Em 2026, o Mágico mudou de equipamento de jogo.
Recém-papá e com novas mudanças na execução do serviço, da raqueta e de bolas, o recordista português encara a temporada com motivação
renovada.
Um mês de mudanças
Num espaço de tempo improvável, Gastão Elias viu a vida e o jogo mudarem ao mesmo tempo: foi pai, mexeu no serviço, trocou de raquete e teve de se adaptar a bolas diferentes. Tudo
antes do Indoor Oeiras Open 2026.
Apesar da derrota na estreia frente a
Mikhail Kukushkin, Elias analisou o jogo com maturidade:
“Fico com pena de não ter posto isso
em jogo hoje porque queria aproveitar estas duas semanas ‘em casa’ para talvez
fazer um brilharete, mas podia ter passado três semanas seguidas a jogar contra
ele que acho que não ia ganhar nenhuma vez.”
Mesmo frustrado, ele mantém otimismo.
As novidades na técnica e no equipamento representam a hipótese de evoluir e
prolongar a carreira, motivado também pela filha recém-nascida.
Um adversário que
desafia
Sobre o cazaque Kukushkin, Elias não
escondeu:
“Antes do sorteio do quadro principal, disse que este era
provavelmente o pior adversário que podia-me sair. Preferia apanhar qualquer
outro. Custe-me muito o defrontar. Custe-me agora como me teria custado quando
era 57.º do mundo. Odeio defrontá-lo e não tenho a mínima ideia do que fazer
contra um jogador como este.”
A experiência do português,
entretanto, não se deixa abalar. Com 10 títulos e 23 finais no ATP
Challenger Tour, o Mágico sabe que as derrotas fazem parte do caminho. No Jamor, palco
de quatro finais Challenger e de uma indoor, Elias continua a sonhar alto.
Renovação no serviço e
no equipamento
A nova temporada trouxe mudanças
concretas:
“Deixei de juntar os pés no serviço e
livrei-me de algumas dores muito incómodas. Parece que finalmente encontrei a
raqueta certa.”
Além disso, as bolas Wilson
Roland Garros deram lugar ao modelo US Open, que oferece
maior regularidade:
“Não senti que fossem as bolas a
prejudicar-me. Basicamente, não senti que o material
atrapalhasse. Antes, sentia que nem sequer conseguia executar o meu estilo de
jogo. Com esta nova bola,
sinto que posso concentrar-me na parte tática, física e tudo mais. Se falho uma bola, sei por que falhei, enquanto com a outra não tinha a mínima ideia. Era uma bola de neve que crescia até
ao ponto em que, mentalmente, já não tinha forças para lidar com aquilo.”
A mudança permite que ele foque no
que realmente importa: execução, estratégia e preparo físico.
Motivação extra
Recém-papá, Elias encara a temporada
com noites mal dormidas, mas também com uma motivação única:
“Talvez consiga jogar até ao momento
em que a minha filha saiba o que está a ver.”
A família, aliada às mudanças técnicas, traz uma nova energia. O Jamor continua sendo um campo de testes ideal para aplicar a experiência acumulada e buscar novos momentos de brilho.
Próxima oportunidade
Encerrado este primeiro capítulo,
Gastão terá nova chance na semana seguinte, no último evento da
quinzena do Jamor. A experiência, talento e a renovação técnica podem levá-lo a
um desempenho que honre sua carreira e inspire a próxima geração.
“Está tudo a alinhar-se para correr
bem, é o que tenho a dizer.”
O recordista português continua firme
em seu objetivo: prolongar a carreira e transformar cada oportunidade em
vitórias memoráveis. Artigos Relacionados Biografia de Gastão Elias |
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