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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Rui Oliveira continua a bater à porta da vitória — e a porta já fica sem trinco

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Há derrotas que deixam azia. E há segundos lugares que começam a cheirar a aviso. Rui Oliveira ficou em segundo no prólogo da 87ª Volta a Portugal, atrás do companheiro de equipa Julius Johansen, mas saiu de Lisboa com uma mensagem bem mais importante do que a classificação: a primeira vitória em estrada continua a fugir-lhe, mas já não consegue esconder-se muito bem. O português da UAE Emirates perdeu quatro segundos para Johansen, especialista na luta contra o relógio e primeiro líder da Volta, mas colocou atrás de si nomes que conhecem estas estradas como poucos. Entre eles, Rafael Reis. Nada mau para quem, há três semanas, nem sabia se conseguiria alinhar. “É um sentimento agridoce. Não ganhei, mas perdi para o Julius, um colega de equipa. Ele é dos melhores do mundo nesta especialidade.” Tradução livre para quem acompanha de fora: não ganhou, mas também não veio brincar aos ciclistas ol...

Henrique Rocha explica: "A celebração certa para o momento certo"

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Portuense está pronto para outra batalha.
Portuense revela: "A cabeça virou quando fui à casa de banho",

Da qualificação a protagonista em Roland Garros

Henrique Rocha tinha diante de si uma missão hercúlea. Não inédita — Nuno Borges abrira o caminho dias antes —, mas ainda assim rara e exigente.

Frente ao checo Jakub Mensik, num duelo de resistência e fé, o jovem português reescreveu a narrativa com tinta épica: venceu após estar a perder por dois ‘sets’ a zero. E, com isso, tornou-se o primeiro homem português a somar cinco vitórias num único torneio do Grand Slam.

A arte de virar o destino

“Os primeiros dois ‘sets’ não foram nada fáceis. Ele é um ótimo jogador”, começou por dizer Henrique, num inglês comedido, ainda sob o peso da adrenalina. “Comecei a servir melhor, a jogar mais agressivo e o encontro mudou muito.”

Mas foi em português que revelou com clareza o momento-chave:

“Quando fui à casa de banho [após o segundo ‘set’], pensei: ‘sirvo pior, a responder pior… o que posso mudar?’.”

A resposta veio com estratégia e frieza: mais primeiros serviços, agressividade no segundo saque, e movimentações subtis na resposta para destabilizar o adversário.

“Mesmo estando break abaixo, continuei a lutar. Quando fiz o break, senti que já estava mais perto, mesmo ainda estando longe. E acabei a jogar melhor do que ele.”

Lucidez no meio do feito e humildade como norte, e com a serenidade de quem compreende que o caminho é longo, Henrique evitou euforias.

“O Nuno fê-las primeiro”, lembrou, referindo-se aos feitos inéditos.

Mas também reconheceu, com orgulho contido:

“Hoje desbloqueei mais um nível. Quero continuar com esta ambição.”

Corpo fresco, mente pronta

Após 10 ‘sets’ e uma maratona emocional, apesar do esforço acumulado — desde a fase de qualificação — Rocha garantiu estar fisicamente bem.

“Sinto-me bastante fresco”, assegurou.

E mentalmente, também. Pronto para o próximo embate. Pronto para outra batalha.

A celebração viral

“Que cold”: o grito vindo do coração. Nas redes e nos corredores do Roland Garros, a celebração de Rocha virou símbolo.

“É algo que fazemos muito lá no CAR. Quando estamos a ver jogos, dizemos ‘que cold’”, explicou, rindo.

Sem planeamento, sem pose. Apenas instinto. Uma expressão de grupo, de casa, de identidade.

O portuense conquistou mais do que uma vitória em Paris. Conquistou um lugar na história, uma página no ténis nacional e um espaço no coração dos que acreditam no poder da resiliência. O caminho é longo, como ele próprio sabe. Mas para já, Paris é dele.


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