor é notório. Se a conquista em terra batida já era especial,
vencer um cabeça de cartaz no campo indoor, num court que parece absorver a
energia de quem ali se sente em casa, eleva o feito a outro patamar.
Estratégia e inteligência
A chave para superar Harris residiu na leitura tática e na capacidade de tirar o adversário da zona de conforto. Torres explorou a movimentação do britânico, aproveitando cada abertura para contra-atacar e quebrar o ritmo do cabeça de série. O jovem português assumiu o controlo dos pontos, evitando o padrão previsível do adversário e ditando o ritmo do jogo.
O campo central do Jamor, agora carimbado como talismã, foi palco de pontos intensos e de trocas prolongadas, onde o lisboeta revelou não apenas técnica, mas também maturidade competitiva. Cada serviço e cada passing shot parecia carregado da confiança acumulada nos últimos meses, refletindo a evolução de um jogador que soube conciliar com excelência a carreira profissional e os estudos.
Próximo desafio
Como primeiro português a avançar
neste torneio, Torres já tem adversário definido para a segunda ronda: o alemão
Mats Rosenkranz (327.º ATP). O duelo promete ser diferente, mas a atmosfera
familiar do campo talismã do Jamor poderá dar ao lisboeta a energia necessária
para manter o ritmo e consolidar o início promissor da temporada.
O triunfo sobre Harris não é apenas
mais uma vitória no currículo; é um marco simbólico, a prova de que
Torres está pronto para competir de igual para igual com adversários mais bem
classificados. Mais do que pontos ou rankings, o Jamor confirmou-se como um
palco onde o jovem português consegue trazer à tona o seu melhor ténis,
transformando cada oportunidade numa lição de estratégia, concentração e
coragem.
Com esta exibição, Torres mostra que 2026 pode ser um ano decisivo para afirmar-se no circuito profissional. Entre vitórias e desafios, a nave do Jamor e o court central talismã continuarão a ser os cenários de uma carreira em crescimento. Cada vitória reforça confiança e abre portas para novos sonhos no ténis internacional.
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