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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Van der Poel fez do Luxemburgo o treino que ninguém consegue fazer

    🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM Mathieu van der Poel decidiu cedo que não queria esperar por ninguém. Atacou praticamente de saída, ficou sozinho durante 174 quilómetros e transformou a última etapa do Tour de Luxemburgo numa demonstração pouco habitual de força, uma semana antes do Mundial de Montreal. Não foi uma fuga que ganhou forma aos poucos. Nem foi um ataque nos últimos quilómetros. Van der Poel saiu praticamente desde o início e passou mais de quatro horas pedalando sozinho na frente. A etapa tinha 177 quilómetros e mais de 3000 metros de acumulado. O neerlandês fez 174 deles isolado, resistiu à perseguição e chegou à meta com 1,04 minutos de vantagem sobre Mikkel Honoré. E havia uma razão para estar ali. Van der Poel não escolheu o Luxemburgo por acaso. Enquanto vários dos principais candidatos ao Mundial optaram pelos Grandes Prémios do Canadá, o campeão mundial de 2023 preferiu uma corrida de ci...

Matilde Jorge brilha no Alentejo e conquista o maior título da carreira

                                                              Por António Vieira Pacheco

O abraço de duas familiares no final do encontro.
Créditos: FPT. Rivais no campo de ténis, mas, acima de tudo, irmãs e amigas fora deles. 

Final de sangue e sol

No calor abrasador de Montemor-o-Novo, Matilde Jorge escreveu, este domingo, a página mais dourada da sua carreira. Com um ténis lúcido, consistente e quase imune à emoção, derrotou a irmã mais velha, Francisca Jorge, por 6-1 e 6-3, e conquistou o Montemor Ladies Open, torneio internacional de categoria ITF W50, o mais prestigiado alguma vez vencido pela jovem de 21 anos.

Foi o sétimo duelo internacional entre irmãs, mas o primeiro com um título em jogo. E, desta vez, Matilde não hesitou: manteve a serenidade, serviu com precisão (ganhou 79% dos pontos com o primeiro serviço) e não cometeu nenhuma dupla falta durante os 81 minutos da partida — um sinal claro de maturidade e foco competitivo.

Uma irmã na rede, outra na ascensão

Francisca Jorge, 25 anos e atual número um nacional, entrou na final como favorita — não só pelo ‘ranking’, mas pela experiência e por liderar o histórico entre ambas. No entanto, encontrou do outro lado da rede uma Matilde decidida, leve no gesto, firme no plano, e imune ao peso da ligação familiar.

Sob cerca de 30 graus de temperatura, a mais nova das irmãs, Jorge mostrou ser a que melhor resistiu à pressão e ao calor. Com uma exibição sóbria e sem oscilações, conquistou o segundo título internacional da carreira, nove meses após a estreia no ITF W35 de Leiria.

O ‘ranking’ abre-se como horizonte

Este triunfo tem impacto imediato na classificação mundial: Matilde Jorge deverá subir para a 264.ª ou 265.ª posição WTA, um novo máximo pessoal. Mais do que um número, representa o reflexo do trabalho contínuo e da ambição que marca o seu percurso.

Francisca Jorge, apesar do desaire, regressará ao top 240 (será 238.ª) e prepara-se agora para defender o título em casa, no ITF W75 de Guimarães, onde poderá escrever a sua própria resposta neste romance familiar em capítulos.

Irmãs e rivais, mas sempre aliadas

Independentemente do resultado, a final de Montemor-o-Novo foi uma celebração rara: duas irmãs, formadas lado a lado nos mesmos campos e rotinas, a discutir entre si o troféu mais importante alguma vez erguido por uma delas.
Um sinal de talento, de estrutura e de um ténis português que — em pano de fundo — também sorri.


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