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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Do pesadelo ao êxtase: Tavira transformou um dia de azar numa vitória inesquecível

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 6 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM 🟢 Destaque EMM O dia começou com desistências, furos e desilusão. Terminou com Francisco Campos de braços no ar e a Tavira a lembrar que, na Volta, nunca se desiste antes da meta. Poucos acreditariam no desfecho. A Tavira-Crédito Agrícola entrou na primeira etapa da Volta a Portugal a perder antes mesmo de a corrida começar. Horas depois, saía de Queluz de braços no ar. Primeiro foi Noah Campos, impedido de alinhar devido a uma gripe. Depois, ainda na Serra de Sintra, Afonso Silva sofreu um furo que o fez perder vários minutos e comprometeu qualquer ambição na classificação geral. Tudo parecia encaminhar a equipa algarvia para um dia negativo e de esquecer. Mas a estrada decidiu escrever outro guião. Num final explosivo, Francisco Campos apareceu no momento certo para conquistar a vitória-chave da carreira, oferecendo à Tavira-Crédito Agrícola um triunfo que ninguém previa quando o d...

Carlos Alcaraz navega o vento e os erros!

                                                            Por António Vieira Pacheco

Carlitos apura-se pela primeira vez para a final dos Masters de Roma.
Créditos: ATP Tour. Carlitos chega pela primeira vez à final de Roma e festeja efusivamente.

Carlitos alcança a primeira final em Roma

Num dia em que o vento soprou forte e o ténis oscilou entre o irregular e o feio, foi Carlos Alcaraz quem melhor soube resistir à intempérie — tanto meteorológica como emocional. O número três mundial deixou-se levar mais pelo instinto do que pela estética e garantiu, com garra e pragmatismo, a sua estreia na final dos Masters 1000 de Roma.

Diante de Lorenzo Musetti, nono do ‘ranking’ e impulsionado pelo público italiano, o murciano impôs-se com os parciais de 6-3 e 7-6 (4).

Vento, erros e resiliência: um duelo irregular decidido nos detalhes

Num duelo em que ambos os jogadores se perderam tantas vezes no labirinto dos erros não forçados (42 para Alcaraz, 44 para Musetti) que por momentos se esqueceu que se tratava de uma meia-final de elite.

Ainda assim, entre rachas de vento e oscilações técnicas, Alcaraz mostrou-se mais maduro e frio nos momentos de decisão. Virou um 2-4 na segunda partida, viu-se ameaçado quando Musetti salvou um match point a 5-6 e ainda quando reduziu de 5-2 para 5-4 no tiebreak. Mas foi aí que o espanhol travou a reação, quebrou novamente o saque adversário e carimbou o passaporte para a final.

A 25.ª final da carreira do murciano!

Com esta vitória, o jovem de 22 anos alcança a sua 25.ª final da carreira, a quarta em 2025, e persegue agora o 19.º troféu no seu currículo, mantendo um registo quase imaculado em finais de Masters 1000 (6-1). Já é, de resto, o segundo espanhol com mais finais neste tipo de torneios — somente superado por um nome que parece inalcançável: Rafael Nadal, com 53.

Na final romana, Carlos Alcaraz aguarda agora para saber se reencontra Jannik Sinner, líder do ‘ranking’ e a jogar em casa, ou se enfrentará Tommy Paul, numa possível revanche do norte-americano. Seja qual for o adversário, o espanhol já mostrou que, mesmo em dias de vento e desacerto, sabe vencer com a alma.

 


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