Gastão Elias: “Quero jogar até a minha filha saber o que está a ver”

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

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📹 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

A desilusão de Gastão Elias.
Em 2026, o Mágico mudou de equipamento de jogo.

Recém-papá e com novas mudanças na execução do serviço, da raqueta e de bolas, o recordista português encara a temporada com motivação renovada.

Um mês de mudanças

Num espaço de tempo improvável, Gastão Elias viu a vida e o jogo mudarem ao mesmo tempo: foi pai, mexeu no serviço, trocou de raquete e teve de se adaptar a bolas diferentes. Tudo antes do Indoor Oeiras Open 2026.

Apesar da derrota na estreia frente a Mikhail Kukushkin, Elias analisou o jogo com maturidade:

“Fico com pena de não ter posto isso em jogo hoje porque queria aproveitar estas duas semanas ‘em casa’ para talvez fazer um brilharete, mas podia ter passado três semanas seguidas a jogar contra ele que acho que não ia ganhar nenhuma vez.”

Mesmo frustrado, ele mantém otimismo. As novidades na técnica e no equipamento representam a hipótese de evoluir e prolongar a carreira, motivado também pela filha recém-nascida.

Um adversário que desafia

Sobre o cazaque Kukushkin, Elias não escondeu:

“Antes do sorteio do quadro principal, disse que este era provavelmente o pior adversário que podia-me sair. Preferia apanhar qualquer outro. Custe-me muito o defrontar. Custe-me agora como me teria custado quando era 57.º do mundo. Odeio defrontá-lo e não tenho a mínima ideia do que fazer contra um jogador como este.”

A experiência do português, entretanto, não se deixa abalar. Com 10 títulos e 23 finais no ATP Challenger Tour, o Mágico sabe que as derrotas fazem parte do caminho. No Jamor, palco de quatro finais Challenger e de uma indoor, Elias continua a sonhar alto.

Renovação no serviço e no equipamento

A nova temporada trouxe mudanças concretas:

“Deixei de juntar os pés no serviço e livrei-me de algumas dores muito incómodas. Parece que finalmente encontrei a raqueta certa.”

Além disso, as bolas Wilson Roland Garros deram lugar ao modelo US Open, que oferece maior regularidade:

“Não senti que fossem as bolas a prejudicar-me. Basicamente, não senti que o material atrapalhasse. Antes, sentia que nem sequer conseguia executar o meu estilo de jogo. Com esta nova bola, sinto que posso concentrar-me na parte tática, física e tudo mais. Se falho uma bola, sei por que falhei, enquanto com a outra não tinha a mínima ideia. Era uma bola de neve que crescia até ao ponto em que, mentalmente, já não tinha forças para lidar com aquilo.

A mudança permite que ele foque no que realmente importa: execução, estratégia e preparo físico.

Motivação extra

Recém-papá, Elias encara a temporada com noites mal dormidas, mas também com uma motivação única:

“Talvez consiga jogar até ao momento em que a minha filha saiba o que está a ver.”

A família, aliada às mudanças técnicas, traz uma nova energia. O Jamor continua sendo um campo de testes ideal para aplicar a experiência acumulada e buscar novos momentos de brilho.

Próxima oportunidade

Encerrado este primeiro capítulo, Gastão terá nova chance na semana seguinte, no último evento da quinzena do Jamor. A experiência, talento e a renovação técnica podem levá-lo a um desempenho que honre sua carreira e inspire a próxima geração.

“Está tudo a alinhar-se para correr bem, é o que tenho a dizer.”

O recordista português continua firme em seu objetivo: prolongar a carreira e transformar cada oportunidade em vitórias memoráveis. 

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